Ministério da Educação mostra-se disponível para ouvir sindicatos
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Ministério da Educação mostra-se disponível para ouvir sindicatos

A Federação Nacional da Educação (FNE) reconheceu hoje a disponibilidade da tutela para ouvir os sindicatos sobre a organização do próximo ano letivo, mas avisou que é importante que essa intenção se concretize.

“Registámos como positivo que da parte do Ministério da Educação tenha havido manifestação da disponibilidade para abertura dos processos negociais, agora é preciso que isso tenha concretização”, disse o secretário-geral da federação à saída da reunião com o ministro Tiago Brandão Rodrigues.

João Dias da Silva lamentou que só agora os professores tenham tido a possibilidade de manifestar as suas preocupações diretamente ao ministro, mas considerou positivo o início das negociações, que espera não serem “um mero ritual”, sublinhando que é importante que a tutela “acolha as propostas sindicais”.

“Entregámos ao ministro um roteiro para a legislatura, com um conjunto de medidas, que achamos que devem ter trabalho de negociação durante o próximo ano”, explicou à Lusa, acrescentando que a carreira dos professores e a regularização dos horários estiveram no centro de algumas das propostas.

A contabilização do tempo integral de serviço continua a ser uma das principais reivindicações dos professores e, segundo o secretário-geral da FNE, é uma garantia necessária para tornar a profissão atrativa.

A regularização dos horários de trabalho foi outra das questões em cima da mesa e, sobre este tema, João Dias da Silva confirmou à Lusa que o Ministério vai procurar garantir que nenhum professor tenha de trabalhar além das 35 horas que constituem o seu horário.

Em discussão esteve também a despenalização da aposentação dos docentes e a possibilidade de professores do pré-escolar e 1.º ciclo com mais de 60 anos deixarem de dar aulas, questão que o ministro remeteu para o que está previsto no programa do Governo.

Sobre a falta de professores e os novos critérios para a contratação de docentes de Línguas, Geografia e Informática, o sindicalista sublinhou que essa é uma situação que apresentou com preocupação, afirmando que não se pode repetir no próximo ano letivo.

Tiago Brandão Rodrigues reservou o dia de hoje para ouvir vários sindicados do setor da educação e do ensino. (...)



https://www.educare.pt/noticias/noticia/ver/?id=160787&langid=1






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