<![CDATA[Notícias]]> https://fne.pt Tue, 30 Jun 2026 22:12:17 +0100 Tue, 30 Jun 2026 22:12:17 +0100 (fne@fne.pt) fne@fne.pt Goweb_Rss http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss <![CDATA[Jornal FNE - junho 2026]]> https://fne.pt/pt/noticias/detail/id/11037 https://fne.pt/pt/noticias/detail/id/11037 A edição de junho 2026 do JORNAL FNE já está disponível para consulta.

Este mês no Jornal FNE:

▫️ No editorial, o SG da FNE, Pedro Barreiros, fala em como "transformar desafios em oportunidades"
▫️ O balanço das reuniões sindicais do mês sobre ECD
▫️ Tudo sobre as negociações relativas ao EPE
▫️ A análise às Consultas Nacionais de fim de ano letivo a docentes
▫️ Tudo sobre a assinatura do acordo entre FNE/FSUGT e União das Misericórdias Portuguesas 
▫️ O artigo do Pessoal de Apoio Educativo na voz do STAAESRA
▫️ O espaço de "Saúde" dedicado à prevenção dos riscos psicossociais


Leia tudo aqui:






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Tue, 30 Jun 2026 00:00:00 +0100
<![CDATA[junho 2026]]> https://fne.pt/pt/noticias/detail/id/11036 https://fne.pt/pt/noticias/detail/id/11036 Tue, 30 Jun 2026 00:00:00 +0100 <![CDATA[FNE exige esclarecimentos urgentes do EduQA e garantias de credibilidade dos processos de avaliação]]> https://fne.pt/pt/noticias/detail/id/11034 https://fne.pt/pt/noticias/detail/id/11034
A Federação Nacional da Educação (FNE) manifesta a sua profunda preocupação perante as sucessivas notícias que têm vindo a público relativamente a anomalias identificadas em processos da responsabilidade do Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação – EduQA, I.P.

As situações tornadas públicas, amplamente divulgadas pelos órgãos de comunicação social e que envolvem dúvidas quanto ao rigor, à transparência e à fiabilidade de procedimentos da responsabilidade daquele Instituto, não podem continuar sem um esclarecimento célere, completo e credível.

A FNE exige que o EduQA esclareça, com carácter de urgência, todas as situações que têm vindo a ser identificadas, prestando informação clara sobre:

1 - a natureza e a dimensão dos problemas detetados;
2 - as causas que estiveram na sua origem;
3 - as medidas já adotadas para a sua correção;
4 - a garantia de que os direitos dos alunos e dos docentes serão salvaguardados;
5 - os mecanismos que impedirão a repetição de situações semelhantes no futuro.

A confiança nas instituições públicas constrói-se através da transparência, do rigor e da responsabilização. Quando estão em causa processos de avaliação com impacto direto na vida académica e profissional de milhares de alunos e docentes, qualquer falha assume uma gravidade acrescida e exige uma resposta proporcional.

Não basta reconhecer que ocorreram problemas. É indispensável que o EduQA demonstre publicamente que possui capacidade técnica, organizacional e de gestão para os resolver de forma rápida, justa e definitiva.

Caso não sejam dadas essas garantias, ou caso se confirme a incapacidade de assegurar a normal condução destes processos, a FNE considera que deverão ser assumidas as respetivas responsabilidades políticas e de gestão, incluindo a substituição dos responsáveis pela condução do Instituto, por forma a restabelecer a confiança dos cidadãos e das comunidades educativas.

A FNE continuará a acompanhar atentamente esta situação, exigindo que sejam protegidos os direitos de todos os envolvidos e que seja preservada a credibilidade dos processos de avaliação, condição essencial para a confiança no sistema educativo português.

Porto, 29 de junho de 2026
Federação Nacional da Educação (FNE)
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Mon, 29 Jun 2026 00:00:00 +0100
<![CDATA[RJEPE – Limitações às comissões de serviço não se aplicam aos professores, leitores e demais trabalhadores do EPE em exercício de funções]]> https://fne.pt/pt/noticias/detail/id/11035 https://fne.pt/pt/noticias/detail/id/11035
A FNE esteve hoje presente no Ministério dos Negócios Estrangeiros, em Lisboa, para uma nova ronda negocial relativa ao processo de revisão do Regime Jurídico do Ensino Português no Estrangeiro (EPE).

