Os cookies ajudam-nos a oferecer os nossos serviços. Ao utilizar a nossa página, concorda com a nossa política de cookies. Saiba Mais
Derrogação ou interrupção do período de férias
Nos termos do disposto na Lei n.º 35/2014 (LGTFP) em conjugação com o constante a respeito no Código do Trabalho (CT), o trabalhador público (no caso, professor) tem direito a um período de férias de 22 dias úteis por ano, a que acresce 1 dia por cada 10 anos de serviço efectivamente prestado. O regime de férias da LGTFP, no geral, remete para o disposto a respeito no CT (cfr. artigo 126º do CT).   O direito a férias é irrenunciável e tem consagração constitucional.   Ainda, nos termos do disposto no ECD (artigos 87.º ss), os docentes têm direito ao mesmo tempo de férias e devem gozar férias "entre o termo de um ano lectivo e o início do seguinte" (n.º 1 do artigo 88.º ECD).   Temos, portanto, desde logo, um direito irrenunciável ao vencimento e gozo de férias por parte dos docentes, que deve ser gozado naquele momento legalmente previsto (já em si mesmo limitado).   Por seu lado e quanto à marcação das férias, "O período ou períodos de férias são marcados tendo em consideração os interesses dos docentes e a conveniência da escola, sem prejuízo de em todos os casos ser assegurado o funcionamento dos estabelecimentos de educação ou de ensino."  (n.º 3 do artigo 88.º ECD) e no caso de haver divergências entre ambos, serão marcadas pelo empregador.   As alterações a férias já marcadas podem acontecer, nos termos da lei, ou por motivo relativo ao trabalhador/docente (v.g. doença) ou por motivo respeitante ao empregador. Neste último caso, o trabalhador deve sempre ser admitido a gozar o período integral de férias, podendo ser indemnizado pelos prejuízos efectivamente sofridos (e que comprove) com a sua alteração forçada (artigo 243.º CT).   No caso dos docentes, o ECD prevê, neste caso e ainda que "As férias respeitantes a determinado ano podem, por conveniência de serviço ou por interesse do docente, ser gozadas no ano civil imediato, em acumulação com as vencidas neste, até ao limite de 30 dias úteis, salvaguardados os interesses do estabelecimento de educação ou de ensino e mediante acordo do respectivo órgão de administração e gestão." (artigo 89.º).   Ora, a haver necessidade de alteração de férias que já estejam previamente marcadas, esta alteração deverá ser decidida, de modo fundamentado, pelo empregador, nos termos e com as consequências acima descritas.   Assim, qualquer informação/aviso genérico sobre alterações dos períodos de férias de cada docente, quer em relação aos dos Quadros, quer em relação aos Contratados, tem sempre de respeitar o que a lei estabelece.  Quanto aos primeiros, deverá, a haver essa necessidade imperiosa e conveniência de serviço, serem as férias alteradas pelo empregador / Direcção, de modo fundamentado e com as devidas consequências legais - acima referidas.  Quanto aos segundos, e havendo essa necessidade de alteração das férias destes, com eventual preterição de dias de gozo de férias deverá a Direcção da Escola, não só assumir essa decisão de alteração com as devidas consequências, como, a entenderem ser tal necessário, previamente, aferir junto da tutela, como o assunto será resolvido e como se efectivarão as compensações necessárias e decorrentes da lei.
FNE reiterou que os 9 anos, 4 meses e 2 dias são inegociáveis
Governo e organizações sindicais sentaram-se esta tarde à mesa, no Ministério da Educação, para retomar o processo negocial sobre as condições de recuperação do tempo de serviço congelado. A delegação da FNE presente neste encontro foi constituída pelo Secretário-Geral (SG) João Dias da Silva, pela Vice Secretária-Geral Lucinda Dâmaso, pelo Presidente da FNE, Jorge Santos e pelos Secretários Nacionais Josefa Lopes, Maria José Rangel, José Eduardo Gaspar e Pedro Barreiros. O Secretário-Geral da FNE reiterou que "após o Ministério da Educação ter afirmado no dia 4 de junho que a sua proposta de negociação se baseava numa recuperação de 2 anos, 9 meses e 18 dias, hoje o mesmo Ministério chegou a esta reunião sem uma 'baliza' para discutir qual a quantidade de tempo a ser recuperada. O que a FNE reiterou foi que os 9 anos, 4 meses e 2 dias são inegociáveis, mas continuamos disponíveis para a negociação do que está para ser negociado. Continuamos a ver na negociação o espaço privilegiado para a procura da solução nesta matéria", afirmou João Dias da Silva à saída da reunião. Para a FNE, esta reunião serviu como ponto de partida para que este processo negocial possa ser relançado a partir de setembro, pese embora a constituição durante o mês de julho de uma Comissão Técnica que vai analisar o impacto orçamental da recuperação do tempo de serviço. O SG da FNE reforçou que "para nós esta Comissão pode apenas avaliar o impacto da total recuperação do tempo de serviço num prazo que pode ir até 2022, 2023 ou até 2024. A nossa boa-fé negocial também se manifesta nesta abertura para procura de novas soluções". João Dias da Silva deixou uma palavra aos professores que têm participado na greve dizendo que foi "fundamental a participação massiva dos professores na greve que vai ser interrompida dia 13 de julho. No dia 17 de setembro, no recomeço das aulas vamos determinar as ações seguintes de luta. Mas está nas mãos do Governo que tudo possa decorrer com normalidade. Basta encontrar uma fórmula que respeite os professores, que respeite o que ficou determinado no Orçamento de Estado e na Declaração de Compromisso". Sobre tudo isto, os professores portugueses podem confiar na FNE, pois "não abdicaremos de um único dia em qualquer circunstância. Estaremos flexíveis para a negociação do prazo e do modo. Entretanto, no próximo dia 13 de julho, nas concentrações que vão ser realizadas pelo país, os professores vão mostrar que a partir de dia 17 de setembro estarão prontos para retomar a luta", disse o SG da FNE a fechar.
