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FNE: TEM DE HAVER PARTICIPAÇÃO SINDICAL PARA A REGULAMENTAÇÃO DA LEI DE TRANSFERÊNCIA DE COMPETÊNCIAS PARA AS AUTARQUIAS LOCAIS
Perante a publicação, hoje, da Lei nº 50/2018 - Lei-quadro da transferência de competências para as autarquias locais e para as entidades intermunicipais - a FNE vem sublinhar as suas dúvidas sobre a completa adequação desta lei aos interesses das pessoas e dos serviços públicos, nomeadamente em termos de qualidade do serviço público de educação. A FNE insiste na sua perspetiva, repetida desde há muito tempo, de que a transferência de competências não deveria envolver, nem os docentes, nem os não docentes. Ora, esta Lei estabelece agora que passa a ser da competência das autarquias locais ou das entidades intermunicipais "recrutar, selecionar e gerir o pessoal não docente inserido nas carreiras de assistente operacional e de assistente técnico". Para a FNE, a natureza vaga desta orientação colide com o número 4. do artigo 11º desta mesma Lei, o qual estabelece, e bem, que "as competências previstas no presente artigo são exercidas no respeito das competências dos órgãos de gestão dos agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas". Desta forma, torna-se essencial, como a FNE tem defendido sistematicamente, que o diploma regulamentador venha a clarificar, sem equívocos, as competências concretas que têm de ser exercidas pelos órgãos de direção e gestão das escolas e agrupamentos e as que vão passar a pertencer às autarquias. A FNE não deixará de continuar a procurar que esta orientação venha a ser corrigida, por entender inadequada a intervenção das autarquias a este nível, o qual deve pertencer por inteiro às escolas. Registam-se também fortes preocupações em relação ao conteúdo concreto da alínea c) do número 2. do mesmo artigo 11º desta Lei, quando estabelece, de uma forma extremamente vaga, que é da competência dos órgãos municipais participar "na gestão dos recursos educativos" no que diz respeito à rede pública da educação pré-escolar e de ensino básico e secundário, incluindo o ensino profissional. A nova Lei estabelece que deverá haver diplomas legais setoriais que virão regulamentar em termos concretos o que agora, em termos muito gerais, fica definido. Deste modo, a FNE entende que é imprescindível que seja ouvida no processo de definição desse normativo específico da área da educação, considerando que o respetivo conteúdo terá efeitos sobre as condições de exercício profissional, quer de docentes, quer de não docentes. A Lei agora publicada admite que a sua operacionalização universal só ocorra a partir de 1 de janeiro de 2020, o que deve permitir que se possam encontrar as melhores soluções que evitem as insuficiências que para já nos aparecem nesta nova Lei. É fundamental que a avaliação dos processos anteriores de atribuição de competências às autarquias locais possa servir para que não se repitam no quadro da nova lei erros que já foram identificados e que deveriam ser corrigidos. Deste modo, a FNE acompanha o Presidente da República nos comentários que fez publicar por ocasião da promulgação desta Lei, nomeadamente quando afirma: "pela própria generalidade e abstração que evidenciam, eles (os diplomas acabados de aprovar pela Assembleia da República) deixam em aberto outras questões, para que importa chamar a atenção: a sustentabilidade financeira concreta da transferência para as autarquias locais de atribuições até este momento da Administração Central; o inerente risco de essa transferência poder ser lida como mero alijar de responsabilidades do Estado; a preocupação com o não agravamento das desigualdades entre autarquias locais; a exequibilidade do aprovado sem riscos de indefinição, com incidência mediata no rigor das finanças públicas; o não afastamento excessivo e irreversível do Estado de áreas específicas em que seja essencial o seu papel, sobretudo olhando à escala exigida para o sucesso de intervenções públicas. Dito de outro modo, só o exame cuidadoso, caso a caso, dos diplomas que venham a completar os atuais permitirá avaliar do verdadeiro alcance global do que acaba de ser aprovado. Que o mesmo é dizer, o Presidente da República aguarda, com redobrado empenho, esses outros diplomas e a decisão de hoje não determina, necessariamente, as decisões que sobre eles venham a ser tomadas." Porto, 16 de agosto de 2018 O Secretariado Nacional
Organizações sindicais de professores não compreendem a indisponibilidade do Senhor Presidente da República para a audiência solicitada há meses
