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FNE vai estar vigilante e atenta
Uma delegação da FNE deslocou-se ao Ministério da Educação e à Residência Oficial do Primeiro-Ministro, em S.Bento, para proceder à entrega da Resolução aprovada no Plenário Nacional de Professores, realizado em Aveiro, no passado 12 de outubro e que contou com a participação de cerca de um milhar de docentes de todo o país.Numa altura em que a proposta de Orçamento de Estado para 2018 está em cima da mesa, surge esta iniciativa como uma chamada de atenção para as promessas não cumpridas pelo Governo relativamente ao descongelamento de carreiras para todos e a partir de 1 de janeiro de 2018, com a consideração de todo o tempo de serviço congelado. A FNE defende que este é o momento de se verem alterações na situação profissional e salarial dos educadores e professores portugueses, exigindo para isso a adoção de medidas reais que se traduzam numa efetiva melhoria das condições de trabalho, contribuindo desta forma para uma melhor Educação em Portugal.A FNE sublinhou nesta oportunidade que "temos procurado que a situação particular dos professores tenha um enquadramento próprio. Os professores não podem ficar à margem dos outros funcionários da administração pública: para uns o tempo congelado conta para efeitos de reposicionamento de carreira, para outros não."Mas, para além desta matéria, claramente mais urgente, e na sequência da Resolução aprovada no dia 12 de outubro, a FNE defende também que é necessário que sejam determinadas orientações, em sede de diálogo social sobre questões como:- Apresentação de soluções de forma a combater o envelhecimento do corpo docente, sendo imprescindível a criação de um regime especial de aposentação, bem como outros modos de compensação do desgaste tanto físico como psicológico, que a profissão de docente acarreta, permitindo a aposentação ao fim de 36 anos de carreira.- Redução da precariedade no setor, adotando medidas que promovam a integração nos quadros dos docentes que vivem nesse regime, sendo essencial o cumprimento e definição de normas justas e iguais que permitam a vinculação de 3500 docentes prevista no Orçamento de Estado para 2018.- Revisão da forma como os quadros de agrupamento de escola são dotados deve ser alvo de revisão, incluindo nesta dotação não só dos docentes necessários ao cumprimento de cargas letivas de cada uma das disciplinas ou grupos disciplinares, mas também de um número de lugares que proporcione em cada agrupamento cumprir as necessidades essenciais ao sucesso escolar.- Revisão profunda do regime de concursos de docentes dos ensinos básico e secundário de forma a dotar os quadros de escola de uma nova forma, com o concurso extraordinário de 2018 a enquadrar novas soluções, com respeito total pelo princípio da graduação profissional.- Definição de soluções dignas para o ambiente profissional dos Educadores e Professores com especial enfoque nas funções complexas que hoje têm como organização do tempo de trabalho, da dimensão e conteúdo, das componentes letiva e não letiva, das funções de direção de turma, coordenação de órgãos pedagógicos e o número de alunos.- Encontro de soluções de compensação aos educadores de infância e professores do 1º ciclo que devido às características do exercício em regime de monodocência não podem, como os seus pares dos restantes ciclos de ensino, reduzir a sua componenente letiva.Para a FNE, "tem de haver da parte do Ministério da Educação abertura para o diálogo, para a negociação. Esta é a nossa aposta", garantindo ainda "que não vamos ficar parados. E de certeza que os professores, à roda das iniciativas que viermos a definir no futuro, se forem necessárias à ausência de respostas concretas sobre estas matérias, nomeadamente com realização de manifestações, greves ou outras ações, estarão certamente connosco. Estaremos atentos, vigilantes e não deixaremos de lutar por uma profissionalidade docente reconhecida e valorizada”.Lisboa, 20 de outubro de 2017 Declarações do Secretário-Geral da FNE - João Dias da Silva Porto Canal - Jornal Diário - 20 de outubro
