FNE-CONFAP-AEEP consideram essenciais todas as medidas para o regresso das aulas presenciais
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FNE-CONFAP-AEEP consideram essenciais todas as medidas para o regresso das aulas presenciais

A FNE (Federação Nacional da Educação), a CONFAP (Confederação Nacional das Associações de Pais) e a AEEP (Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo) estiveram esta manhã no Externato S.Vicente de Paulo, em Lisboa, para uma ação comum que assinalou a abertura das atividades letivas de 2020/2021 no setor privado.

Depois da visita à Escola Básica Dr. Costa Matos, em Vila Nova de Gaia, na passada segunda-feira, esta iniciativa simbólica conjunta prosseguiu hoje em Lisboa e contou com a presença de João Dias da Silva, Secretário-Geral da FNE, de José Ricardo Nunes, Vice Secretário-Geral da FNE, por José Batalha, Presidente do Conselho Executivo da FAP Cascais e do Director-executivo da AEEP, Rodrigo Queiroz e Melo, que foram recebidos pela Diretora do Externato, Maria Gabriela Castro e por docentes deste estabelecimento de ensino.

Este encontro, que decorreu no exterior da escola, por razões de segurança, permitiu que fosse transmitido pelo corpo docente presente as condições em que se vai desenrolar o regresso às aulas presenciais neste estabelecimento de ensino privado. Os dirigentes das três organizações ficaram desta forma a conhecer os planos e a organização do Externato, que deixou as garantias de estar tudo pronto e pensado para o "novo normal" que vão enfrentar neste novo ano letivo.

E por isso Rodrigo Queiroz de Melo quis deixar uma palavra de saudação a todos os trabalhadores da educação que tanto se têm esforçado para garantir que este regresso às aulas presenciais seja feito com as escolas preparadas para os novos desafios em tempos de pandemia. Para o dirigente da AEEP, "não é de facto o contexto ideal, mas confio que está tudo preparado e no fundo é o que pode ser". Opinião partilhada por José Ricardo Nunes que defendeu ainda que "este é um momento onde os conflitos não levam a nada. O importante é a saúde pública", acrescentando ainda que as escolas são dos locais com mais recursos para a garantia da segurança e que cabe a cada um também ser responsável.

Já José Batalha assumiu que "as associações de pais foram envolvidas no processo de organização das escolas e que é importante passar uma mensagem de serenidade e confiança para os pais. As condições são complicadas, claro, mas as escolas estão preparadas", sublinhando ainda a ideia de que "acreditamos que as escolas não vão ser foco de contágio, mas que o problema maior vai acontecer fora da escola. E aí o papel dos pais é fundamental, pois devem transmitir aos filhos a mensagem de que devem usar a máscara não apenas na escola, mas também no exterior e no caminho até lá".

E para João Dias da Silva, as escolas não são um lugar inseguro e "estas visitas permitiram-nos confirmar isso mesmo. Temos analisado que nos outros países onde o ano escolar já foi lançado, os focos de contágio têm vindo de fora da escola e nunca no interior. E quando isso acontecer nas nossas salas de aula é necessário que se sigam as indicações da DGS. Mas também defendemos que deve existir recurso ao teletrabalho no caso das turmas que fiquem em casa em quarentena, de forma a evitar que os alunos fiquem desenquadrados no aspecto do ensino-aprendizagem". O Secretário-Geral da FNE deixou ainda críticas às "decisões em cima da hora que o Ministério da Educação teve. Há muito que a FNE reclama por exemplo um mecanismo de rejuvenescimento do corpo docente" algo que permitiria agora, segundo o SG da FNE, uma mais fácil substituição dos professores que entrem em quarentena ou que sejam de risco.

A fechar, João Dias da Silva anunciou que a FNE vai realizar na próxima semana um questionário a docentes e não docentes para avaliar as condições em que decorre o regresso às escolas e como estão a funcionar os mecanismos de segurança em cada estabelecimento, ficando ainda outro alerta ao Ministério da Educação: "O ensino digital está por cumprir. Houve anúncio de compra de computadores, mas não basta despejar o material nas escolas. É preciso gente para fazer a manutenção ou a segurança das redes. E garantir formação para toda a gente", finalizou.


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