  Ao longo do ano letivo que terminou, mais uma vez não é exagero dizer que os professores foram heróis, desenvolvendo, com muita dedicação e empenho, um trabalho que se tem refletido numa significativa redução do insucesso escolar e na construção de uma escola que, não obstante todos os constrangimentos, se tem esforçado por ser mais inclusiva. Mas este ano letivo foi, ainda, um tempo de luta dos professores em defesa da sua carreira e das suas condições de trabalho, luta essa que, continuando o governo a não dar respostas positivas aos problemas que urge resolver, irá manter-se no ano que se aproxima. Há alguns meses, num quadro de grande instabilidade e mal-estar na profissão docente, as organizações sindicais de professores solicitaram ao Senhor Presidente da República uma audiência. Contudo, por falta de agenda, ela não se realizou. Mais recentemente, há cerca de um mês, as organizações sindicais reiteraram o pedido, porém, provavelmente, de novo, por dificuldades de agenda, o Senhor Presidente da República ainda não marcou a audiência solicitada. O Senhor Presidente da República não tem por hábito fugir aos problemas de quem trabalha, como se confirmou com a audiência que concedeu, e bem, aos bolseiros de investigação científica; da mesma forma, o Senhor Presidente da República tem conseguido agendar audiências em que recebe aqueles que os portugueses consideram heróis nacionais, como se confirmou, desta vez, com a receção aos campeões europeus de futebol sub-19; é conhecida a capacidade do Senhor Presidente para demonstrar interesse e ter opinião sobre incontáveis questões que surgem na sociedade portuguesa. Não esquecemos que, em 30 de junho de 2017, o Senhor Presidente da República afirmou, e bem, que “há outros heróis que estão a mudar Portugal, são os professores de Portugal…”. Assim sendo, qual o motivo por que o Senhor Presidente da República continua sem receber as organizações sindicais representativas dos professores portugueses?   Lisboa, 3 de agosto 2018   As organizações sindicais de professores e educadores   ASPL – FENPROF – FNE – PRÓ-ORDEM – SEPLEU SINAPE – SINDEP – SIPE – SIPPEB – SPLIU Ao longo do ano letivo que terminou, mais uma vez não é exagero dizer que os professores foram heróis, desenvolvendo, com muita dedicação e empenho, um trabalho que se tem refletido numa significativa redução do insucesso escolar e na construção de uma escola que, não obstante todos os constrangimentos, se tem esforçado por ser mais inclusiva. Mas este ano letivo foi, ainda, um tempo de luta dos professores em defesa da sua carreira e das suas condições de trabalho, luta essa que, continuando o governo a não dar respostas positivas aos problemas que urge resolver, irá manter-se no ano que se aproxima. Há alguns meses, num quadro de grande instabilidade e mal-estar na profissão docente, as organizações sindicais de professores solicitaram ao Senhor Presidente da República uma audiência. Contudo, por falta de agenda, ela não se realizou. Mais recentemente, há cerca de um mês, as organizações sindicais reiteraram o pedido, porém, provavelmente, de novo, por dificuldades de agenda, o Senhor Presidente da República ainda não marcou a audiência solicitada. O Senhor Presidente da República não tem por hábito fugir aos problemas de quem trabalha, como se confirmou com a audiência que concedeu, e bem, aos bolseiros de investigação científica; da mesma forma, o Senhor Presidente da República tem conseguido agendar audiências em que recebe aqueles que os portugueses consideram heróis nacionais, como se confirmou, desta vez, com a receção aos campeões europeus de futebol sub-19; é conhecida a capacidade do Senhor Presidente para demonstrar interesse e ter opinião sobre incontáveis questões que surgem na sociedade portuguesa. Não esquecemos que, em 30 de junho de 2017, o Senhor Presidente da República afirmou, e bem, que “há outros heróis que estão a mudar Portugal, são os professores de Portugal…”. Assim sendo, qual o motivo por que o Senhor Presidente da República continua sem receber as organizações sindicais representativas dos professores portugueses? Lisboa, 3 de agosto 2018 As organizações sindicais de professores e educadores ASPL – FENPROF – FNE – PRÓ-ORDEM – SEPLEUSINAPE – SINDEP – SIPE – SIPPEB – SPLIU
Escolas privadas e FNE assinam acordo para aumentos salariais e salário mínimo