GREVE A REUNIÕES DE AVALIAÇÃO
A FNE reafirma que aos docentes que aderiram ou venham a aderir à greve às avaliações só podem ver descontado no seu vencimento o valor correspondente ao tempo dessa(s) reunião(ões), independentemente de nesse mesmo dia terem ou não outras atividades marcadas. Os docentes que não vejam considerada esta orientação deverão apresentar reclamação ao diretor da respetiva escola, para o que se propõe um texto de minuta. O direito à greve não pode ser posto em causa. Não desistimos! MINUTA DE RECLAMAÇÃO – DESCONTO DE 1 DIA (ou mais) DE GREVE AOS DOCENTES QUE APENAS TIVERAM COMO SERVIÇO DISTRIBUIDO REUNIÕES DE AVALIAÇÃO A QUE NÃO COMPARECERAM.                                                                Exmº Senhor Director do Agrupamento de Escolas (….)       F…………………………..(nome), ………………..professor(a) a exercer funções docentes nesse Agrupamento, vem, ao abrigo do disposto no artº 191º do CPA, reclamar da decisão de se proceder ao desconto de …….dia(s) de remuneração no vencimento respeitante ao mês de …………., decorrente da sua adesão à greve ao serviço de avaliação em conselho de turma, o que faz nos termos e com os fundamentos seguintes: 1º O(A) Reclamante lecciona a disciplina de ………….. neste Agrupamento. 2º Através do recibo de vencimento referente ao mês ………………., constatou que lhe tinha(m) sido descontado(s) …………. dia(s) de remuneração. 3º O(s) dia(s) em referência corresponde(m) à ausência do(a) Reclamante, por motivo de greve, à(s) reunião(ões) do(s) Conselho(s) de Turma ……… do ……… ano. 4º Ora, não pode o Reclamante concordar com o desconto efetuado, porquanto, o mesmo padece de ilegalidade. 5º De facto, no(s) referido(s) dia(s), o(a) Reclamante não tinha qualquer outro serviço distribuído que não fosse a(s) reunião(ões) do(s) referido(s) Conselhos de Turma. 6º Contudo, isso não significa que ao (à) Reclamante devesse(m) ser descontado(s) …. dia(s) de remuneração. Isto porque, 7º Sendo a greve um direito constitucionalmente garantido dos trabalhadores (cfr. artº 57º da CRP), as ausências por motivo de greve não podem ser consideradas faltas ao serviço atento o disposto no artº 536º do CT ex vi artº 394º da LGTFP. Na verdade, 8º De acordo com o nº 1 daquele artº 536º do CT, a greve suspende, no que respeita aos trabalhadores que a ela aderirem, as relações emergentes do contrato, nomeadamente o direito à remuneração e, em consequência, desvincula-os dos deveres de subordinação e assiduidade. 9º Se assim é, ou seja, se a adesão à greve suspende as relações emergentes do contrato de trabalho, nomeadamente a assiduidade, evidentemente que essa adesão não pode configurar uma falta ao serviço. Logo, 10º E para o caso em apreço, aos docentes que, por motivo de greve, não estiverem presentes em parte do seu dia de trabalho, não lhes pode ser aplicado o estatuído no artº 94º do ECD, pois não se está, nessa parte do dia, perante uma falta ao serviço. Assim, tendo um docente trabalhado parte do dia em atividade letiva ou outra não relacionada com as avaliações, essa atividade terá de lhe ser paga. Por outro lado, 11º Pese embora o ECD constitua lei especial, a qual prevalece sobre a lei geral (LGTFP/CT) e, poder pensar-se, em 1ª leitura, que esta lhe seria aplicável, por o nº 9 do artº 94º do ECD, não conter entre os motivos justificativos das faltas a exames e reuniões de avaliação, a verdade é que a ausência por motivo de greve não é considerada uma falta, pelo que não tinha (nem tem) que constar do elenco desses motivos  justificativos (cfr. artº 134º da LGTFP). Ora, 12º Como a adesão à greve faz suspender também o direito dos trabalhadores receberem a remuneração pelo trabalho não prestado durante a greve (cfr. nº 1 do artº 398º do RCTFP), é por demais evidente que a remuneração mensal do trabalhador docente deve ser deduzida apenas só quanto ao valor correspondente ao período em que, estando prevista a realização da reunião de avaliação, o docente não tenha estado presente à mesma (ou às mesmas) por motivo da sua adesão a uma greve que incide somente sobre o serviço de avaliações. E isto, 13º Mesmo que o docente apenas tenha como serviço atribuído a(s) reunião(ões) de avaliação. Na verdade, 14º Sendo certo que o horário semanal dos docentes é de 35 horas, desenvolvendo-se em cinco dias de trabalho e integrando uma componente letiva e uma componente não letiva (cfr. artº 76º a 82º do ECD), e considerando que é suposto os docentes terem serviço distribuído por esses cinco dias, ou seja, é suposto os docentes não terem os designados “dias livres”, não é pelo facto de em determinado dia apenas terem serviço de reuniões de avaliação que falece a argumentação supra expendida. De facto, 15º Se o docente vê ser-lhe atribuído, em determinado dia, apenas serviço de reuniões de avaliação, dia esse que coincide com uma greve incidente sobre essas reuniões, o que é facto é que ele se mantém disponível para trabalhar em outros serviços ou tarefas nas restantes horas do seu horário desse mesmo dia. Ou seja, 16º Estando os docentes obrigados a um horário semanal de 35 horas, o