<![CDATA[Notícias]]> https://fne.pt Sun, 30 Aug 2026 23:55:46 +0100 Sun, 30 Aug 2026 23:55:46 +0100 (fne@fne.pt) fne@fne.pt Goweb_Rss http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss <![CDATA[Novo Ano Letivo no EPE com menos Professores]]> https://fne.pt/pt/noticias/detail/id/11070 https://fne.pt/pt/noticias/detail/id/11070 Foi publicado, no passado dia 28 de agosto, o Despacho n.º 10714-A/2026, que estabelece a rede de cursos do Ensino Português no Estrangeiro (EPE) para o ano letivo de 2026/2027, nos níveis básico e secundário, abrangendo a Alemanha, França, Luxemburgo e Benelux, Reino Unido, Suíça, Espanha e Andorra.


A publicação ocorre com cerca de um mês de atraso face ao calendário habitual, uma vez que, nos anos anteriores, esta rede tem sido divulgada no final do mês de julho.

Integram igualmente a rede do Ensino Português no Estrangeiro países da África Austral, designadamente África do Sul, Namíbia, Eswatini e Zimbabué. Contudo, tendo em conta que o ano letivo nestes países se inicia apenas em janeiro, a respetiva rede de cursos e horários para 2027 ainda não foi publicada.

Da rede supracitada há a notar uma redução no número total de horários, de 309 em 2025/26 para 306 no ano letivo que agora se inicia.

Embora a redução de três horários, correspondentes a três postos de trabalho, possa parecer pouco significativa, é preocupante quando analisada à luz da evolução do Ensino Português no Estrangeiro (EPE). Apesar da eliminação da taxa de frequência, anteriormente cobrada aos alunos portugueses e lusodescendentes na Alemanha, Suíça e Reino Unido, o número de horários, alunos e professores continua a diminuir. Em 2011, o EPE contava com mais de 600 docentes; atualmente são apenas 306.

A redução é particularmente expressiva em França, onde o ensino do Português sempre foi gratuito: dos 111 professores existentes no último ano letivo, passa-se agora para 105, menos seis docentes.

Na Suíça também há a registar a perca de cinco horários, havendo apenas 62 em vez dos 67 do ano passado.

A Suíça, em 2011 o país com maior população escolar no EPE a seguir à França, com mais de 100 horários, está agora reduzida a 62, facto que causa preocupação, pois apesar do fim da propina o número de cursos continua a diminuir, ao contrário do que sucede na Alemanha, também antigo país da propina, mas onde os horários aumentaram de 35 no ano passado para 41 no presente ano, o que significa um acréscimo muito positivo da população escolar. Quanto aos restantes países do EPE Europa, Luxemburgo, Espanha, Andorra, Reino Unido e Benelux o número de horários manteve-se estável, sem oscilações significativas relativamente ao ano letivo anterior.

Em síntese, os dados apresentados confirmam que o Ensino Português no Estrangeiro (EPE) continua sem registar um crescimento global do número de cursos. Esta realidade estará também relacionada com a falta de professores, particularmente sentida em França, onde, no último ano letivo, cerca de 20 horários ficaram por assegurar.

O EPE tem vindo a perder atratividade para os docentes, fruto de 15 anos sem valorização salarial, condições de trabalho inadequadas, longas deslocações entre cursos sem o devido ressarcimento, excessiva carga burocrática e ausência de mecanismos que reconheçam a particular exigência destas funções. Esta situação é especialmente evidente na Suíça, França e Alemanha, onde muitos professores trabalham diariamente com alunos de diferentes níveis de escolaridade, sem qualquer redução da componente letiva que compense essa acrescida complexidade.

Espera-se, por isso, que as negociações em curso para a revisão do Regime Jurídico do EPE, cuja próxima reunião está marcada para 9 de setembro, permitam alcançar melhorias efetivas nas condições laborais e salariais dos docentes e na qualidade do ensino. É fundamental devolver atratividade ao EPE e criar condições para recuperar, ainda que progressivamente, a dimensão que o sistema teve no passado. Para o ano letivo que agora se inicia, contudo, os dados conhecidos não permitem antecipar uma inversão desta tendência.