O ensino privado e a Federação Nacional de Educação (FNE) assinam na quarta-feira um acordo que aumenta o salário mínimo dos não docentes nas cerca de 600 entidades abrangidas para 610 euros mensais a partir de 01 de setembro. Será, no entanto, segundo a Confederação Nacional de Educação e Formação (CNEF), signatária do novo acordo coletivo de trabalho conjuntamente com a FNE, “residual” o número de trabalhadores abrangido por este novo valor mínimo de remuneração, 30 euros acima do Salário Mínimo Nacional, uma vez que é um salário pago a funcionários das instituições com poucos anos de casa e que terá sobretudo impacto em novas entradas. O acordo atualiza as tabelas salariais em vigor a partir de 01 de setembro para o ensino não estatal desde o pré-escolar até ao ensino secundário, abrangendo o ensino profissional. Segundo números da CNEF, serão cerca de 35 mil os profissionais abrangidos por este novo acordo, dos quais 23 mil são docentes, e 12 mil são não docentes. “Em matéria de atualizações salariais, acordou-se, para os docentes, um aumento de 1,5% nos dois níveis iniciais da carreira, 1% nos intermédios e 0,1% nos dois níveis de topo”, refere um comunicado da CNEF, que acrescenta que para os não docentes haverá um aumento de 1%. De acordo com o documento, o novo acordo “estipula ainda que, no caso dos docentes do ensino artístico especializado, com horário incompleto por motivo que não lhes seja imputável, o tempo de serviço prestado em simultâneo noutros estabelecimentos do ensino artístico especializado, e que tenha sido devidamente autorizado pelo estabelecimento de ensino, é contabilizado para efeitos de contagem de tempo de serviço para progressão no estabelecimento de ensino na pendência da relação laboral”. Em declarações à Lusa, o presidente da CNEF, João Alvarenga, disse que a confederação procurou com este acordo “um entendimento entre aquilo que é possível dentro das instituições para manter a sua solidez, mas indo ao encontro dos interesses dos professores e dos assistentes educativos de forma a que todos se sintam animados a fazer um bom trabalho”. “Nós temos a consciência que para existir educação, ensino e formação é necessário que exista ambiente para o efeito e é necessário que exista comunidade educativa. Para ter sucesso é necessário que os professores estejam satisfeitos e é necessário que o trabalho dos professores ajude a instituição a singrar. Logo, a paz social e laboral é fundamental para que haja sucesso educativo e por isso dialogámos com as frentes sindicais”, acrescentou. A CNEF integra a Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo (AEEP), a Associação Nacional de Escolas Profissionais (ANESPO), a Associação de Escolas Católicas (APEC), a Associação Nacional do Ensino Profissional de Música e Artes (APROARTE) e a União das Cooperativas de Ensino do Norte (UNIENSINORTE). O acordo é assinado em Lisboa, pelas 11:30, na sede da AEEP, pela CNEF, FNE e um conjunto de outros sindicatos de setores da educação, transportes e serviços; SINAPE (Sindicato Nacional dos Profissionais da Educação), SINDEP (Sindicato Nacional e Democrático dos Professores), SITRA (Sindicato dos Trabalhadores dos Transportes), SITESE (Sindicato dos Trabalhadores e Técnicos de Serviços, Comércio, Restauração e Turismo), SINDITE (Sindicato dos Técnicos Superiores de Diagnóstico e Terapêutica) e SNAS (Sindicato Nacional dos Assistentes Sociais).   Lisboa, 31 jul (Lusa) – IMA // HB
Escolas privadas e FNE assinam acordo para aumentos salariais e salário mínimo
O ensino privado e a Federação Nacional de Educação (FNE) assinam na quarta-feira um acordo que aumenta o salário mínimo dos não docentes nas cerca de 600 entidades abrangidas para 610 euros mensais a partir de 01 de setembro. Será, no entanto, segundo a Confederação Nacional de Educação e Formação (CNEF), signatária do novo acordo coletivo de trabalho conjuntamente com a FNE, “residual” o número de trabalhadores abrangido por este novo valor mínimo de remuneração, 30 euros acima do Salário Mínimo Nacional, uma vez que é um salário pago a funcionários das instituições com poucos anos de casa e que terá sobretudo impacto em novas entradas. O acordo atualiza as tabelas salariais em vigor a partir de 01 de setembro para o ensino não estatal desde o pré-escolar até ao ensino secundário, abrangendo o ensino profissional. Segundo números da CNEF, serão cerca de 35 mil os profissionais abrangidos por este novo acordo, dos quais 23 mil são docentes, e 12 mil são não docentes. “Em matéria de atualizações salariais, acordou-se, para os docentes, um aumento de 1,5% nos dois níveis iniciais da carreira, 1% nos intermédios e 0,1% nos dois níveis de