FNE entrega Resolução no Ministério da Educação e em S. Bento
No próximo dia 20 de outubro, às 14h30m, uma delegação da FNE irá deslocar-se ao Ministério da Educação, para proceder à entrega da Resolução aprovada no Plenário Nacional de Professores, realizado em Aveiro no dia 12 de outubro e em que participou um milhar de docentes de todo o país. Em seguida, essa mesma delegação, dirigir-se-á para São Bento, onde pelas 16h30 realizará também a entrega dessa mesma Resolução na Residência Oficial do Primeiro-Ministro. Após a apresentação da proposta de Orçamento de Estado para 2018, esta intervenção é uma tomada de posição urgente, que visa concretizar as posições dos Educadores e Professores sobre compromissos que o Governo assumiu, em que a exigência do descongelamento da carreira para todos e a partir de 1 de janeiro de 2018, com a consideração de todo o tempo de serviço congelado. No quadro desta iniciativa, o Secretário-Geral da FNE estará disponível para prestar declarações aos Órgãos de Comunicação Social em qualquer um dos lugares em que vai decorrer. Porto, 18 de outubro de 2017
FNE celebra Protocolo com ASSP
A FNE celebrou um Protocolo com a Associação de Solidariedade Social dos Professores (ASSP), em que esta se dispõe a possibilitar a utilização das suas quatro residências sénior de professores, situadas em Aveiro, Carcavelos, Porto e Setúbal, aos associados dos sindicatos da nossa federação. Nos termos do protocolo, a ASSP deverá garantir aos associados dos sindicatos da FNE preços idênticos aos dos seus próprios associados, de acordo com as condições de acesso estabelecidas: todos ficam sujeitos às condições previstas no Regulamento Interno das residências, pagam uma jóia de entrada sem direito a retorno (igual ao valor da mensalidade que for estabelecida caso a caso), assim como uma mensalidade adiantada. A ASSP deverá ainda garantir aos associados dos sindicatos da FNE o direito de participação nas atividades das suas quinze delegações, devendo estipular para eles a reserva de 10 % dos lugares disponíveis. Caso estes lugares não venham a ser ocupados serão utilizados por associados da ASSP. As delegações desta associação estão localizadas nos Açores, Algarve, Aveiro, Beja, Coimbra, Évora, Guimarães, Leiria, Lisboa, Madeira, Portalegre, Porto, Santarém, Setúbal e Viseu. O Protocolo é válido por um período de um ano, podendo ser renovado por iguais e sucessivos períodos. A ASSP é uma Associação de Professores que tem como objetivo a prestação de serviços de natureza social, humanitária e cultural aos professores seus associados e familiares.http://www.assp.pt/
Fórum FNE 2017 - 2 e 3 de novembro
Um perfil de professor, um perfil de escola para um perfil de aluno é o tema que preside ao Fórum FNE 2017 que irá ter lugar no próximo dia 2 e 3 de novembro no Auditório do Sindicato dos Professores da Zona Norte, sito na Rua Costa Cabral, 1035 na cidade do Porto.PROGRAMA:2 de novembro   09h30m - Abertura da rececão aos participantes   10h00m - Sessão de abertura - João Dias da Silva, Secretário-Geral da FNE - Lucinda Manuela Dâmaso, Presidente do Sindicato dos Professores da Zona Norte - Jorge Santos, Presidente da FNE - Professor Doutor Alexandre Quintanilha, Presidente da Comissão Parlamentar de Educação e Ciência   10h30m - Conferência "O perfil do professor - desafios à formação e ao desempenho profissional" - Professora Doutora Maria da Conceição Castro Ramos   11h15m - Pausa-café   11h30m - Conferência "Profissionalidade docente - um desafio para uma profissão reconhecida e valorizada" - Professor Doutor David Justino   12h30m - Pausa para almoço   14h30m - A profissão docente - desafios sindicais na Europa - Susan Flocken, Diretora do Comité Sindical Europeu