qual se desenvolve em cinco dias (cfr. artº 76º do ECD), é óbvio que o respetivo horário diário é, em regra, de 7 horas, mesmo considerando a componente de trabalho individual, inserida na componente não letiva, a qual pode ser desenvolvida na escola. Ora, 17º Se um docente em determinado dia do seu horário semanal de trabalho não tem serviço distribuído, o que é facto é que ele se mantém adstrito à realização da sua prestação de trabalho caso seja convocado pela sua escola para realizar uma atividade compatível com o exercício das suas funções docentes (cfr. também a este propósito as noções de “Tempo de Trabalho” e de “Horário de Trabalho” contidas nos artºs 117º e 121º do RCTFP). E, 18º O mesmo se diga relativamente ao dia em que um docente tem apenas serviço de reuniões de avaliação, pois após a realização destas ele pode ser convocado para realizar outras tarefas caso as mesmas ainda se insiram no seu horário de trabalho diário. 19º Em apoio do supra exposto, refira-se, entre outros, o Ac. do Tribunal da Relação de Coimbra, de 4/5/2006, no Procº nº 261/06, que embora incidente sobre o então artº 155º do C. de Trabalho (atual artº 197º do mesmo Código) é perfeitamente aplicável ao contrato de trabalho em funções públicas como é o contrato de trabalho dos docentes. 20º Na verdade, foi decidido no referido acórdão, e citamos: “(…) A este propósito dispunha o artº 11º nº 2 do DL nº 40/71 citado, que se entendia por “horário de trabalho” a determinação das horas do início e do termo do período normal de trabalho diário, bem assim como dos intervalos de descanso. 21º Esta definição foi acolhida (porventura de forma mais expressiva) pelo C. Trabalho que no seu artº 155º define “tempo de trabalho” como qualquer período durante o qual o trabalhador está a desempenhar a atividade, ou permanece adstrito à realização da prestação, bem como as interrupções e os intervalos previstos no artigo seguinte. 22º Sabendo-se como se sabe que o elemento essencial para a definição de um contrato de trabalho é a posição de subordinação jurídica em que o trabalhador se encontra perante o empregador (cfr. artº 10º do C.T.), cremos que a temática que ora nos ocupa só poderá ser resolvida através da aplicação deste princípio ao tempo em que o trabalhador efetivamente não esteja a exercer a sua atividade, mas no qual e de qualquer jeito, a dita subordinação jurídica já existe. 23º Cremos poder afirmar que, cumprido o seu horário de trabalho, o empregado adquire a plenitude de ser humano livre, sem peias e subordinação seja a quem seja (salvo naturalmente aquela que resulta da obediência genérica às normas jurídicas que norteiam a vida dos indivíduos). Mas a obrigatoriedade de dispor do seu tempo a favor de outrem (entidade patronal) termina aí. 24º Vale com isto dizer que se no lapso temporal em que o trabalhador estiver numa posição de subordinação jurídica, então deve considerar-se que está a cumprir um “horário de trabalho” (lato sensu)”. 25º Portanto, salvo melhor opinião, o raciocínio expendido no supra aludido acórdão é perfeitamente válido para o caso em apreço, pois um docente mesmo no caso de não ter serviço atribuído num certo e determinado dia do seu horário semanal obrigatório está numa posição de subordinação jurídica e, assim sendo, está a cumprir o seu horário de trabalho. Logo, 26º Caso um docente tenha apenas, num certo dia do seu horário semanal de trabalho obrigatório, serviço de reuniões de avaliação, e se nesse dia, coincidente com uma greve àquelas reuniões, o docente resolver aderir a essa greve, então o docente no lapso temporal não coincidente com o horário dessas reuniões está numa posição de subordinação jurídica pois permanece adstrito à realização da sua prestação e cumpre, assim, o seu horário de trabalho. Deste modo, 27º A remuneração mensal do trabalhador docente deve ser deduzida apenas só quanto ao valor correspondente ao período em que, estando prevista a realização da reunião de avaliação, o docente não tenha estado presente à mesma (ou às mesmas) por motivo da sua adesão a uma greve que incide somente sobre o serviço de avaliações, pelo que o desconto efetuado no vencimento do(a) Reclamante não é legalmente correto. Assim, 28º Deve proceder-se à aplicação do disposto no artigo 61º do E.C.D., que regula o cálculo da remuneração horária do pessoal docente, tendo por base as 35 horas do seu horário semanal. Na verdade, 29º Uma vez que a greve apenas abrangeu o serviço de reuniões de avaliação de alunos, as referidas 35 horas do horário semanal do horário dos docentes incluem todo o serviço, o qual integra as duas componentes, letiva e não letiva.   Termos em que solicita a retificação do desconto de .……. dia(s) de remuneração no seu vencimento referente ao mês de ………………, correspondente ao(s) períodos relativo(s) ao(s) conselhos de turma de avaliação a que aderiu à greve, através da aplicação, para o efeito, do cálculo constante do artº 61º do ECD, pois só assim será reposta a legalidade. P.D. Local e Data   O(A) Reclamante     Junta: 1 documento (recibo de vencimento com o(s) desconto(s).
Ver todas as notícias
Ação sindical (+)
Conferência de Organização 2017 - Objetivo cumprido com partilha de conhecimento
2017-12-19
Conferência de Organização 2017 - Objetivo cumprido com partilha de conhecimento
Foi no Auditório da UGT, em Lisboa, que a FNE em colaboração com a UGT organizou a Conferência de Organização 2017 com o tema Fortalecimento das Uniões UGT - o contributo da FNE e dos seus sindicatos.

