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Calendário escolar 2018/2019
O calendário de atividades educativas e escolares constitui um elemento indispensável à organização e planificação do ano escolar por cada unidade orgânica que integra o sistema educativo, de forma a possibilitar o desenvolvimento dos projetos educativos e a execução dos planos anuais de atividades, conciliando também o desenvolvimento do currículo com o interesse das crianças e dos alunos, bem como com a organização da sua vida familiar. O presente despacho consagra, ainda, o calendário de realização das provas de aferição, das provas finais de ciclo, dos exames finais nacionais, bem como das provas de equivalência à frequência do ensino básico e secundário. Foi dado cumprimento ao procedimento previsto nos artigos 98.° e seguintes do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.° 4/2015, de 7 de janeiro. Assim, ao abrigo do disposto no n.° 3 do artigo 4.° do Decreto-Lei n.° 139/2012, de 5 de julho, na redação atual, na alínea c) do artigo 5.° da Lei n.° 5/97, de 10 de fevereiro, e no uso dos poderes delegados pelos Despachos n." 1009-A/2016 e 1009-B/2016, de 20 de janeiro, determina-se o seguinte: 1 - São aprovados os calendários para o ano letivo de 2018-2019, de acordo com os termos definidos nos números seguintes: a) Dos estabelecimentos públicos de educação pré-escolar e do ensino básico e secundário; b) Dos estabelecimentos particulares de ensino especial; c) Das provas de aferição, de final de ciclo e de equivalência à frequência do ensino básico, dos exames finais nacionais e das provas de equivalência à frequência do ensino secundário. 2 - Para a educação pré-escolar e o ensino básico e secundário: 2.1 - O calendário de funcionamento das atividades educativas e letivas dos estabelecimentos públicos de educação pré-escolar e do ensino básico e secundário é o constante do anexo I, ao presente despacho, do qual faz parte integrante. 2.2 - As interrupções das atividades educativas e letivas são as constantes do anexo II ao presente despacho, do qual faz parte integrante. 2.3 - Sem prejuízo do disposto no número anterior, os agrupamentos de escolas e as escolas não agrupadas podem, durante um ou dois dias, substituir as atividades letivas por outras atividades escolares de caráter formativo envolvendo os alunos, pais e encarregados de educação. 2.4 - Os momentos de avaliação de final de período letivo ou outros são calendarizados no âmbito da autonomia das escolas e concretizados de acordo com a legislação em vigor, não podendo, em qualquer caso, prejudicar o calendário das atividades educativas e letivas. 2.5 - Na programação das reuniões de avaliação devem os diretores dos agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas assegurar a articulação entre os educadores de infância e os professores do 1.° ciclo do ensino básico, de modo a garantir o acompanhamento pedagógico das crianças no seu percurso entre aqueles níveis de educação e de ensino. 2.6 - O disposto nos números 2.1 a 2.4 é aplicável, com as necessárias adaptações, ao calendário previsto na organização de outras ofertas educativas e formativas em funcionamento nos agrupamentos de escolas ou escolas não agrupadas. 2.7 - Durante os períodos de interrupção das atividades educativas e após o final do ano letivo devem ser adotadas medidas organizativas adequadas, em estreita articulação com as famílias e as autarquias, de modo a garantir o atendimento das crianças, nomeadamente através de atividades de animação e de apoio à família. 3 - Para os estabelecimentos particulares de ensino especial: 3.1 - O calendário de funcionamento dos estabelecimentos particulares de ensino especial dependentes de cooperativas e associações de pais que tenham acordo com o Ministério da Educação é o constante do anexo III ao presente despacho, do qual faz parte integrante. 3.2 - As interrupções das atividades letivas são as constantes do anexo IV ao presente despacho, do qual faz igualmente parte integrante. 3.3 -A avaliação dos alunos realiza-se: a) Nos dois primeiros dias úteis compreendidos entre o termo do 1.° período letivo e o início do 2.° período letivo; b) Nos quatro dias úteis imediatamente subsequentes ao termo do 2.° período letivo. 3.4 - Os estabelecimentos de ensino encerram para férias durante trinta dias. 3.5 - Os estabelecimentos de ensino asseguram a ocupação dos alunos através da organização de atividades livres nos períodos situados fora das atividades letivas e do período de encerramento para férias e em todos os momentos de avaliação e períodos de interrupção das atividades letivas. 