da Educação   15h00m - Debate sobre a França - o sistema educativo e os seus profissionais - UNSA - Christian Chevalier - Angélina Bled Pastorino - Elisabeth Allain Moreno   18h00m - interrupção dos trabalhos   3 de novembro   09h30m - Conferência "Os desafios da formação profissional para os novos tempos" - Eng. Gonçalo Lobo Xavier, Vice-Presidente do Comité Económico e Social Europeu     10h30m - Os desafios atuais ao sistema educativo - Doutor Fernando Egídio Reis   11h30m - Pausa café   11h45m - Inovação em marcha - testemunhos de escolas convidadas - Agrupamento de Escolas de Cristelo (Paredes) - Agrupamento de Escolas de Colmeias (Leiria) - Agrupamento de Escolas de Marinha Grande Poenter   13h30m - Encerramento dos trabalhos Cartaz e Programa para download
Descongelamento da carreira docente: FNE pediu reunião ao ME
Na sexta-feira passada, a FNE solicitou uma reunião ao Ministro da Educação, com caráter de urgência, para tratar concretamente da negociação do enquadramento a definir para o descongelamento da carreira docente.É que, nas negociações que decorreram com o Ministério das Finanças, a propósito do Orçamento de Estado para 2018, foi patente o desconhecimento razoável de matérias muito concretas que se prendem com a especificidade do desenvolvimento da carreira docente, para além de não ter ficado completamente esclarecida a forma como o descongelamento da carreira docente vai ocorrer, sendo inaceitável que os docentes portugueses constituam o único corpo profissional da administração pública em que o descongelamento não considera o tempo de serviço congelado durante cerca de dez anos.Para a FNE, as decisões relativas à especificidade do descongelamento da carreira docente carecem de uma intervenção específica por parte do Ministério da Educação, em nome e em defesa dos Trabalhadores que tutela, como aliás estabelece a proposta de Orçamento de Estado que foi apresentada. Acresce que a questão do descongelamento da carreira docente é independente de uma outra matéria que tem sido sucessivamente adiada, quer pelo Governo anterior, quer pelo atual, e que diz respeito à regulamentação dos artigos 36º e 37º do Estatuto da Carreira Docente. Deste modo, o processo negocial que o Ministério da Educação anunciou que ocorreria em novembro não integra a apreciação e negociação das condições gerais de descongelamento da carreira docente. Nestes termos, a FNE solicitou a marcação urgente de uma reunião que permita a negociação da definição das condições de descongelamento da carreira docente, o que não pode deixar de ter uma resposta rápida por parte do Ministério da Educação. Porto, 16 de outubro de 2017
Concurso Geração €uro
O Banco de Portugal convida-o(a) a participar na 7.ª edição do concurso Geração €uro. O concurso dirige-se a todos os alunos do Ensino Secundário, independentemente da área de estudos que frequentem, e pretende sensibilizar a primeira geração de europeus que cresceu com a moeda única para a importância da política monetária. O concurso Geração €uro é promovido pelo Banco Central Europeu (BCE) e pelos bancos centrais nacionais do Eurosistema e decorre entre outubro de 2017 e abril de 2018. Para participar é preciso: ·         Formar equipas de três a cinco alunos, com orientação de um professor; ·         Inscrever-se no site do concurso Geração €uro.  A equipa vencedora da edição portuguesa do concurso Geração €uro será convidada a viajar até Frankfurt am Main, na Alemanha. Juntamente com as restantes equipas vencedoras, será recebida pelo presidente do BCE, numa cerimónia europeia de entrega de prémios. Alunos, pais e professores podem acompanhar as várias etapas do concurso na página do concurso no Facebook. Fases do concurso Na primeira fase do concurso, que decorre entre 4 de outubro e 15 de novembro de 2017, os alunos respondem a um questionário online sobre a política monetária do euro. O questionário está disponível no site do concurso e integra 30 perguntas com três níveis de dificuldade. As 15 equipas com melhores resultados serão convidadas a elaborar um ensaio sobre política monetária. No ensaio, terão de estimar a taxa de juro que o BCE deverá fixar na reunião de 25 de janeiro de 2018. Finalmente, as equipas com os melhores ensaios terão de apresentar o seu trabalho perante um júri designado pelo Banco de Portugal. As três melhores equipas receberão os seguintes prémios: 1.