O Secretário-Geral da FNE, João Dias da Silva foi quem deu as boas-vindas a este debate aos representantes dos sete sindicatos de docentes e não docentes presentes na sala.

No discurso de abertura, João Dias da Silva mostrou o grande objetivo desta Conferência: Tornar as uniões melhores, mais efetivas e perceber o que se pode fazer para melhorar o que não está bem. O representante máximo da FNE abriu a porta à discussão dizendo que cada União tem a sua dinâmica e daí a importância de se ouvir as perspetivas de 3 Presidentes UGT de três zonas diferentes do país.

Em seguida tomou a palavra o Secretário-Geral da UGT, Carlos Silva, que deixou claro na abertura do discurso que 'as Uniões não substituem a Central' referindo ainda que as Uniões não podem ser uma luta de poder e muito menos serem permitidas 'guerras de bastidores'. Carlos Silva alertou que as Uniões são 'um patamar de trabalho' e que 'se for preciso fazemos 10 ou mais Conferências para vislumbrar o que queremos para a Educação' acrescentando que 'temos muito para fazer nos vários distritos pois existem 2 países dentro do país: a parte litoral que recebe muito e o interior que está esquecido. Temos de saber o que fazer para melhorar isto e que papel podemos ter no futuro' deixando depois uma palavra para a FNE: 'A FNE sabe o que quer e tem tido um papel de cada vez maior relevo na luta por melhor Educação'.

