Discurso de João Dias da Silva, Secretário-Geral da FNE, no 8º Congresso da IE
Internacional

Discurso de João Dias da Silva, Secretário-Geral da FNE, no 8º Congresso da IE

A FNE - Federação Nacional da Educação - de Portugal saúda o 8º Congresso da Internacional da Educação e todos os delegados aqui presentes, em nome de milhões de trabalhadores da educação em todo o mundo.

Pela nossa ação conjunta e articulada, pela solidariedade, vamos trabalhar e mobilizar toda a sociedade para garantir que a educação constitui um direito e que todos devem ter acesso os níveis mais elevados de educação e formação.

O direito à educação e à formação para todos é uma responsabilidade de cada Estado que deve garantir os recursos para o estabelecimento de uma educação pública que tem de ser de alta qualidade

Uma orientação desta natureza significa que os orçamentos nacionais devem prever o financiamento indispensável à concretização de uma educação pública de qualidade que promove o sucesso de todos e que respeita a diversidade das necessidades de cada um para atingir esse sucesso. Por isso, temos de exigir nos nossos países que a percentagem que a Educação representa em relação ao PIB nacional deve aumentar para estes objetivos. Em Portugal, e no quadro de uma grave crise financeira, a austeridade representou na educação uma diminuição significativa do seu peso orçamental. Por outro lado, a desvalorização dos educadores, professores e trabalhadores de apoio educativo teve tradução no congelamento de salários que já dura há dez anos.

As organizações sindicais portuguesas não ficaram paradas e combateram decididamente as políticas de austeridade, tendo conseguido importantes mudanças para corrigirem algumas das políticas impostas.

É esta força do sucesso da ação sindical que nos estimula para continuarmos e reforçarmos a nossa ação sindical.

Nós não desistimos. É esta a mensagem que todos os dias, em Portugal, levamos aos nossos Colegas, assumindo a responsabilidade da ação sindical.

A nível mundial, defendemos a mesma mensagem. Não desistimos.

Está na altura de reagirmos e de tomarmos a iniciativa.

Temos de tomar a iniciativa para garantir que a qualidade da educação é a chave de um futuro mais justo.

Temos de tomar a iniciativa para fazer progredir a profissão, melhorar a imagem dos profissionais da educação.

Temos de tomar a iniciativa para lutar pelos direitos sindicais.

Temos de tomar a iniciativa para garantir uma educação de qualidade e gratuita para todos.

Vamos ao trabalho.

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