º lugar – 350€ por aluno + Tablet para o Professor + Troféu para a escola 2.º lugar – 250€ por aluno + Tablet para o Professor + Troféu para a escola 3.º lugar – 150€ por aluno + Tablet para o Professor + Troféu para a escola Para orientarem os alunos ao longo das várias fases, os professores poderão consultar o Livro do Professor e o Plano de Aulas, disponíveis na secção "Espaço didático" do site do concurso Geração €uro. O Livro do Professor compila informação útil sobre o concurso, a atividade dos bancos centrais e a política monetária do euro. O Plano de Aulas apresenta, em linhas gerais, os passos a seguir e o material disponível para os professores poderem preparar os alunos para as várias fases do concurso.  Ligações úteis Para mais informações, consulte o site do concurso Geração €uro ou a página da competição no Facebook.  Contactos Se tiver dúvidas ou sugestões, pode enviar um e-mail para geracaoeuro@bportugal.pt.
Resolução aprovada no Plenário Nacional de Professores
Estando prestes a ser finalizado o Orçamento de Estado para 2018, Educadores e Professores de todo o país, reunidos hoje, dia 12 de outubro de 2017, em Plenário Nacional, no Centro de Congressos de Aveiro, Cansados de serem esquecidos ao longo da última década pelos sucessivos governos, que apenas deles se lembraram para os esbulharem de direitos e salário, Cansados da inércia deste Governo e dos sucessivos adiamentos de tomadas de decisão relativamente a matérias consideradas essenciais para todos os docentes, Entendem ser chegado o momento de verem repercutida na sua situação profissional e salarial as melhorias económicas todos os dias anunciadas por todos os membros do Governo, exigindo por isso a adoção das medidas concretas que se traduzam numa efetiva melhoria das condições de trabalho dos Educadores e Professores, contribuindo assim para a melhoria da qualidade da Educação em Portugal. Assim, Considerando que existe uma inaceitável ausência de respostas concretas do Governo para a resolução de vários problemas que afetam gravemente a qualidade da educação em Portugal e não anulam a precariedade e a degradação das condições do exercício profissional dos educadores e professores portugueses; Os Educadores e Professores hoje aqui reunidos decidiram, transmitir ao Primeiro-ministro, ao Ministro da Educação, ao Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, e a todos os Partidos com representação Parlamentar a seguinte deliberação: 1.      Exigir o cumprimento assumido pelo Governo do descongelamento das carreiras dos Educadores de Infância e dos Professores dos Ensinos Básico, Secundário e Superior, assim como dos demais trabalhadores da administração pública, no dia 1 de janeiro de 2018, para todos sem exceção, e que o tempo até agora congelado seja repercutido no reposicionamento dos Educadores e Professores no escalão em que por direito e justiça devem ser integrados. 2.      Exigir a adoção urgente de medidas que promovam a integração nos quadros dos docentes que, em regime de precariedade, têm vindo a garantir o funcionamento do sistema educativo regularmente, quer no ensino básico e secundário, quer no ensino superior, e que continuam a ser essenciais para a promoção de um ensino de qualidade e inclusivo; 3.      