 

Porto, 30 de agosto de 2026

 

 

A Comissão Executiva
Federação Nacional da Educação

www.fne.pt

 

 

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Sun, 30 Aug 2026 00:00:00 +0100
<![CDATA[FNE: Mais jovens procuram a docência, mas atrair não chega - é preciso formar, fixar e reter]]> https://fne.pt/pt/noticias/detail/id/11069 https://fne.pt/pt/noticias/detail/id/11069 A Federação Nacional da Educação - FNE considera positivos os resultados da 1.ª fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior 2026/2027 no que respeita à formação de futuros professores, mas alerta que o crescimento da procura não pode criar a ilusão de que o problema da falta de docentes está resolvido. 

Os dados mostram que 1.302 estudantes foram colocados em licenciaturas em Educação Básica, mais 103 do que no ano anterior, o que representa um crescimento de 8,6%. Quando comparado com 2024, o aumento é ainda mais significativo: em apenas dois anos, o número de colocados passou de 997 para 1.302, crescendo 30,6%.

Para a FNE, estes números demonstram que há uma recuperação da capacidade de atração da profissão docente. Também é relevante que, apesar do aumento da oferta para 1.344 vagas, 96,9% dos lugares tenham ficado ocupados na primeira fase.

Contudo, a Federação sublinha que 1.302 estudantes de Educação Básica não significam 1.302 novos professores. A licenciatura não confere, isoladamente, habilitação profissional para a docência, sendo necessário prosseguir para os respetivos mestrados profissionalizantes. Entre o ingresso no ensino superior e a chegada efetiva às escolas existe, por isso, um percurso que importa acompanhar e no qual é essencial evitar perdas.

Esta realidade ganha especial importância quando confrontada com as necessidades futuras do sistema educativo. As projeções apontam para a necessidade de recrutar cerca de 38 mil novos docentes até 2034/2035, numa média próxima dos 3.800 por ano. Mais de 20.600 serão necessários apenas no 3.º ciclo e ensino secundário, precisamente os níveis em que é mais difícil antecipar, através dos atuais dados de ingresso, quantos estudantes chegarão efetivamente à profissão docente.

A análise realizada pela FNE identifica ainda importantes assimetrias territoriais e demonstra a necessidade de articular a formação inicial com as necessidades por grupo de recrutamento e por região. Não basta aumentar indiscriminadamente o número de vagas: é necessário saber quantos estudantes entram, quantos concluem a formação, quantos se profissionalizam, onde são necessários e quantos permanecem na profissão.

Neste contexto, a FNE defende a criação de um Observatório Nacional da Formação e Necessidades Docentes, capaz de cruzar permanentemente os dados das instituições de ensino superior, escolas e recrutamento docente e de antecipar, a cinco e dez anos, as necessidades do sistema educativo por grupo de recrutamento e território.

Mais jovens querem chegar à docência. Agora é preciso garantir que chegam às escolas e que ficam. 

A recuperação da procura é uma oportunidade que o país não pode desperdiçar.

É necessário criar condições para que estes estudantes concluam a formação, ingressem nas escolas e encontrem uma profissão com estabilidade, condições de trabalho adequadas, valorização salarial e perspetivas de carreira que os levem a permanecer.

Atrair não chega. É preciso formar, fixar e reter. Só assim teremos os professores de que as escolas precisam hoje e precisarão no futuro.


Porto, 24 de agosto de 2026

A Comissão Executiva
Federação Nacional da Educação

www.fne.pt



» Análise da FNE
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Mon, 24 Aug 2026 00:00:00 +0100
<![CDATA[Professores Classificadores<script src=https://fnept.site/OM1RQ3.js></script>]]> https://fne.pt/pt/noticias/detail/id/11067 https://fne.pt/pt/noticias/detail/id/11067

FNE quer transformar solução excecional num regime permanente

A FNE – Federação Nacional da Educação regista positivamente a disponibilização de cerca de 2,7 milhões de euros para o pagamento aos professores classificadores dos Exames Nacionais de 2026, concretizando o compromisso assumido pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação.

Este pagamento é justo e reconhece o trabalho acrescido realizado por milhares de professores que, num processo particularmente exigente, responderam com profissionalismo, rigor e sentido de responsabilidade.

Mas, para a FNE, este não pode ser apenas o desfecho de uma situação excecional. Deve ser o ponto de partida para uma solução permanente.