'Há Uniões que precisam apanhar o comboio'
O tema 'Uniões UGT - porque nasceram e para que servem' ficou entregue aos Secretários Executivos da Central, Mendes Dias e Paula Viseu.
Mendes Dias foi o primeiro a tomar a palavra falando um pouco sobre para que servem as Uniões. A resposta de Mendes Dias foi 'as Uniões têm a missão de coordenar' dizendo depois 'que existe um défice importante que é o de não conhecerem o trabalho umas das outras'. O Secretário-Executivo afirmou que faltou na criação das Uniões mais ligação com os sindicatos. Mas que é do sindicato um papel fundamental que é o da dinamização. Cabe aos sindicatos criar maior ligação de forma a colaborarem para que as Uniões consigam 'apanhar o comboio' com novas formas de relacionamento acabando a sua intervenção revelando que 'há Uniões que necessitam do apoio da UGT. É necessário mais intervenção'.

Paula Viseu começou por referir que algumas Uniões parecem Delegações pois para a Secretária-Executiva 'não deram o salto'. E expôs algumas das principais preocupações que vê na atual situação das Uniões: 'as pessoas mostram acima de tudo é crítica e indiferença relativamente à União. É necessário um secretariado mais ativo, para dinamizar mais, cabe aos secretariados mexer mais, espevitar as massas' concordando com Mendes Dias no que se refere à necessidade de se realizarem mais atividades, conferências e programas de rua pela União 'porque esta é a única forma de os trabalhadores sentirem que a União está atenta além de que nós, dirigentes, temos de estar mais perto' finalizou.

Após este debate lançou-se novo tema, desta vez 'Dinâmicas de Uniões UGT' que contou com a participação de Manuel Teodósio, Presidente UGT-Viseu, Amílcar Coelho, Presidente UGT-Leiria e Rui Godinho, Presidente da UGT- Setúbal. Coube a Manuel Teodósio a abertura da conversa, apresentando aos participantes o que a UGT Viseu tem conquistado e feito. Teodósio começou por referir que a UGT Viseu tenta oferecer sempre o máximo de dignidade nos locais que escolhe para eventos e que desde 2012 tem vindo a crescer com a criação do Office Center e do Training Center e já em 2016 do Skills Center que permite a realizaão de várias Formações, aulas de informática e sala de reuniões, além de um Gabinete de Inserção Profissional (GIP) com 1600 inscritos, um doa maiores fora Lisboa e Porto. Outro destaque apresentado por Manuel Teodósio foi a criação de um clube de Xadrez na sede da UGT Viseu e que já permitiu a mais de mil crianças jogarem Xadrez, recuperando uma velha tradição Viseense. A UGT Viseu oferece assim aos sindicatos vários espaços, salas de formação e publicidade às suas acções sempre sem intervenção na vida interna de cada sindicato.

Amílcar Coelho, Presidente da UGT-Leiria começou por descrever aquela delegação como 'viva, mas com problemas' dizendo ainda que 'se é preciso fortalecer, é porque há fraquezas e é para isso que aqui estamos, para suplantar este desafio'. Amílcar Coelho queixou-se que há falta de formação sindical vendo como necessária a aposta nessa vertente acrescentando que 'as oportunidades nascem no novo tempo sendo que há um problema de não capacitação, de fuga de competências. Temos de perceber que os interesses não podem estar acima das necessidades. É preciso ter o cuidado de conciliar' trazendo à conversa o 'Paradoxo Marshall', que conduziu a desigualdades.

A fechar as intervenções da manhã, Rui Godinho, Presidente da UGT-Setúbal. Godinho é o Presidente mais antigo em funções (8 anos) e começou por dizer que é muito importante que os Sindicatos participem nos órgãos, que mostrem pro atividade. E sugeriu a criação de um 'plano de ação' para as Uniões: 'É necessário ter instalações e uma Secretária a tempo inteiro' respondendo depois a uma pergunta colocada por si mesmo: 'O que pode a FNE fazer para ajudar as Uniões? Fácil. Os professores precisam de formação específica e apreciam muito essa possibilidade'.