Recordar que o Governo, embora sobejamente conhecedor desta factualidade, continua a ignorar e negar de forma autista a evidência de um corpo docente envelhecido, insatisfeito e que não vê qualquer atitude de disponibilidade política em encontrar soluções concretas, nomeadamente, com a imprescindível criação de um regime especial de aposentação para os docentes, bem como outras medidas de compensação do desgaste específico que a profissão docente implica, exigindo que, no mais curto espaço de tempo, se legisle no sentido de permitir a todos os docentes a sua aposentação ao fim de 36 anos de serviço, independentemente da idade. 4.      Exigir uma revisão de fundo da forma como devem ser dotados os quadros de agrupamento de escolas, com inclusão nesta dotação não só dos docentes necessários ao cumprimento das cargas letivas de cada uma das disciplinas ou grupos disciplinares, mas também de um número de lugares que proporcione em cada agrupamento as necessidades educativas essenciais à promoção do sucesso escolar dos alunos e dos projetos em curso, libertando os professores com as componentes letivas preenchidas de continuarem a sua interação com alunos em aulas de apoio nas horas da componente não letiva, sendo que estas devem ser exclusivamente para as reuniões necessárias ao desenvolvimento pedagógico e curricular e às atividades de colaboração entre os docentes; 5.      Exigir uma revisão em profundidade do regime de concursos dos docentes dos ensinos básico e secundário no âmbito de uma nova forma de dotação dos quadros de escola e exigir a abertura de um novo concurso em 2018 que enquadre as novas soluções, dando primazia a uma verdadeira e realista dotação dos quadros de agrupamento e em que os quadros de zona pedagógica deverão servir apenas para suprir as necessidades transitórias do sistema, e num âmbito geográfico inferior ao atual; 6.      Demonstrar um profundo sentimento de insatisfação pelo desprezo que têm revelado sobre as condições em que a atividade docente se desenvolve, que segundo a Organização Internacional de Trabalho, constitui uma profissão de risco físico e mental, fruto do stress que a mesma comporta, geradora de “burnout”, espelho dos problemas com que os docentes se confrontam no dia-a-dia, resultantes também da insatisfação pela sobrecarga de tarefas colocadas sobre os educadores e professores. 7.      Exigir soluções dignas para desempenho profissional dos Educadores e, atenta a especial complexidade das funções que hoje lhes são atribuídas, nomeadamente, em termos de organização do tempo de trabalho, da dimensão e conteúdo das componentes letiva e não letiva e de trabalho individual, do exercício das funções de direção de turma e das funções de coordenação de órgãos pedagógicos, do número de alunos e do número de níveis e turmas atribuídos; 8.      Encontrar soluções de compensação aos educadores de infância e professores do 1.º ciclo que pelas caraterísticas do exercício em regime de monodocência não podem reduzir a sua componente letiva à semelhança dos seus pares dos restantes ciclos de ensino. 9.      Exigir que os Professores de EPE (Ensino Português no Estrangeiro) possam ser opositores aos concursos em território nacional em primeira prioridade; 10.   Exigir, uma vez mais, a assunção concreta e séria de uma calendarização negocial integrando as diferentes matérias aqui consignadas e que sobre estas sejam determinados os respetivos processos de audição e negociação tão urgentemente quanto possível.   No sentido de apoiar este conjunto de reivindicações essenciais, os Educadores e Professores aqui reunidos consideram que os Sindicatos da FNE devem   11.   Solicitar uma reunião com caráter de urgência ao Ministro da Educação, para garantir o direito de todos os Docentes à progressão em carreira a partir de 1 de janeiro de 2018, com a consideração de todo o tempo de serviço congelado; 12.   Promover a entrega de um documento que integre as reivindicações deste Plenário, ao Ministro da Educação, ao Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e ao Primeiro-ministro, no dia 20 de outubro de 2017; 13.   Continuar a acompanhar exigentemente o processo de debate do Orçamento de Estado para 2018, e os processos negociais com o Governo, adotando as formas de luta, incluindo a greve, que em cada circunstância forem consideradas ajustadas.   Aveiro, 12 de outubro de 2017   Download da Resolução - PDF Vídeos das intervenções