3.6 - Compete ao diretor pedagógico, consultados os encarregados de educação, decidir sobre a data exata do início das atividades letivas, bem como fixar o período de funcionamento das atividades livres, devendo tais decisões ser comunicadas à Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares, até à data estabelecida para início do 1.° período letivo. 4 - No âmbito do dia do diploma, os agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas que lecionam o ensino secundário devem promover, envolvendo a respetiva comunidade educativa, uma ação formal de reconhecimento dos alunos que no ano letivo anterior tenham concluído o ensino secundário. 5 - As provas de aferição, provas de final de ciclo e de equivalência à frequência do ensino básico, exames finais nacionais e provas de equivalência à frequência do ensino secundário realizam-se nas datas constantes dos anexos V a IX ao presente despacho, do qual fazem parte integrante. 18 de junho de 2018. - A Secretária de Estado Adjunta e da Educação, Alexandra Ludomila Ribeiro Fernandes Leitão. - O Secretário de Estado da Educação, João Miguel Marques da Costa. Calendário Escolar para 2018-2019 Calendário de funcionamento das atividades educativas e letivas dos estabelecimentos públicos da educação pré-escolar e do ensino básico e secundário  Períodos letivos Início  Termo   1º Entre 12 e 17 de setembro de 2018 14 de dezembro de 2018  2º 3 de janeiro de 2019 5 de abril de 2019  3º 23 de abril de 2019 5 de junho de 2019 — 9.º, 11.º e 12.º anos de escolaridade14 de junho de 2019 — 5.º, 6.º, 7.º, 8.º e 10.º anos de escolaridade21 de junho de 2019 — Educação pré-escolar e 1.º ciclo do ensino básico     Interrupções das atividades educativas e letivas dos estabelecimentos públicos da educação pré-escolar e do ensino básico e secundário  Interrupções Início   Termo   1ª 17 de dezembro de 2018 2 de janeiro de 2019  2ª 4 de março de 2019 6 de março de 2019  3ª 8 de abril de 2019 22 de abril de 2019 Calendário escolar para os estabelecimentos particulares de ensino especial    Períodos letivos Início   Termo   1º Entre 3 e 7 de setembro de 2018 31 de dezembro de 2018  2º 4 de janeiro de 2019 7 de junho de 2019 Interrupções das atividades letivas para os estabelecimentos particulares de ensino especial  Interrupções Início   Termo   1º 17 de dezembro de 2018 24 de dezembro de 2018  2º 4 de março de 2019 6 de março de 2019 3º 1 de abril de 2019 5 de abril de 2019 Calendário das provas finais de ciclo  Horas 1ª FASE 2ª FASE terça-feira18 de junho sexta-feira21 de junho quinta-feira27 de junho sexta-feira19 de julho segunda-feira22 de julho 9:30 9.º anoPLNM (93) (94) 9.º anoPortuguês (91)Português Língua Segunda (95) 9.º anoMatemática (92)  9.º anoPortuguês (91)Português Língua Segunda (95)PLNM (93) (94) 9.º ano Matemática (92) Calendário de exames finais nacionais do ensino secundário Horas 1ª FASE segunda-feira17 de junho terça-feira 18 de junho quarta-feira 19 de junho sexta-feira21 de junho terça-feira 25 de junho quarta-feira 26 de junho quinta-feira27 de junho 9:30 11.º ano Filosofia (714)  12.º ano Português (639)Português Língua Segunda (138) PLNM (839) 11.º anoFísica e Química A (715) Geografia A (719) História da Cultura e das Artes (724) 12.º anoDesenho A (706) História A (623) 11.º ano História B (723)  12.º anoMatemática A (635)11.º anoMatemática B (735)Matemática Aplicadaàs Ciências Sociais(835)  11.º ano Biologia e Geologia (702)Economia A (712) Inglês (550) Francês (517) Espanhol (547) Alemão (501) 11.º ano Geometria Descritiva A (708) Literatura Portuguesa (734) 14:00 11.º anoLatim A (732)         Horas 2ª FASE quinta-feira18 de julho sexta-feira19 de julho segunda-feira22 de julho terça-feira23 de julho 9:30 11.º ano Física e Química A (715) Economia A (712) História da Cultura e das Artes (724) Literatura Portuguesa (734)  12.º ano Português (639) Português Língua Segunda (138) PLNM (839) 12.º ano Matemática A (635)11.º ano Matemática B (735) Matemática Aplicada às Ciências Sociais (835) 12.º ano História A (623) 11.º ano Geometria Descritiva A (708) 14:00  11.º ano Latim A (732) 11.º ano Filosofia (714) 11.º ano História B (723) Alemão (501) Espanhol (547) Francês (517) Inglês (550) 12.º anoDesenho A (706)11.º anoBiologia e Geologia (702)Geografia A (719)
DÚVIDAS MAIS FREQUENTES SOBRE A GREVE ÀS AVALIAÇÕES