topo”, refere um comunicado da CNEF, que acrescenta que para os não docentes haverá um aumento de 1%. De acordo com o documento, o novo acordo “estipula ainda que, no caso dos docentes do ensino artístico especializado, com horário incompleto por motivo que não lhes seja imputável, o tempo de serviço prestado em simultâneo noutros estabelecimentos do ensino artístico especializado, e que tenha sido devidamente autorizado pelo estabelecimento de ensino, é contabilizado para efeitos de contagem de tempo de serviço para progressão no estabelecimento de ensino na pendência da relação laboral”. Em declarações à Lusa, o presidente da CNEF, João Alvarenga, disse que a confederação procurou com este acordo “um entendimento entre aquilo que é possível dentro das instituições para manter a sua solidez, mas indo ao encontro dos interesses dos professores e dos assistentes educativos de forma a que todos se sintam animados a fazer um bom trabalho”. “Nós temos a consciência que para existir educação, ensino e formação é necessário que exista ambiente para o efeito e é necessário que exista comunidade educativa. Para ter sucesso é necessário que os professores estejam satisfeitos e é necessário que o trabalho dos professores ajude a instituição a singrar. Logo, a paz social e laboral é fundamental para que haja sucesso educativo e por isso dialogámos com as frentes sindicais”, acrescentou. A CNEF integra a Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo (AEEP), a Associação Nacional de Escolas Profissionais (ANESPO), a Associação de Escolas Católicas (APEC), a Associação Nacional do Ensino Profissional de Música e Artes (APROARTE) e a União das Cooperativas de Ensino do Norte (UNIENSINORTE). O acordo é assinado em Lisboa, pelas 11:30, na sede da AEEP, pela CNEF, FNE e um conjunto de outros sindicatos de setores da educação, transportes e serviços; SINAPE (Sindicato Nacional dos Profissionais da Educação), SINDEP (Sindicato Nacional e Democrático dos Professores), SITRA (Sindicato dos Trabalhadores dos Transportes), SITESE (Sindicato dos Trabalhadores e Técnicos de Serviços, Comércio, Restauração e Turismo), SINDITE (Sindicato dos Técnicos Superiores de Diagnóstico e Terapêutica) e SNAS (Sindicato Nacional dos Assistentes Sociais).   Lisboa, 31 jul (Lusa) – IMA // HB
FNE: "Este compromisso significa avanço e melhoria"
A FNE, conjuntamente com uma Frente de Sindicatos da UGT, e a CNEF - Confederação Nacional de Educação e Formação assinaram esta manhã, na sede da CNEF, em Lisboa, a revisão das tabelas salariais do CCT - Contrato Coletivo de Trabalho que regula as condições laborais de todo o setor privado da educação, abrangendo cerca de 600 empregadores e mais de 40 mil trabalhadores docentes e não docentes de todas as escolas privadas, incluindo as profissionais. Para João Dias da Silva, Secretário-Geral da FNE "este foi o compromisso possível neste momento, mas de qualquer forma significa avanço, progresso e melhoria e é esse reconhecimento que a FNE traz aqui". O Secretário-Geral da FNE sublinhou ainda que "sabemos que há situações que ainda precisam de ser discutidas e melhoradas e todos temos vontade de que se possa no futuro atingir ainda melhorias neste contrato. De qualquer maneira este é um passo importante, abrimos o ano letivo com novas perspetivas, com um sinal para outros setores relativamente à valorização do salário minímo nacional. Mas congratulamo-nos por esta negociação ter chegado a um acordo", afirmou. Para João Alvarenga, Presidente da CNEF "um acordo destes merece ser bem divulgado porque tem um valor pedagógico e de incentivo que pode servir de exemplo a outros. Temos a consciência do nosso papel no sistema educativo nacional e só conseguimos alguma vanguarda educativa se existir paz laboral. Para a CNEF, este acordo é de imensa importância" dizendo ainda que "estamos sempre disponíveis para a negociação e para sentar à mesa. E não podemos permitir que o poder legislativo invada o terreno da concertação social. E digo isto porque a concertação funciona. E esta é a melhor prova disso. Sabemos que é insuficiente, mas vamos concertando e dando passos à medida que é possível", afirmou. O acordo relativo a este Contrato Coletivo de Trabalho (CCT), assinado por CNEF e FSUGT, deve-se em muito ao empenho, trabalho e dedicação da FNE e dos seus sindicatos.  
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VI Convenção Nacional ANDAEP, CONFAP, FNAEBS, FNE 2018. "Por uma escola para todos"
2018-05-28
VI Convenção Nacional ANDAEP, CONFAP, FNAEBS, FNE 2018.