Adriano Moreira no Futuro da Europa da UGT: “O imprevisto está à espera de uma oportunidade”
Adriano Moreira e António Vitorino foram os dois oradores convidados pela UGT para intervirem na conferência internacional sobre o “Futuro da Europa”, que decorreu na tarde de 11 de outubro de 2017, no auditório daquela confederação, na Ameixoeira, em Lisboa. O evento contou ainda com os três comentadores internacionais Gabriele Bischoff (Presidente do Grupo dos Trabalhadores do CESE e responsável do Departamento de Política Europeia da DGB - Confederação Sindical Alemã), Erich Foglar (Presidente da OGB - Confederação Sindical Austríaca) e Karl-Petter Thorwaldsson (Presidente da LO-Sweden - Confederação Sindical Sueca). Na abertura da conferência, Carlos Silva, Secretário-Geral da UGT, leu uma mensagem do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, sobre o futuro da Europa “entre a economia e o mercado social”. De seguida, o líder da UGT lembrou a importância do diálogo social (DS) para a confederação e sublinhou que “se não formos bem sucedidos nesse capítulo os trabalhadores é que sofrerão as consequências”, concluindo que “estar ao serviço dos trabalhadores é estar ao serviço do país”. Por seu lado, Gonçalo Lobo Xavier (Vice-Presidente do CESE - Conselho Económico e Social Europeu) realçou que uma das coisas que aprendeu na vida é que “a construção da Europa não se pode fazer sem o DS” entre as confederações patronais e os sindicatos e que os parceiros sociais têm um lugar especial no futuro da Europa: “Devemos estar orgulhosos com a história das conquistas europeias e a Europa bem precisa de um DS profícuo e duradouro”, rematou. Coube a João Dias da Silva, Vice-Presidente da UGT e membro do CESE, a introdução dos dois convidados especiais: Adriano Moreira e António Vitorino. Para Adriano Moreira, que fez uma resenha histórica desde o princípio do século XX, a Europa está a precisar de algumas fontes de esperança, salientando que o “imprevisto está à espera de uma oportunidade”. Adriano Moreira recordou os três grandes pioneiros da unificação, Robert Schuman, Konrad Adenauer e Alcide De Gasperi, frisando que vivemos um ambiente obscuro, a que se juntaram, entre outras, as inquietações de Espanha, do Reino Unido, a incerteza de Trump e a questão da Coreia do Norte. “O populismo que varre hoje a Europa é muito perigoso”, avisou Adriano                    Moreira, que citou por duas vezes palavras sábias do Papa Francisco. “O nosso grande problema é que conhecemos as consequências do globalismo, mas não as suas causas. Sofremos muito porque as nossas fronteiras são o globalismo e não a segurança”. Outro grande perigo é que temos que ter uma Ciência com consciência e isso não está a acontecer. E gravíssimo para a Europa “é o facto de os países estarem a apelar à sua memória (vejam-se os casos da Rússia ou da Catalunha) e a fazer renascer os mitos raciais”. Para Adriano Moreira, à míngua de dinheiro no Orçamento de Estado para a defesa, os nossos militares estão a usar a estratégia do Saber (“eles têm publicado estudos brilhantes”) e “o poder do verbo é bem capaz de vencer o verbo do poder”, exprimiu. Por seu lado, António Vitorino realçou que várias questões criaram clivagens que se podem eternizar nos Estados Membros, mas “não há perdedores nem ganhadores permanentes no projeto europeu”, existindo agora um novo folgo com os resultados das eleições em França e na Alemanha. A seu ver, um sólido acordo franco-alemão é essencial para o futuro da Europa, sendo ainda necessário “otimizar o Tratado de Lisboa naquilo que ele permite”, uma vez que para a