Têm chegado às organizações sindicais dúvidas colocadas pelos professores e que decorrem de procedimentos das direções das escolas. Sobre as mesmas, chama-se a atenção para o Manual da Greve às Avaliações e outros esclarecimentos divulgados anteriormente, e que respondem à maior parte delas. Ainda assim, destacam-se as seguintes questões:   - Poderão as reuniões ser remarcadas para menos de 24 horas? - Não! De acordo com o número 2 do artigo 29.º do Código de Procedimento Administrativo (CPA, apenas aplicável em aspetos que não constem de normativos específicos), o intervalo mínimo é de 24 horas. Se não for respeitado esse período, os professores não são obrigados a estar presentes, não tendo de entrar em greve e não podendo ser-lhes marcada falta.   - Poderão as reuniões ser marcadas para a noite? - A marcação para esse horário carece de fundamentação sólida, sob pena de não poder ser marcado para esse período. Já a sua marcação para além das 48 horas previstas nos normativos é possível bastando que, para tal, a direção considere estarem preenchidas as horas úteis de realização nos dois dias seguintes após a não realização da reunião.   - Poderão os conselhos de turma ser convocados em simultâneo? - Não, isso é ilegal. Se as escolas convocarem reuniões para a mesma hora (nuns casos em salas separadas, em outros, em plenário), havendo docentes que integram vários dos conselhos de turma, deverão os professores informar a direção que, sendo ilegal aquele procedimento, consideram que o mesmo deverá ser anulado, sob pena de não estarem presentes.   - Poderá um professor ser convocado para um conselho de turma e, em simultâneo, ter outra atividade na escola? - Se isso acontecer, prevalecerá a atividade relacionada com a avaliação interna dos alunos (reunião do conselho de turma), sendo anulada a demais atividade. Se o docente entrar em greve à reunião de avaliação, não poderá executar qualquer outra atividade nesse período, pois todas as que pudesse ter foram retiradas. Acresce que ao entrar em greve, o docente suspende, durante esse período, o seu vínculo com a entidade patronal.   - Havendo professores (como os de Educação Especial) que são convocados para uma reunião e convidados para outra que se realiza à mesma hora, como fazer? - O docente não terá de comparecer naquelas para que, apenas, foi convidado, não lhe podendo ser marcada falta. Em relação à reunião para que foi convocado, o docente poderá faltar ou fazer greve.   - Como fazer greve no 1.º Ciclo do Ensino Básico? - A classificação final dos alunos está sujeita a aprovação do Conselho de Docentes (Despacho Normativo n.º 1-F/2016, artigo 12.º, alínea b). Este, apesar de ter natureza consultiva é de caráter obrigatório, pelo que as classificações finais dos alunos não podem ser atribuídas sem serem aprovadas no conselho de docentes, com a presença, obviamente, do titular de turma. Para que se realize a reunião, o conselho de docentes terá de ter quórum que, não estando previsto nos normativos, é regulado pelo CPA (artigo 29.º, n.º 1). Segundo este, terá de estar presente a maioria do número legal dos seus membros com direito a voto. Para  se saber quem são estes membros terá de ser consultado o Regimento do Conselho de Docentes do Agrupamento, no artigo relativo a “Composição”. Assim, se faltarem metade (50%) daqueles docentes, a reunião não se poderá realizar. Se estiver a maioria, a reunião realiza-se mas não podem ser aprovadas as classificações dos titulares de turma ausentes. Como tal, enquanto houver titulares de turma em greve a reunião terá de ser sempre repetida não podendo ser fechada a sua ata final. Os termos da remarcação são os dos restantes setores de ensino.   - O CPA poderá ser alternativa a normativos específicos existentes? - Não. Nos casos em que existam normativos específicos, que constem em instrumentos legais (obviamente que notas informativas não são instrumentos legais), são esses que prevalecem, sendo ilegal substituí-los pelo disposto em outros quadros legais, incluindo o CPA.
Segundo dia reforçou a força da greve
No segundo dia da greve de professores e educadores os números mostram uma adesão igual e nalguns casos até superior ao dia de ontem. Este foi mais um dia onde os professores portugueses deram uma grande resposta à falta de valorização que o Governo lhes tem atribuído, verificando-se que a quase totalidade das reuniões de conselhos de turma, necessárias para debater, analisar o processo de avaliação e divulgar as notas dos alunos, não se realizaram, o que vem reforçar a justiça das reivindicações e união dos professores em torno da greve iniciada ontem. Esta greve que se vai estender, num primeiro momento, até ao dia 29 de junho, vem mostrar ao Ministério da Educação e ao Governo a indignação dos Professores e que não desistimos de lutar por aquilo que é nosso! Os professores não têm medo e nunca desistem. Acompanhe diariamente no Facebook da FNE os números da greve nas escolas de Norte a Sul.
