<![CDATA[Notícias]]> https://fne.pt Fri, 30 Jan 2026 09:53:02 +0000 Fri, 30 Jan 2026 09:53:02 +0000 (fne@fne.pt) fne@fne.pt Goweb_Rss http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss <![CDATA[Concurso Externo Extraordinário - FNE reforça urgência na criação de condições para atratividade da carreira]]> https://fne.pt/pt/noticias/detail/id/10893 https://fne.pt/pt/noticias/detail/id/10893
A Federação Nacional da Educação (FNE), após a publicação no dia de ontem (26 de janeiro) das listas definitivas do Concurso Externo Extraordinário 2025/2026, analisou os dados referentes aos 29 grupos de recrutamento, com base nos dados oficiais da Direção-Geral da Administração Escolar (DGAE), comparando o número total de vagas, candidatos colocados e vagas que ficaram por ocupar.

E a FNE verificou que 12 dos 29 grupos não conseguiram preencher todas as vagas disponíveis o que significa que cerca de 41% dos grupos tiveram falta de candidatos suficientes.

É de assinalar também que o grupo 920 não teve qualquer candidato colocado nem não colocado, indicando que não houve candidatos admitidos a concurso para esse grupo.

Embora a maioria dos grupos tenha conseguido preencher as vagas, existe um conjunto significativo de áreas disciplinares com carência de docentes, especialmente nos grupos 550, 220 e 320 que se destacam pelo maior número de vagas não ocupadas, com défices de 30, 25 e 25 vagas respetivamente.

Outros grupos também registaram falhas de colocação que se refletem em carências de docentes em áreas essenciais do currículo.

Esta análise apresentada pela FNE, demonstra então que a falta de professores continua a ser um desafio significativo, com um número relevante de vagas não preenchidas por falta de candidatos. A FNE tem vindo a alertar que esta situação não pode ser enfrentada apenas com medidas temporárias ou flexibilizações que comprometam a qualidade da profissão, defendendo antes políticas estruturantes e negociações que valorizem o estatuto, a formação e o recrutamento dos docentes.

Para a FNE, a solução passa por uma resposta estrutural que valorize a carreira, com melhores condições de trabalho, progressão profissional clara e políticas educativas que combatam a precariedade. Estas exigências foram reiteradas, por exemplo, na reação ao Orçamento do Estado para 2026, sobre o qual a FNE alertou que a falta de docentes e a desvalorização salarial continuavam sem respostas orçamentais apropriadas.

É urgente garantir condições de trabalho adequadas às exigências atuais, respeitando os docentes, reforçando a qualidade do ensino público e devolvendo atratividade à profissão.

Porto, 27 de janeiro de 2026
A Comissão Executiva da FNE


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Tue, 27 Jan 2026 00:00:00 +0000
<![CDATA[Dia Internacional da Educação 2026 - O poder da juventude na construção conjunta da educação]]> https://fne.pt/pt/noticias/detail/id/10891 https://fne.pt/pt/noticias/detail/id/10891
No dia 24 de janeiro comemora-se, anualmente, o Dia Internacional da Educação. Este dia foi criado através da Resolução 73/25 da Assembleia Geral da ONU, a 3 de dezembro de 2018.

Em 2026, o Dia Internacional da Educação assume um significado particularmente relevante num contexto marcado por profundas transformações sociais e tecnológicas, mas também por desafios sérios que atravessam o sistema educativo português, desde logo a falta de professores e a falta de atratividade da profissão docente, bem como as dificuldades sentidas ao nível dos trabalhadores de apoio educativo, cujo contributo é igualmente essencial para o funcionamento das escolas.

Ao escolher como tema «O poder da juventude na construção conjunta da educação», sublinha-se uma ideia essencial: a educação não se constrói apenas para os jovens, constrói-se com os jovens. O seu envolvimento ativo, crítico e criativo é uma condição indispensável para o desenvolvimento de uma escola mais inovadora e mais capaz de responder às exigências do presente e do futuro. Valorizar a voz das novas gerações é também reconhecer que elas são parte integrante da solução para os desafios que hoje se colocam ao nosso sistema educativo.

Mas essa construção conjunta só é possível se os profissionais da educação se sentirem verdadeiramente valorizados e socialmente reconhecidos. A escassez de professores que hoje se faz sentir, tal como a insuficiência e a precariedade dos trabalhadores de apoio educativo, não são fenómenos novos, isolados ou inevitáveis. São o resultado de anos de desvalorização das carreiras, de condições de trabalho cada vez mais exigentes e de percursos profissionais que deixaram de ser atrativos para os jovens que hoje ponderam seguir um projeto de vida na área da educação.

Neste Dia Internacional da Educação, a Federação Nacional da Educação reafirma que não haverá futuro sólido para a escola pública sem investimento sério em todos os seus profissionais. Valorizar a educação implica, antes de mais, valorizar quem a constrói todos os dias nas salas de aula, nas escolas e nas comunidades educativas, sejam professores, educadores ou trabalhadores de apoio educativo. Significa garantir carreiras justas, condições de trabalho dignas, estabilidade profissional e reconhecimento social do papel insubstituível de todos os que asseguram o direito à educação.