Neste encontro, a FNE entregou a sua segunda contraproposta relativamente aos pontos apresentados na última reunião realizada a 16 de junho e que serviu de base à apresentação no encontro de hoje.

À saída da reunião, Paulo Fernandes, Secretário-Geral Adjunto da FNE, e Teresa Soares, Secretária Executiva da FNE e Presidente do SPCL, destacaram como principal resultado deste encontro a confirmação de que as limitações às comissões de serviço previstas na proposta de revisão do RJEPE não serão aplicáveis aos professores, leitores e demais trabalhadores do Ensino Português no Estrangeiro que se encontram atualmente em exercício de funções. Para a FNE, trata-se de uma garantia particularmente importante, uma vez que estes profissionais se candidataram ao abrigo de um regime que não previa qualquer limitação às renovações das respetivas comissões de serviço, situação que ficará agora salvaguardada no novo diploma.

Menos positiva continua a ser, para a FNE, a questão das tabelas remuneratórias. Paulo Fernandes e Teresa Soares sublinharam que a Federação demonstrou, através da contraproposta apresentada e de diversos exemplos concretos, que as tabelas propostas pelo Governo representam, na maioria das situações, uma redução remuneratória, para coordenadores, professores e leitores. Ainda assim, referiram que o Secretário de Estado garantiu que nenhum professor ou leitor atualmente em funções irá auferir uma remuneração inferior à que recebe presentemente, assegurando que ninguém ficará em pior situação.

Relativamente aos restantes aspetos em negociação, Paulo Fernandes e Teresa Soares referiram que a FNE entregou formalmente a sua segunda contraproposta e aguarda agora a nova versão por parte da tutela, que inclua já os contributos dos sindicatos. Destacaram ainda que voltaram a defender matérias consideradas essenciais, como a necessidade de redução dos horários de trabalho, o reconhecimento da especificidade dos docentes que lecionam em vários níveis de escolaridade, ou obrigados a percorrer grandes distâncias entre cursos, a contagem do tempo de serviço e a avaliação do desempenho. Segundo os dirigentes sindicais, o Ministério manifestou disponibilidade para ponderar todas as propostas apresentadas, tendo em vista a sua eventual integração na próxima versão do diploma. Foram igualmente abordadas questões relacionadas com o subsídio de alimentação, a tributação em IRS e o complemento de apoio à habitação, matérias que integram a componente remuneratória e que a FNE considera carecerem de nova ponderação.

Nota ainda para o facto de o Ministério dos Negócios Estrangeiros ter alertado que o próximo encontro não será a última reunião de negociação, como estava definido em calendário.

A próxima reunião está então agendada para o dia 13 de julho, em hora a definir, no Ministério dos Negócios Estrangeiros, em Lisboa.

A FNE continuará a defender um Ensino Português no Estrangeiro mais valorizado, estável e inclusivo, assente no reconhecimento dos seus profissionais, na qualidade pedagógica, no respeito pelos direitos dos docentes e no reforço da presença da língua e da cultura portuguesas no mundo.





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Mon, 29 Jun 2026 00:00:00 +0100
<![CDATA[MECI garante à FNE oferta de profissionalização para todos os candidatos à docência]]> https://fne.pt/pt/noticias/detail/id/11033 https://fne.pt/pt/noticias/detail/id/11033
A Federação Nacional da Educação (FNE) reuniu esta sexta-feira, 26 de junho, com o Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI), em mais uma ronda negocial no âmbito da revisão do Estatuto da Carreira Docente (ECD). A reunião foi dedicada ao Tema 2 do protocolo negocial, centrado no modelo de recrutamento e colocação de docentes.

Na véspera da reunião, o MECI enviou à FNE uma proposta de articulado sobre esta matéria, que foi apresentada e discutida durante a sessão negocial. Apesar do reduzido tempo disponível para uma análise aprofundada do documento, a FNE apresentou desde logo um conjunto de observações e propostas de alteração, procurando assegurar soluções mais justas, equilibradas e promotoras da estabilidade do sistema de concursos.