Fortíssima resposta dos professores ao desrespeito e à injustiça inviabilizou, hoje, mais de 95% das reuniões de avaliação
Foram mais de 95 % as reuniões de conselho de turma que hoje, 18 de junho, não se realizaram. De Norte a Sul e na Região Autónoma dos Açores, a realização de reuniões foi rara exceção.   Com esta tremenda resposta os professores lembraram ao Governo que: - Exigem a recuperação dos 9 anos, 4 meses e 2 dias de tempo que esteve congelado, de acordo com o compromisso assumido em 18 de novembro e no respeito pela Lei do Orçamento do Estado e pela Resolução n.º 1/2018 da Assembleia da República; - Exigem, igualmente, que o governo negoceie normas específicas para a aposentação dos professores, uma organização do horário de trabalho que respeite as 35 horas semanais estabelecidas em lei e um regime justo de concursos, também orientado para combater o elevado nível de precariedade que persiste. Para esta elevadíssima adesão dos professores à greve contribuíram ainda diversas declarações de governantes e dirigentes do partido do Governo que, chegando a recorrer a informações falsas, procuraram, dessa forma, manipular a opinião pública virando-a contra os professores. Deram-se mal, no passado, os que julgavam que perdendo os professores ganhavam a opinião pública… Ministério da Educação reage mal à fortíssima luta dos professorese demonstra que quer mesmo dançar o tango sozinho   Os responsáveis do Ministério da Educação estão a reagir mal à luta dos professores e perante a ineficácia da pressão que tentaram fazer através de uma nota informativa que sugeria aos diretores de escola o recurso a ilegalidades, começam agora a pensar em medidas que deveriam envergonhar quem ainda se afirma democrata. De facto, durante o dia de hoje, o Ministério da Educação fez saber às organizações sindicais que requereu a fixação de um “acordo quanto a serviços mínimos e aos meios para os assegurar”, caso a greve se prolongue para o mês de julho. Da parte das organizações sindicais não haverá qualquer acordo, mas esta posição do Governo é curiosa porque: - Considera que a partir de julho o serviço de avaliações constitui uma necessidade social impreterível quando, o mesmo serviço, até final de junho não se enquadrava nesse contexto; - O próprio Ministro da Educação e a Presidente da Comissão Negociadora do ME, em 4 de junho, nas reuniões então realizadas com as organizações sindicais, perante a dúvida, afirmaram que o serviço de avaliações não constituía necessidade social impreterível, ao contrário dos exames, pelo que não havia lugar à fixação de serviços mínimos.   Esta nova posição do Ministério da Educação denuncia a ausência de propostas positivas que possam ser consideradas uma base negocial aceitável e acentua o quadro de confronto que ME e Governo decidiram mover aos professores. Incapazes de reconhecer a razão que assiste aos professores, avessos a cumprir o compromisso que assumiram, desrespeitadores da lei e da Assembleia da República, Ministério da Educação e Governo optaram pelo caminho que, quando o seu partido era oposição, criticaram em outros. Um caminho que viola o direito à greve, logo, viola um dos mais elementares direitos que a democracia reconhece aos trabalhadores. Esclarece-se que o Governo não pode decretar serviços mínimos e estes, a existirem em julho, terão de ser fixados por um colégio arbitral, que nem sequer está constituído. Face a mais esta provocação, a resposta dos professores terá de passar por uma ainda maior adesão à greve em curso, uma greve que, neste momento, tem lugar nos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e no ensino secundário e a partir da próxima segunda se estende ao 1.º ciclo do ensino básico e à educação pré-escolar.   As organizações sindicais de professores ASPL – FENPROF – FNE - PRÓ-ORDEM – SEPLEU SINAPE – SINDEP – SIPE – SIPPEB - SPLIU
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VI Convenção Nacional ANDAEP, CONFAP, FNAEBS, FNE 2018. "Por uma escola para todos"
2018-05-28
VI Convenção Nacional ANDAEP, CONFAP, FNAEBS, FNE 2018.

