Campanha da FNE “Por Uma Educação de Qualidade”: Precariedade não rima com Estabilidade
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Campanha da FNE “Por Uma Educação de Qualidade”: Precariedade não rima com Estabilidade

A terceira semana da campanha da FNE “Por Uma Educação de Qualidade” decorre entre 24 e 28 de maio, com a afixação de faixas nas escolas, em todo o país, alusivas ao Combate à Precariedade no Sistema Educativo Português.

Às Exigências de Valorização dos Profissionais da Educação e de Mais Investimento no Setor, temas das duas primeiras semanas desta ação, segue-se o alerta para a eliminação da precariedade, que continua a marcar o percurso de muitos profissionais da educação – docentes e não docentes, da educação pré-escolar, dos ensinos básico e secundário e do ensino superior.

A FNE sempre combateu a precariedade e promoveu a estabilidade profissional. No seguimento de duras lutas e de uma intervenção consistente em mesas negociais, obteve conquistas e resultados marcantes na promoção da vinculação e da estabilidade de docentes e não docentes, como um acordo celebrado entre a FNE e o Ministério da Educação (1987), que reconheceu a necessidade de ultrapassar o elevado nível de precariedade, tendo conduzido à vinculação de mais de 20 000 docentes. Um novo acordo aconteceu em 1998, em que a FNE se envolveu, e que levou à vinculação de cerca de 15 000 docentes.

Foi também uma importante conquista da FNE a definição de um regime de conclusão de Doutoramento para docentes do ensino superior, não só elevando os níveis de qualificação deste setor, como permitindo a determinação de condições de desenvolvimento de carreiras. Por seu lado, em 2009 surgiu o compromisso que vinculou cerca de 10 000 trabalhadores não docentes.

A FNE tem insistido na urgência de novas medidas tendentes a promover a estabilidade e a minimizar o grau de precariedade do corpo docente, tais como eliminar os constrangimentos administrativos impostos na atribuição das menções de Muito Bom e Excelente e na determinação de vagas para acesso aos 5º e 7º escalões, para além de se concluir a plena contabilização de todo o tempo de serviço prestado; a revisão do regime de concursos de docentes dos ensinos básico e secundário; proceder à alteração do paradigma dos Quadros de Zona Pedagógica (QZP), definindo-o como um quadro transitório de vinculação, e que sejam concluídos os processos relativos ao PREVPAP no ensino superior e na investigação.

Também em relação aos trabalhadores não docentes, a FNE combateu vigorosamente o recurso a trabalhadores incluídos em Programas Ocupacionais (CEI), participou ativamente no PREVPAP, insiste e não desiste de uma atualização justa da designada Portaria de Rácios. A FNE continuará a combater a integração dos Trabalhadores Não Docentes no processo de transferência de competências para os Municípios e vai continuar a insistir numa revisão do SIADAP, que vise a eliminação dos constrangimentos administrativos no desenvolvimento de carreira.

Na semana da Campanha “Por Uma Educação de qualidade”, a FNE defende que Qualidade não rima com Precariedade: Precariedade, não. Estabilidade sim.

Convidamos todos os Órgãos de Comunicação Social a acompanharem esta iniciativa.

 

Campanha "Por uma Educação de qualidade"
Colocação de faixas – datas / horário / locais

 


27 de maio de 2021

 

ZONA CENTRO:

09h30 – Agrupamento Escolas Mário Sacramento - Aveiro

 

ZONA GRANDE LISBOA:

11h30 – Agrupamento de Escolas Marinhais – Lisboa

 

ZONA SUL:

10h30 – Centro Escolar Galopim de Carvalho - Évora

11h00 – Centro Escolar dos Canaviais - Évora

15h15 – Escola Básica 2/3 Poeta Bernardo Passos – S. Brás de Alportel

15h15 – Agrupamento Escolas – Escola Básica 2/3 D. Jorge de Lencastre - Grândola

28 de maio de 2021


ZONA NORTE:

10h30 – Agrupamento Escolas Loureiro e Pinheiro da Bemposta – Santa Maria da Feira

 

ZONA GRANDE LISBOA:

10h00 – Agrupamento de Escolas de Alcochete – Lisboa


 

Porto, 21 de maio de 2021

A Comissão Executiva da FNE

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