Participantes de todos os pontos do país estiveram presentes no Europarque, em Santa Maria da Feira, na VI Convenção Nacional ANDAEP, CONFAP, FNAEBS, FNE - "Por uma escola para todos" - que decorreu no dia 26 de maio e que este ano contou com a presença de Maria Emília Brederode dos Santos, Presidente do Conselho Nacional de Educação e de David Rodrigues, Presidente da Pró-Inclusão- Associação Nacional de Docentes de Educação Especial.

A sessão de abertura esteve a cargo dos Presidentes da FNAEBS (Fátima Pinho) e da ANDAEP (Filinto Lima) e também do Presidente da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, Emídio Sousa, tendo todos sublinhado a pertinência do tema escolhido para esta iniciativa, realçando também como fundamental a discussão do futuro de uma escola inclusiva.

"O século 21 coloca a educação no centro da mudança social"

A primeira conferência da manhã versou sobre o tema "Por uma escola para todos": e quem são "Todos"? e teve como convidada Maria Emília Brederode dos Santos, Presidente do Conselho Nacional de Educação e Pedro Barreiros (FNE) e Álvaro A. Santos (ANDAEP) como moderadores. Maria Brederode começou por congratular a educação portuguesa pelos progressos verificados no pós 25 de Abril, realçando ainda que Portugal é vista aos olhos do resto do mundo como um "case study", alcançando até em 40 anos o que países do norte da Europa levaram séculos a conseguir. A Presidente do Conselho Nacional de Educação mostrou ainda números que demonstram que Portugal precisa ainda de encetar uma luta pela redução do analfabetismo, sendo que neste momento o país tem cerca de 500 mil analfabetos, com especial incidência em idosos e mulheres, valor que está na média europeia. Foi também realçado que "Portugal tem resultados melhores na língua materna do que por exemplo França e Alemanha. Maria Brederode defendeu ainda "que é necessário que as escolas se tornem não de massas, mas à medida de cada aluno. O século 21 coloca a educação no centro da mudança social e tem de ser uma exigência também social e para todos". A fechar, a Presidente do Conselho Nacional de Educação lembrou que "é necessário lembrar dos invisíveis e os preconceitos do sistema e combatê-los. A escola não é responsável pela sociedade discriminatória, mas é fundamental para combater isso e é preciso contar com pais, alunos e professores nessa luta", terminou.

"É necessário educar todos e com todos"

David Rodrigues, Presidente da Pró-Inclusão - Associação Nacional de Docentes de Educação Especial foi o orador convidado para a segunda conferência da manhã - "Conceitos, razões e caminhos para a Educação inclusiva" - com Alberto Santos (CONFAP) e Ana Gabriela Moreira (ANDAEP) como moderadores do debate.
E o Presidente da Pró-Inclusão começou por apresentar conceitos, razões e caminhos para uma educação inclusiva acrescentando em seguida que o maior inimigo que a inclusão pode ter é a ideia de que tem de ser perfeita, defendendo que o melhor que se pode fazer "é todos os processos sociais partirem de onde estamos. E para isso é preciso lutar por mais recursos e meios". David Rodrigues reforçou que o caminho para uma educação inclusiva passa por "educar todos e com todos. Todos os alunos importam. Só assim podemos combater a desigualdade e assegurar a igualdade de oportunidades". Referiu também que a inclusão é um processo que promove a participação escolar aos alunos mais vulneráveis e que "precisamos derrubar barreiras dentro da escola. A finalizar, o líder da Pró-Inclusão defendeu a perspetiva de que os professores devem variar na aprendizagem, realçando ainda que "uma escola inclusiva permite desenvolver uma solidariedade entre a comunidade escolar. Mas para isso é precisa a colaboração entre todos na escola. Todos têm de contribuir para uma melhor educação.