Participantes de todos os pontos do país estiveram presentes no Europarque, em Santa Maria da Feira, na VI Convenção Nacional ANDAEP, CONFAP, FNAEBS, FNE - "Por uma escola para todos" - que decorreu no dia 26 de maio e que este ano contou com a presença de Maria Emília Brederode dos Santos, Presidente do Conselho Nacional de Educação e de David Rodrigues, Presidente da Pró-Inclusão- Associação Nacional de Docentes de Educação Especial.

A sessão de abertura esteve a cargo dos Presidentes da FNAEBS (Fátima Pinho) e da ANDAEP (Filinto Lima) e também do Presidente da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, Emídio Sousa, tendo todos sublinhado a pertinência do tema escolhido para esta iniciativa, realçando também como fundamental a discussão do futuro de uma escola inclusiva.

"O século 21 coloca a educação no centro da mudança social"

A primeira conferência da manhã versou sobre o tema "Por uma escola para todos": e quem são "Todos"? e teve como convidada Maria Emília Brederode dos Santos, Presidente do Conselho Nacional de Educação e Pedro Barreiros (FNE) e Álvaro A. Santos (ANDAEP) como moderadores. Maria Brederode começou por congratular a educação portuguesa pelos progressos verificados no pós 25 de Abril, realçando ainda que Portugal é vista aos olhos do resto do mundo como um "case study", alcançando até em 40 anos o que países do norte da Europa levaram séculos a conseguir. A Presidente do Conselho Nacional de Educação mostrou ainda números que demonstram que Portugal precisa ainda de encetar uma luta pela redução do analfabetismo, sendo que neste momento o país tem cerca de 500 mil analfabetos, com especial incidência em idosos e mulheres, valor que está na média europeia. Foi também realçado que "Portugal tem resultados melhores na língua materna do que por exemplo França e Alemanha. Maria Brederode defendeu ainda "que é necessário que as escolas se tornem não de massas, mas à medida de cada aluno. O século 21 coloca a educação no centro da mudança social e tem de ser uma exigência também social e para todos". A fechar, a Presidente do Conselho Nacional de Educação lembrou que "é necessário lembrar dos invisíveis e os preconceitos do sistema e combatê-los. A escola não é responsável pela sociedade discriminatória, mas é fundamental para combater isso e é preciso contar com pais, alunos e professores nessa luta", terminou.

"É necessário educar todos e com todos"

David Rodrigues, Presidente da Pró-Inclusão - Associação Nacional de Docentes de Educação Especial foi o orador convidado para a segunda conferência da manhã - "Conceitos, razões e caminhos para a Educação inclusiva" - com Alberto Santos (CONFAP) e Ana Gabriela Moreira (ANDAEP) como moderadores do debate.
E o Presidente da Pró-Inclusão começou por apresentar conceitos, razões e caminhos para uma educação inclusiva acrescentando em seguida que o maior inimigo que a inclusão pode ter é a ideia de que tem de ser perfeita, defendendo que o melhor que se pode fazer "é todos os processos sociais partirem de onde estamos. E para isso é preciso lutar por mais recursos e meios". David Rodrigues reforçou que o caminho para uma educação inclusiva passa por "educar todos e com todos. Todos os alunos importam. Só assim podemos combater a desigualdade e assegurar a igualdade de oportunidades". Referiu também que a inclusão é um processo que promove a participação escolar aos alunos mais vulneráveis e que "precisamos derrubar barreiras dentro da escola. A finalizar, o líder da Pró-Inclusão defendeu a perspetiva de que os professores devem variar na aprendizagem, realçando ainda que "uma escola inclusiva permite desenvolver uma solidariedade entre a comunidade escolar. Mas para isso é precisa a colaboração entre todos na escola. Todos têm de contribuir para uma melhor educação.

