Novos dirigentes do SPZC tomaram posse posse para o quadriénio de 2019-2023
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Novos dirigentes do SPZC tomaram posse posse para o quadriénio de 2019-2023

No dia 31 de maio, na Quinta do Outeiro em Tentúgal realizou-se a cerimónia de tomada de posse dos novos corpos sociais do Sindicato dos Professores da Zona Centro (SPZC).

A cerimónia de posse contou com a presença dos líderes das principais organizações sindicais em que o SPZC está filiado, Carlos Silva e Lucinda Manuela da UGT, João Dias da Silva da FNE e José Abraão da FESAP.

José Ricardo, reconduzido no cargo de Presidente da Direção assumiu no seu discurso que este será o seu último mandato à frente do SPZC. José Ricardo assim decidiu na certeza de que possui na sua equipa pessoas com qualidade, pessoas mais jovens e enérgicas que permitem assegurar o futuro do Sindicato com serenidade e responsabilidade. O Presidente do SPZC assume esta decisão de forma consciente e sobretudo responsável. Entende que este é o momento de fazer a passagem do testemunho para uma geração de dirigentes que tem vindo a ser preparada há vários anos. E, salienta, que se o não fizer agora, amanhã poderá ser tarde. “Faço-o agora, pensando unicamente no SPZC e no seu futuro” frisa José Ricardo

Os discursos dos líderes sindicais presentes na cerimónia foram marcados por fortes críticas ao Governo pela forma como tem conduzido o setor da Educação e, principalmente, pelo desrespeito com que têm tratado os professores e educadores. Carlos Silva, Secretário Geral da UGT denunciou a forma como o Governo tem tratado a Concertação Social, transferindo para o Parlamento o que é de direito do movimento sindical.

José Ricardo na última intervenção apontou que os serviços públicos continuam a degradar-se pela falta de investimento e que o rendimento líquido dos trabalhadores da administração pública continua a ser uma miragem. A reposição de rendimentos tão propalada pelo Governo,  fazendo crer que os trabalhadores têm os bolsos com mais dinheiro não é sentido ninguém. “E, não é sentido porque a pesada carga de impostos diretos e indiretos se encarrega de abafar o rendimento reposto, ou seja, têm-nos dado com uma mão e de imediato tiram-nos com a outra”, referiu José Ricardo. O Presidente do SPZC apontou ainda que o País continua a sofrer as marcas do seu elevado endividamento público e as consequências da gestão promíscua, danosa e corrupta que se tem estabelecido, nas últimas décadas, entre o poder político e o poder económico.

O Presidente do SPZC levantou um conjunto de problemas no setor da educação que devem marcar a agenda sindical e política dos próximos tempos. Desde a organização pedagógica da escola, passando pela indisciplina e violência verbal, física e psíquica por parte de alunos e encarregados de educação aos professores, pelo sistema de colocação de professores e pela sua valorização profissional e social.

Questões como a urgência em aprofundar alternativas ao financiamento do sistema de pensões de reforma, o envelhecimento do corpo docente e a falta de atratividade pela profissão de professor por parte dos jovens constituíram preocupações que o SPZC vai colocar na sua agenda política e sindical.

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