legitimidade do projeto europeu faz falta a adesão dos cidadãos, da sociedade civil: “Os tecnocratas e o micro-clima de Bruxelas não chegam”, adiantou. A legitimidade, refere António Vitorino, não se esgota no Parlamento Europeu, pois o deficit democrático começa no interior de cada país: “Receio que a narrativa europeia esteja hoje mais centrada nos ganhadores da globalização, e não nos perdedores”. E exemplifica: “Quantos cidadãos europeus beneficiam da tarifa de roaming? Isto é uma questão totalmente irrelevante, que só interessa a uma elite que se move. O futuro da Europa tem que ser o de proteger os cidadãos, mas sem ser protecionista”. António Vitorino citou de seguida quatro fatores críticos para um crescimento de 2%, tão necessário para o modelo social europeu: 1) A população (que requer 25 anos para uma viragem); 2) Um problema de produtividade de empresários e de trabalhadores (para o qual é preciso uma boa concertação social nacional e europeia); 3) Inovação (“a Europa é boa a fazer Ciência com dinheiro, mas não a fazer dinheiro com a Ciência”); e 4) O bom funcionamento do modelo social económico (para o qual são necessários a reforma do Mercado Interno e o reforço da União Económica e Monetária – ambos a requerer um acordo franco-alemão). Outro desafio é o dos migrantes e refugiados. Sobre isto, António Vitorino referiu que a Comissão Europeia tem uma cultura de resolver as coisas sob pressão e o imprevisto gera depois imprevidência: “E o problema”, garantiu, “é que depois temos que andar a correr atrás do prejuízo. E o imprevisto chama-se crise”. Gabrielle Bischoff, Presidente do Grupo dos Trabalhadores do CESE e responsável do Departamento de Política Europeia da DGB (Confederação Sindical Alemã), sublinhou que se não formos bem sucedidos no DS a fatura recai nos trabalhadores, ideia que foi depois reforçada por Erich Foglar, Presidente da OGB (Confederação Sindical Austríaca), que mencionou os perigos e as oportunidades (que teremos que saber aproveitar) da digitalização: “Não temos muito tempo para nos prepararmos e o pior é que não estamos preparados para as mudanças da digitalização, que já estão agora a acontecer, pois não temos nem respostas éticas, nem respostas quanto ao modelo social deste mundo digital”. Karl-Petter Thorwaldsson, Presidente da LO-Sweden (Confederação Sindical Sueca), revelou que 45 % dos suecos acham que o país está no mau caminho, embora tenham boas condições de vida e um crescimento de 4% ao ano: “Aqui é que precisamos da Europa”, salientou. “Os direitos dos trabalhadores devem valer tanto como o direito de mobilidade. Precisamos com grande urgência de dar esperança aos europeus”. O encerramento da conferência da UGT sobre “O Futuro da Europa” esteve a cargo da Secretária de Estado dos Assuntos Europeus, Ana Paula Zacarias, e de Lucinda Manuela Dâmaso, Presidente da UGT.
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Sessão de Lançamento da Campanha Regresso às Aulas 2017
2017-09-21
Sessão de Lançamento da Campanha Regresso às Aulas 2017
Promoção da Segurança e Saúde no Trabalho em Meio Escolar

a ACT promove a SESSÃO DE LANÇAMENTO DA CAMPANHA REGRESSO ÀS AULAS 2017, no dia 3 DE OUTUBRO entre as 14.00H E AS 17.30H, NO AUDITÓRIO DO PAVILHÃO DO CONHECIMENTO NO PARQUE DAS NAÇÕES, EM LISBOA.

À semelhança da Campanha desenvolvida com as escolas de todo o país em 2016, este ano a ACT irá dar continuidade às ações de sensibilização e informação, nos domínios da Segurança e Saúde no Trabalho, para toda a comunidade escolar, tendo como principais objetivos contribuir para a implementação de uma verdadeira cultura de segurança nas escolas e, consequentemente, na comunidade civil e a integração num futuro próximo dos conteúdos de SST nos curricula escolares.

Caso pretenda inscrever-se poderá fazê-lo através do link http://goo.gl/1G3KQ6

As inscrições são gratuitas, para mais informações contacte Daniela Barata 213 308 730.