Olhar para a juventude como força transformadora
obriga igualmente a criar condições para que mais jovens escolham a profissão docente e as restantes profissões da educação, se sintam motivados a nelas permanecer e encontrem nelas um projeto de vida com sentido, dignidade e futuro. Essa é uma responsabilidade coletiva que envolve o Governo, as instituições, a sociedade e todos os atores do sistema educativo.

Em 2026, ao assinalar o Dia Internacional da Educação, a FNE renova a sua confiança no futuro e no poder transformador da educação. Com os jovens, com os menos jovens, com professores, trabalhadores de apoio educativo, famílias e comunidades, com todos os que verdadeiramente se importam com a educação, será mais fácil construir respostas mais eficazes. Juntos, com diálogo, compromisso e esperança, seremos capazes de fortalecer a educação, valorizar os seus profissionais e garantir o sucesso do nosso país, porque investir na educação é investir no futuro de todos.

FNE - janeiro de 2026




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Sat, 24 Jan 2026 00:00:00 +0000
<![CDATA[Esclarecimento aos professores sobre o ReCAP, a avaliação e o ECD]]> https://fne.pt/pt/noticias/detail/id/10892 https://fne.pt/pt/noticias/detail/id/10892 Nas últimas horas têm circulado, nas redes sociais, algumas afirmações alarmistas e profundamente distorcidas sobre o processo de revisão do Estatuto da Carreira Docente (ECD), o ReCAP e o acordo celebrado na Administração Pública. Essas afirmações, para além de não corresponderem à verdade, têm como único efeito criar medo, gerar desconfiança e criar instabilidade entre os professores.


Importa, por isso, repor os factos.

Em primeiro lugar, nenhum acordo assinado pela FESAP, ou por qualquer estrutura da UGT altera o Estatuto da Carreira Docente, nem substitui o regime próprio dos docentes pelo SIADAP ou pela Tabela Remuneratória Única. O ECD continua em vigor, continua a ser um estatuto especial e é exatamente nesse quadro que está a decorrer um processo de revisão negocial específico com o Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI).

Misturar deliberadamente um acordo geral da Administração Pública com a revisão do ECD é intelectualmente desonesto e propositadamente alarmista.

O acordo celebrado na Administração Pública regula matérias que dizem respeito aos trabalhadores abrangidos pelo regime geral, não aos docentes enquanto corpo especial com estatuto próprio. A carreira docente não está abrangida pela TRU nem pelo SIADAP, e só poderia vir a ser alterada por via de negociação específica e de alteração do ECD, o que nunca poderia resultar de um acordo geral assinado por estruturas da UGT para a Administração Pública.

Em segundo lugar, o ReCAP não é um mecanismo de substituição do ECD, nem um cavalo de Troia para eliminar concursos, impor escolhas arbitrárias por diretores ou transformar a avaliação docente num sistema de prémios competitivos. O ReCAP é um referencial transversal de competências usado na Administração Pública, que pode servir como ferramenta de enquadramento, mas nunca pode, por si só, revogar ou substituir regimes estatutários próprios como o dos professores.

Tudo o que diga respeito à avaliação, progressão, concursos, acesso aos escalões e estrutura da carreira docente só pode ser definido no âmbito da revisão do ECD e tem de ser objeto de negociação com as organizações sindicais representativas dos professores. E é exatamente isso que está a acontecer.

A FNE está na mesa negocial do ECD com uma posição clara:
– Defesa da carreira como carreira especial
– Defesa de regras objetivas, justas e não arbitrárias de progressão
– Combate às ultrapassagens e às injustiças acumuladas
– Rejeição de qualquer modelo que transforme a avaliação num instrumento de bloqueio ou de condicionamento artificial ao desenvolvimento profissional e à progressão na carreira.

Não existe, nem pode existir, qualquer “atalho” fora do Estatuto da Carreira Docente (ECD) para impor aos professores um regime de prémios, quotas ou discricionariedade diretiva.

É também importante sublinhar que a FNE e os seus sindicatos têm dado provas consistentes da sua responsabilidade e capacidade negocial, em vários momentos decisivos, alcançando resultados concretos que melhoraram a carreira e as condições de vida dos professores. Um exemplo claro foi a recuperação do tempo de serviço, conseguida por via da negociação e do compromisso, ao contrário de outras organizações que optaram por não o fazer e que, apesar do discurso, nunca conseguiram alcançar soluções melhores para os docentes.

A narrativa criada assenta numa manipulação grosseira: parte de um acordo geral da Administração Pública e projeta-o, de forma abusiva, sobre uma carreira que não está abrangida por esse acordo. Trata-se de uma tentativa destinada a criar medo e a desinformar os docentes, minar a confiança e condicionar as organizações sindicais responsáveis com base em falsidades e alarmismo, em vez de o fazer com seriedade, rigor e respeito pela verdade dos factos.