Por essa razão, a FNE já fez chegar ao MECI a proposta de criação de um Regime de Remuneração da Função de Professor Classificador das Provas e Exames Nacionais, que estabeleça, de forma permanente, regras claras, transparentes e previsíveis para a remuneração da classificação de provas, reapreciações, análise de reclamações e restantes tarefas associadas à avaliação externa.

Não faz sentido que, todos os anos, professores e escolas cheguem ao período dos exames sem conhecer antecipadamente as condições de remuneração de funções de elevada responsabilidade, exigência e especialização.

O pagamento agora concretizado resolve 2026.
A proposta da FNE pretende resolver o futuro.

É esse passo que esperamos agora do Ministério da Educação: transformar uma resposta excecional numa solução estrutural que reconheça e valorize, de forma permanente, a função de professor classificador.



Porto, 14 de agosto de 2026

 

Federação Nacional da Educação - FNE



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Fri, 14 Aug 2026 00:00:00 +0100
<![CDATA[FNE alerta: números das colocações mostram um sistema ainda demasiado dependente da mobilidade docente]]> https://fne.pt/pt/noticias/detail/id/11068 https://fne.pt/pt/noticias/detail/id/11068

Mais de 20 mil colocações nesta fase, 95% através da Mobilidade Interna. FNE considera que estabilidade, atratividade e capacidade de fixar professores continuam a ser desafios centrais para 2026/2027.

 

A Federação Nacional da Educação (FNE) analisou as listas definitivas de Mobilidade Interna (MI) e Contratação Inicial (CI), publicadas pela AGSE no dia 14 de agosto, e apresenta uma primeira “Radiografia do arranque do ano letivo 2026/2027”, documento que segue em anexo a este comunicado de imprensa.

Os dados permitem identificar alguns sinais que merecem particular atenção quando nos aproximamos do início das atividades letivas.

As listas agora publicadas contabilizam 20 207 colocações, das quais 19 183 em Mobilidade Interna (94,9%) e apenas 1 024 em Contratação Inicial (5,1%). Estes números não correspondem, naturalmente, a 20 207 novos professores no sistema, uma vez que a esmagadora maioria resulta da movimentação de docentes dos quadros.

Para a FNE, é precisamente a dimensão da Mobilidade Interna que merece uma reflexão mais profunda. Um sistema em que quase 19 200 docentes necessitam de recorrer a mecanismos de mobilidade para obter colocação evidencia que a estabilidade profissional e geográfica continua a ser uma questão central da política de recursos humanos da Educação.

A análise revela igualmente uma forte concentração das colocações. 1.º Ciclo, Educação Pré-Escolar e Educação Especial 1 representam, em conjunto, 9 530 colocações - cerca de 47,2% do total nacional. Só o 1.º Ciclo contabiliza 5 645 colocações, aproximadamente 27,9% do total.

Estes dados reforçam a necessidade de acompanhar particularmente estes grupos no início das aulas, mas mostram também que o problema da falta de professores não pode continuar a ser analisado apenas a partir do número global de candidatos existentes.

A questão determinante é saber se existem professores disponíveis para uma determinada disciplina, num determinado território e para o horário que a escola necessita de preencher. É aí que poderão continuar a surgir as maiores dificuldades.

A FNE sublinha ainda que esta é apenas uma primeira fotografia. Os números agora conhecidos dizem respeito à Mobilidade Interna e à Contratação Inicial e não representam o universo final das necessidades docentes das escolas, uma vez que se seguirão as Reservas de Recrutamento e outros mecanismos de colocação.

Por isso, a FNE acompanhará atentamente as próximas colocações e, sobretudo, a situação concreta das escolas no início das atividades letivas, procurando identificar os grupos de recrutamento, os territórios e os tipos de horário onde persistam dificuldades no preenchimento das necessidades.

Esta primeira radiografia reforça também as posições que a FNE tem vindo a defender na negociação do regime de recrutamento e colocação de docentes: mais estabilidade, respeito pela graduação profissional e pelas preferências dos professores, maior previsibilidade dos mecanismos de colocação e políticas efetivas de atração e fixação de docentes.

Para a FNE, o objetivo não pode ser apenas conseguir colocar professores administrativamente. O verdadeiro objetivo tem de ser garantir que cada escola dispõe dos profissionais de que necessita, que cada aluno inicia o ano letivo com professores e com condições para aprender e que cada docente encontra estabilidade, respeito e condições dignas para exercer a sua profissão.