VI CONVENÇÃO NACIONAL 2018 FNE/CONFAP/ANDAEP/FNAEBS VI CONVENÇÃO NACIONAL 2018 FNE/CONFAP/ANDAEP/FNAEBS
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"Tem de existir iniciativa inclusiva"

Após uma apresentação musical a cargo de Luzia Lima, no violino e da Professora Francesca Serafini no piano, deu-se a abertura do painel da tarde que teve como título "A Educação Especial em Portugal - as perspetivas dos Partidos Políticos" e esta conversa contou com representantes de vários Grupos Parlamentares.

Manuela Tender, deputada do PSD, foi a primeira a intervir e começou por sublinhar que é necessário apostar num modelo de escola onde todos tenham algo a dizer, desde encarregados a de educação, a alunos e professores. "Tem de existir iniciativa inclusiva. A escola tem de contribuir para o fim da desigualdade e ter um olhar mais atento para a heterogeneidade entre alunos".

O representante do CDS-PP, José Belo Santos, começou por defender a necessidade de criação de decretos-lei no Parlamento que incluam soluções para a inclusão. Para José Belo "não se pode pedir inclusão com aquilo que já existe nas escolas. Pedem-se milagres aos professores. Faltam Escola de referência e por exemplo, incremento da língua gestual", terminando a sua intervenção questionando "como vai funcionar a nova lei do ensino especial?".

Pedro Filipe Soares, deputado do BE, começou por ir atrás 10 anos no tempo, até à lei 3/2008 referindo as alterações que foram introduzidas e a forma como as necessidades educativas especiais têm sido colocadas de lado na perspetiva da escola enquadradora. O deputado do BE confirmou o facto de relativamente ao diploma do decreto-lei não conhecer a versão final, não conhecendo o texto em concreto, reconhecendo no entanto que o primeiro sinal é positivo "pois recoloca a escola num plano de inclusão, alterando o paradigma que existia no 3/2008", garantindo ainda "que vamos fazer de tudo no parlamento para garantir que existirá disponibilidade financeira nas escolas para concretizar o modelo que vem no novo decreto-lei". Pedro Filipe Soares terminou dizendo que o novo decreto-lei corrige uma filosofia errada que vinha de 2008.

Antero Resende foi o representante do Partido Os Verdes e lançou a questão: "Em Portugal temos uma estrutura curricular igual para todos, Isto é inclusivo?", acrescentando depois que "incluir é dar o que os alunos necessitam para se sentirem integrados. Mas é também preciso dar formação e uniformizar os docentes e reduzir as diferenças litoral/interior".

O PAN esteve representado por Bebiana Cunha que elencou os principais problemas que o partido detetou nesta matéria: poucos técnicos para este tema; falta pessoal não docente especializado; escolas cheias de barreiras arquitetónicas; falta de envolvimento das famílias. Bebiana Cunha questionou: "Faltam condições. O que va iser destes alunos no futuro após a escola? O atual Governo fala numa educação inclusiva 2.0, mas como se a escola não é 2.0?, sublinhando depois que para o PAN todo o aluno tem de ser um ser único e têm de ser dadas condições a todos, finalizando com um alerta: "é preciso conseguir forma de dar apoio emocional aos cuidadores".

O encerramento ficou a cargo de Cristina Tenreiro, Vereadora da Educação, Desporto e Juventude da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, de Jorge Ascenção (CONFAP) e João Dias da Silva (FNE). A vereadora referiu que todos os problemas da sociedade entram pela escola e é preciso encontrar soluções para combater esta situação, porque sem isso não se pode falar numa escola para todos.

Já Jorge Ascenção defendeu que apesar de existirem muitos fatores positivos nos últimos anos na educação, ainda há um longo caminho a percorrer, mas que isso "só se alcança com todos e com tempo" afirmando ainda de forma perentória: "Sem família não há inclusão. Há muita hipocrisia quando se fala numa escola para todos e não se inclui a família no processo."

João Dias da Silva, Secretário-Geral da FNE, fechou a VI Convenção realçando o envolvimento exemplar de parceiros com perspetivas diferentes, mas em redor de um objetivo comum de forma a retirar consequências positivas. "Saímos daqui enriquecidos com mais um dia de debate e que mostra como valeu a pena fazer esta Convenção".

A VI Convenção Nacional ANDAEP, CONFAP, FNAEBS, FNE 2018 teve transmissão em direto pela FNE TV na página oficial de Facebook em www.facebook.com/fneduca/.


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