FNE fez balanço do ano letivo e preparou iniciativas para 2026-2027

18-7-2026

FNE fez balanço do ano letivo e preparou iniciativas para 2026-2027
O Secretariado Nacional (SN) e o Conselho Geral (CG) da FNE reuniram no Luso, respetivamente a 17 e 18 julho de 2026, para uma apreciação da situação político-sindical, balanço do ano letivo em curso e preparação da ação reivindicativa para 2026-2027.

Ambas as reuniões iniciaram com a recordação e minuto de silêncio em memória de Alcino Silva, Secretário do CG que faleceu no passado mês de junho.

Secretariado Nacional analisou resultados da Consulta Nacional

Na ordem de trabalhos deste “Encontro Educação 2026” estiveram os resultados da Consulta Nacional da FNE de junho deste ano, à qual responderam 3.174 docentes de todo o país.

O SN da FNE, no Luso, analisou ainda o ano letivo 2025-2026, debateu o atual contexto político, económico, social e sindical e determinou as suas consequências em termos de ação sindical a desenvolver.

Esta reunião marcou a aprovação por unanimidade de três resoluções: Trabalhadores de Apoio Educativo (TAE) lembrando que "é urgente negociar, valorizar e garantir condições para o adequado funcionamento das escolas", "O estatuto da carreira docente não pode ser o estatuto de ontem" e "Exames Nacionais 2026 - O empenho dos professores não pode esconder as falhas do processo".

As três resoluções reafirmam que o sucesso de qualquer processo educativo depende, antes de mais, do respeito pelos profissionais que o concretizam.

O encontro fechou com a calendarização e determinação das prioridades de ação reivindicativa da FNE para o próximo ano letivo.

Conselho Geral fez balanço do ano letivo

Por seu lado, o CG ficou também a conhecer os resultados da Consulta Nacional da FNE/AFIET do corrente ano, abrindo-se depois o espaço para debate sobre a preparação do próximo ano escolar, sobre a ação sindical da federação.

O Secretário-Geral da FNE, Pedro Barreiros, interveio nas duas reuniões e sublinhou as fortes contrariedades e os desafios do sistema educativo nacional, destacando os temas da falta de professores, o excesso da carga burocrática na profissão docente e a crescente indisciplina na sala de aula.

Pedro Barreiros sublinhou ainda a necessidade de valorização de educadores, professores e trabalhadores de apoio educativo, melhores condições de aposentação e a urgência em que todos os serviços do Ministério da Educação trabalhem a uma só voz.

Um ano sindical cheio de sinais positivos

Tanto o SN como o CG da FNE fizeram um balanço muito positivo deste ano letivo para a federação, quer no crescimento e representatividade sindical, quer na credibilidade, visibilidade e reconhecimento institucional. Para este sucesso, muito contribuíram a negociação do ECD, a negociação coletiva nos setores privado e social, assim como no ensino superior e no EPE – Ensino Português no Estrangeiro.

Os dois órgãos sociais da FNE realçaram também os desafios persistentes no sistema educativo português, entre eles a falta de professores e precariedade profissional, a revisão do Estatuto da Carreira Docente (ECD), as remunerações, as condições laborais e questões várias relacionadas com o tempo de trabalho.

Para a FNE, estes aspetos exigem um acompanhamento atento, uma pressão sindical contínua e um diálogo social efetivo, centrado na valorização e dignificação da profissão docente, das carreiras dos trabalhadores de apoio educativo e na qualidade da Educação.


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Secretariado Nacional da FNE - 17-07-2026 | Luso


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