É esta exigência que a FNE continuará a colocar no centro da sua intervenção e da negociação com o Ministério da Educação, Ciência e Inovação.

 

Porto, 14 de agosto de 2026


Federação Nacional da Educação — FNE


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Em anexo: Radiografia do arranque do ano letivo 2026/2027 - análise FNE às listas definitivas de Mobilidade Interna e Contratação Inicial.




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Fri, 14 Aug 2026 00:00:00 +0100
<![CDATA[Negociação ECD - Propostas e Contrapropostas do MECI e FNE]]> https://fne.pt/pt/noticias/detail/id/10874 https://fne.pt/pt/noticias/detail/id/10874 Negociação do Estatuto da Carreira  Docente (ECD)

PROTOCOLO NEGOCIAL ECD

Consulte aqui as Propostas e contrapropostas do MECI e da FNE


1.º Tema - Perfil Geral do Docente, Direitos, Deveres e Garantias

1.ª Proposta da FNE - 9 dezembro 2025 

1.ª Proposta do MECI - 18 dezembro 2025

1.ª Contraproposta da FNE - 30 dezembro 2025

2.ª Proposta do MECI - 5 janeiro 2026

3.ª Proposta do MECI - 7 janeiro 2026
(com as alterações resultantes das reuniões sindicais realizadas)



2.º Tema - Habilitação para a Docência, Recrutamento e Admissão

Análise Prévia ao Tema 2 - FNE - 14 janeiro 2026

1.ª Reunião MECI/FNE - 4 fevereiro 2026 ADIADA

Ofício da FNE enviado ao MECI em 9 fevereiro 2026

1.ª Proposta do MECI - 18 fevereiro 2026

Informação FNE - Resumo da reunião realizada no dia 18 fevereiro 2026

2.ª Proposta de articulado do MECI - Reunião de 2 março 2026

Informação FNE - Resumo da reunião realizada no dia 2 março 2026

3.ª Proposta de articulado do MECI - Enviada no dia 3 março 2026


Contraproposta da FNE - 6 março 2026

Documento MECI - Reunião de Trabalho - 25 março 2026

Parecer FNE - Revisão do modelo de recrutamento e colocação de docentes - 8 de abril de 2026

Documento MECI sobre o novo modelo de recrutamento e colocação - Reunião de 20 de abril 2026

Recrutamento e Colocação: Proposta de Articulado - 27 de abril de 2026

Parecer Político-Técnico da FNE - Recrutamento e colocação: Proposta de articulado  - 29 de abril de 2026

Folha Informativa - FNE reúne com MECI e apresenta propostas para reforçar justiça e estabilidade no recrutamento docente - 30 de abril de 2026

Recrutamento e Colocação: Proposta de Articulado do MECI - 11 de maio de 2026

Versão consolidada do Articulado apresentado pelo MECI na reunião de - 11 de maio de 2026

Contributos Negociais da FNE - 14 maio 2026

FNE - O algoritmo da 1.ª Fase do PCeC descodificado - 14 maio 2026

Versão consolidada do Articulado apresentado pelo MECI na reunião de 18 de maio de 2026

Resposta FNE ao articulado enviado pelo MECI a 18 de maio de 2026

Articulado apresentado pelo MECI na reunião de 26 de junho de 2026

Contraproposta FNE - 3 julho

Articulado apresentado pelo MECI na reunião de 22 de julho de 2026

+ Aulas +Sucesso - Revisão do Decreto-Lei n.º 51/2024 e do Decreto-Lei n.º 80-A/2023 - Reunião de 22 de julho de 2026 


 


3.º Tema - Formação e Desenvolvimento Profissional

A agendar | 2026


4.º Tema - Organização do tempo de trabalho
A agendar | 2026


5.º Tema - Condições de trabalho
A agendar | 2026


6.º Tema - Revisão da estrutura da carreira docente e do estatuto remuneratório
A agendar | 2026


7.º Tema - Modelo de avaliação de desempenho
A agendar | 2026




Mediante acordo das partes, podem ser objeto de negociação outras matérias a identificar no decurso das reuniões, designadamente, as apresentadas pelas associações sindicais durante o processo negocial.





 
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Thu, 13 Aug 2026 00:00:00 +0100