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"Tem de existir iniciativa inclusiva"

Após uma apresentação musical a cargo de Luzia Lima, no violino e da Professora Francesca Serafini no piano, deu-se a abertura do painel da tarde que teve como título "A Educação Especial em Portugal - as perspetivas dos Partidos Políticos" e esta conversa contou com representantes de vários Grupos Parlamentares.

Manuela Tender, deputada do PSD, foi a primeira a intervir e começou por sublinhar que é necessário apostar num modelo de escola onde todos tenham algo a dizer, desde encarregados a de educação, a alunos e professores. "Tem de existir iniciativa inclusiva. A escola tem de contribuir para o fim da desigualdade e ter um olhar mais atento para a heterogeneidade entre alunos".

O representante do CDS-PP, José Belo Santos, começou por defender a necessidade de criação de decretos-lei no Parlamento que incluam soluções para a inclusão. Para José Belo "não se pode pedir inclusão com aquilo que já existe nas escolas. Pedem-se milagres aos professores. Faltam Escola de referência e por exemplo, incremento da língua gestual", terminando a sua intervenção questionando "como vai funcionar a nova lei do ensino especial?".

Pedro Filipe Soares, deputado do BE, começou por ir atrás 10 anos no tempo, até à lei 3/2008 referindo as alterações que foram introduzidas e a forma como as necessidades educativas especiais têm sido colocadas de lado na perspetiva da escola enquadradora. O deputado do BE confirmou o facto de relativamente ao diploma do decreto-lei não conhecer a versão final, não conhecendo o texto em concreto, reconhecendo no entanto que o primeiro sinal é positivo "pois recoloca a escola num plano de inclusão, alterando o paradigma que existia no 3/2008", garantindo ainda "que vamos fazer de tudo no parlamento para garantir que existirá disponibilidade financeira nas escolas para concretizar o modelo que vem no novo decreto-lei". Pedro Filipe Soares terminou dizendo que o novo decreto-lei corrige uma filosofia errada que vinha de 2008.

Antero Resende foi o representante do Partido Os Verdes e lançou a questão: "Em Portugal temos uma estrutura curricular igual para todos, Isto é inclusivo?", acrescentando depois que "incluir é dar o que os alunos necessitam para se sentirem integrados. Mas é também preciso dar formação e uniformizar os docentes e reduzir as diferenças litoral/interior".

O PAN esteve representado por Bebiana Cunha que elencou os principais problemas que o partido detetou nesta matéria: poucos técnicos para este tema; falta pessoal não docente especializado; escolas cheias de barreiras arquitetónicas; falta de envolvimento das famílias. Bebiana Cunha questionou: "Faltam condições. O que va iser destes alunos no futuro após a escola? O atual Governo fala numa educação inclusiva 2.0, mas como se a escola não é 2.0?, sublinhando depois que para o PAN todo o aluno tem de ser um ser único e têm de ser dadas condições a todos, finalizando com um alerta: "é preciso conseguir forma de dar apoio emocional aos cuidadores".

O encerramento ficou a cargo de Cristina Tenreiro, Vereadora da Educação, Desporto e Juventude da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, de Jorge Ascenção (CONFAP) e João Dias da Silva (FNE). A vereadora referiu que todos os problemas da sociedade entram pela escola e é preciso encontrar soluções para combater esta situação, porque sem isso não se pode falar numa escola para todos.

Já Jorge Ascenção defendeu que apesar de existirem muitos fatores positivos nos últimos anos na educação, ainda há um longo caminho a percorrer, mas que isso "só se alcança com todos e com tempo" afirmando ainda de forma perentória: "Sem família não há inclusão. Há muita hipocrisia quando se fala numa escola para todos e não se inclui a família no processo."

João Dias da Silva, Secretário-Geral da FNE, fechou a VI Convenção realçando o envolvimento exemplar de parceiros com perspetivas diferentes, mas em redor de um objetivo comum de forma a retirar consequências positivas. "Saímos daqui enriquecidos com mais um dia de debate e que mostra como valeu a pena fazer esta Convenção".

A VI Convenção Nacional ANDAEP, CONFAP, FNAEBS, FNE 2018 teve transmissão em direto pela FNE TV na página oficial de Facebook em www.facebook.com/fneduca/.


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