A proposta apresentada pelo MECI acolhe algumas das posições que a FNE tem vindo a defender. No entanto, subsistem aspetos que merecem preocupação e relativamente aos quais a Federação solicitou esclarecimentos e propôs alterações.


FNE alerta para os impactos da alteração da graduação profissional

Uma das principais reservas da FNE incide sobre a alteração prevista no artigo 12.º, relativa à contabilização do tempo de serviço prestado antes da obtenção da profissionalização.

O MECI propõe que todo o tempo de serviço passe a ser contabilizado da mesma forma, independentemente de ter sido prestado antes ou após a aquisição da habilitação profissional para a docência.

A FNE alertou que esta alteração teria consequências muito significativas na graduação profissional dos candidatos, alterando profundamente a ordenação das listas nacionais e criando situações de manifesta injustiça para milhares de docentes que construíram o seu percurso profissional de acordo com as regras atualmente em vigor.

Por essa razão, a Federação defendeu que esta disposição seja retirada da proposta, evitando perturbações num sistema concursal que exige estabilidade, previsibilidade e respeito pelas legítimas expectativas dos docentes.


Auditoria ao algoritmo deve envolver os parceiros sociais

Relativamente ao artigo 20.º, que prevê a realização de auditorias ao algoritmo utilizado na colocação de professores, a FNE considera positiva a intenção de reforçar a transparência do processo.

Contudo, entende que essas auditorias devem permitir igualmente o acompanhamento pelos parceiros sociais. A participação das organizações sindicais contribuirá para reforçar a confiança dos docentes no processo de colocação, assegurando uma maior transparência e credibilidade na aplicação das regras concursais.




MECI garante à FNE oferta suficiente para assegurar a profissionalização

No âmbito da discussão do artigo 22.º, relativo ao vínculo provisório dos candidatos detentores de formação científica, o MECI mantém a obrigatoriedade de obtenção da profissionalização no prazo máximo de três anos.

A FNE reafirmou que concorda com o objetivo de assegurar que todos os docentes adquiram habilitação profissional para a docência. Porém, sublinhou que nenhum candidato pode ser responsabilizado pelo incumprimento desse prazo quando a inexistência de oferta formativa o impossibilite de realizar a profissionalização.

Na sequência desta intervenção, a Secretária de Estado da Administração Escolar garantiu à FNE que, já a partir de setembro, existirá oferta suficiente para responder às necessidades de todos os candidatos.

De acordo com a informação transmitida pelo MECI, serão disponibilizadas:

•    672 vagas na Universidade Aberta;
•    85 vagas no Instituto Politécnico de Setúbal;
•    184 vagas no Instituto de Educação Profissional de Lisboa;
•    98 vagas em Beja.

Foi ainda anunciado que a Universidade do Minho e o Instituto Politécnico de Santarém manifestaram disponibilidade para abrir igualmente cursos de profissionalização, estando previsto que estes sejam financiados pelo MECI.

A FNE regista com satisfação este compromisso, por considerar que responde a uma preocupação que tem vindo a colocar desde o início deste processo negocial: garantir que nenhum docente seja prejudicado por falta de oferta de formação que lhe permita cumprir a exigência legal de profissionalização.


FNE apresenta contraproposta até 3 de julho


A FNE irá agora proceder à análise detalhada da proposta apresentada pelo MECI e entregará a respetiva contraproposta até ao próximo dia 3 de julho, dando continuidade à sua participação ativa e construtiva neste processo negocial.

A próxima reunião negocial está agendada para 22 de julho, data em que deverá ser concluída a discussão do Tema 2 – Recrutamento e Colocação de Docentes, prevendo-se igualmente o início da negociação do Tema 3 – Formação e Desenvolvimento Profissional, no âmbito da revisão do Estatuto da Carreira Docente.

A FNE continuará a defender soluções que valorizem a profissão docente, promovam maior justiça e transparência nos concursos, assegurem oportunidades efetivas de qualificação e desenvolvimento profissional e contribuam para uma resposta mais eficaz às necessidades das escolas e dos alunos.


Lisboa, 26 de junho de 2026
Federação Nacional da Educação – FNE




Pedro Barreiros, SG da FNE, à saída da reunião:





Consulte aqui toda a documentação relacionado com a revisão do ECD

 
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Fri, 26 Jun 2026 00:00:00 +0100