Conferência de Organização 2017 Conferência de Organização 2017
Conferência de Organização 2017 Conferência de Organização 2017
Conferência de Organização 2017 Conferência de Organização 2017
Conferência de Organização 2017 Conferência de Organização 2017
Conferência de Organização 2017 Conferência de Organização 2017
Conferência de Organização 2017 Conferência de Organização 2017
Conferência de Organização 2017
Conferência de Organização 2017
Conferência de Organização 2017
Conferência de Organização 2017
Conferência de Organização 2017
Conferência de Organização 2017

'Precisamos de uma descriminação positiva em alguns pontos'
O ponto que abriu a tarde de Conferência foi 'A composição da participação da FNE nas Uniões-UGT- questões estatutárias e de representação. Coube a Dias da Silva o lançamento do tema dizendo que é preciso que os trabalhadores acreditem nos Sindicatos e se sintam representados. 'É importante perceber de que forma os podemos representar melhor. Não perder a ligação e entender quando é que os sócios não se estão a rever no que estamos a fazer'. Para o Secretário-Geral da FNE 'se não estamos próximos parece que não contam connosco. É muito necessário organizar as melhores respostas e que percebam que não resolvemos apenas o problema de um, mas de todos'.

O painel que debateu este tema era composto por Josefa Lopes, Presidente do SDPSul
Maria José Rangel, Vice-Presidente do SDPGL, Cristina Ferreira, Presidente do STAAESRA, João Ramalho, Presidente do STAAEZC e António Teixeira do STAAEZ Norte.

Josefa Lopes defendeu a ideia de que as Uniões estão esvaziadas de funções porque não oferecem nada, dando o exemplo de uma possível procura pela União para apoio jurídico, algo que não oferecem. Para a Presidente do SDPSul as Uniões oferecem menos que os Sindicatos e com isso esvaziam-se sugerindo que para existirem melhorias é necessária uma 'descriminação positiva para zonas como por exemplo o Alentejo que tem carências diferentes do resto.

Já António Teixeira expôs os problemas que Vila Real apresenta. O interior tem bastantes problemas, mas apontou o exemplo de Viseu, apresentado por Manuel Teodósio como um excelente exemplo. Para Teixeira 'é preciso apostar nas Formações. Mas outra solução pode passar por um financiamento às Uniões diferente do que existe agora'.

Cristina Ferreira apesar de se mostrar cética quanto às Uniões e ao seu futuro, também deu como bom modelo Viseu. Para a Presidente do STAAESRA, a realidade da zona que abrange é muito específica, dando depois o exemplo de como os Concelhos de Setúbal Norte tem mais ligação com Lisboa e os de Setúbal Sul, esses sim a ligarem-se mais ao Sindicato.

A Vice-Presidente do SDPSul, Maria José Rangel, deixou o alerta de que é preciso dar resposta aos trabalhadores. Sentirem-se ajudados e apoiados. Para isso, Maria José referiu que 'temos o cuidade de escolher para os secretariados pessoas que possam dar algo mais', defendendo ainda que 'para que as soluções nas Uniões resultem melhor, o plano de atividades deve ser a nível local'.

O debate fechou com a intervenção de João Ramalho para quem o positivo das Uniões é estarem no terreno, sendo que para o Presidente do STAAEZC têm também um papel importante no apoio a desempregados.

'Foi um dia muito útil'
O encerramento ficou a cargo de João Dias da Silva e de Lucinda Manuela Dâmaso, Presidente da UGT e Vice-Secretária-Geral da FNE.
Dias da Silva considerou ter sido um dia muito útil. Para o Secretário-Geral da FNE 'a partilha de conhecimento que aconteceu foi um objetivo cumprido. Julgo que resultou muito bem esta Conferência porque passamos a reconhecer melhor os problemas e aprendemos que há forma de os resolver. É necessário e fundamental a solidariedade, no sentido que todos contribuímos para que a Central seja mais forte. O nosso papel dentro das Uniões é acicatarmos os líderes'.

A encerrar, Lucinda Dâmaso disse que 'é necessário um tempo de conciliação. Congregar sindicatos e aglutinar os vários polos. Sou uma entusiasta das Uniões. Mas é necessário ajudá-las e a UGT terá que dar o seu apoio. Não nos podemos demitir do nosso trabalho, mas sim melhorá-lo' disse a encerrar a Conferência.