Os Professores podem ter a certeza que:
– O ECD não foi revogado;
– A avaliação docente não passou para o SIADAP;
– Não existem diretores a escolher professores;
– Não há prémios a substituir progressões;
– Nenhum acordo da Administração Pública impôs nada aos docentes.

O que existe é um processo negocial em curso sobre o ECD, no qual a FNE está empenhada em garantir uma carreira mais justa, mais valorizada e mais atrativa.

Importa manter a serenidade e falar a verdade dos factos. Os Professores não gostam de ser enganados. Nunca convenceremos quem não quer ser convencido ou quem tem outros objetivos de natureza ideológica ou partidária. A FNE faz o seu caminho com coerência, pelos Professores e com os Professores, com sentido de responsabilidade, transparência e compromisso com a escola pública e com a dignidade da profissão docente.

 

Porto, 24 de janeiro de 2026


A Comissão Executiva
Federação Nacional da Educação

www.fne.pt




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Sat, 24 Jan 2026 00:00:00 +0000
<![CDATA[Aniversário do SDP Sul / Seminário "Carreira Docente – valorização precisa-se"]]> https://fne.pt/pt/noticias/detail/id/10890 https://fne.pt/pt/noticias/detail/id/10890

O SDP Sul celebra o seu 40.º aniversário. O evento será assinalado com um Seminário, no dia 20 de fevereiro de 2026, sobre o tema "Carreira Docente – valorização precisa-se”, que decorrerá no Évora Hotel, em Évora, seguindo-se um jantar comemorativo com animação.

O Seminário, que decorrerá entre as 16h30 e as 20 horas, terá como oradores os Professores Bravo Nico, da Universidade de Évora e Carlos Ceia, da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa

Estará presente o Ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre.

A sessão de abertura, onde serão abordadas as questões de natureza politico/sindical do momento, de valorização e dignificação da carreira docente, para além da Presidente do SDP Sul, Josefa Lopes, contará também com a presença do Secretário-Geral da FNE, Pedro Barreiros.

Este seminário é reconhecido e certificado como ação de curta duração nos termos da alínea d) do n.º 1 do art.º 6.º e n.º 2 do art.º 19.º do DL n.º 22/2014, de 11 de fevereiro, e pelo Despacho n.º 5741/2015, de 29 de maio.

Convidamos todos os colegas a estarem presentes, devendo a inscrição ser feita até às 23h59 do dia 11 de fevereiro de 2026.

Link do formulário de inscrição (inscrições limitadas, com prioridade aos sócios do SDPSul): https://forms.gle/AxZN5vk2x9kw9WeY9


PROGRAMA

16:30h - Receção aos participantes

17:00h - Sessão de Abertura                    

  Josefa Lopes (Presidente do SDP Sul)

  Pedro Barreiros (Secretário-Geral da FNE)

17:30h Painel

Carreira Docente – valorização precisa-se 

Bravo Nico

Professor da Universidade de Évora (Departamento de Pedagogia e Educação)

Carlos Ceia

Professor da Universidade Nova de Lisboa, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (Departamento de Línguas, Culturas e Literaturas Modernas) 

Moderação Paulo Fernandes (Vice-Presidente do SDP Sul)

    Debate


19:30h
- Sessão de Encerramento

Fernando Alexandre (Ministro da Educação, Ciência e Inovação)


 20:00h - Jantar/Buffet com animação, comemorativo do 40º aniversário do SDP Sul


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Thu, 22 Jan 2026 00:00:00 +0000
<![CDATA[FNE reuniu com o Partido CHEGA]]> https://fne.pt/pt/noticias/detail/id/10889 https://fne.pt/pt/noticias/detail/id/10889
A Federação Nacional da Educação (FNE) reuniu esta tarde, na Assembleia da República, com o Grupo Parlamentar do Partido CHEGA.

O Secretário-Geral da FNE, Pedro Barreiros, apresentou aos Deputados Maria José Aguiar, José Carvalho e Rui Cardoso, os contributos concretos já remetidos e discutidos com o Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI), no âmbito do processo negocial de revisão do Estatuto da Carreira Docente (ECD).

Seguiu-se um período de debate, no qual houve oportunidade para a apresentação dos pontos de vista de ambas as partes, tendo sido assumido que momentos de diálogo, de apresentação de ideias e de troca de opiniões são positivos e contribuem para um maior esclarecimento das propostas e das posições defendidas.

A FNE entregou igualmente a este Grupo Parlamentar o relatório com os resultados da plataforma SIMPLICARE, desenvolvido pela Federação e baseado em 817 respostas, que evidencia que 93 por cento dos docentes consideram existir um excesso frequente de burocracia no exercício da profissão, sendo que mais de 60 por cento referem dedicar mais de quatro horas semanais a tarefas administrativas.

A FNE sublinhou que a desburocratização das escolas não é apenas uma medida de gestão, mas uma opção política estruturante, indispensável para uma escola pública mais eficaz, mais justa e mais centrada na sua missão educativa.

Estão previstas outras reuniões com diferentes Grupos Parlamentares, designadamente com o PSD, que deverá realizar-se no dia 4 de fevereiro de 2026.


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Thu, 22 Jan 2026 00:00:00 +0000