<![CDATA[Notícias]]> https://fne.pt Mon, 26 Oct 2026 11:08:08 +0000 Mon, 26 Oct 2026 11:08:08 +0000 (fne@fne.pt) fne@fne.pt Goweb_Rss http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss <![CDATA[O direito à manifestação, a dignidade humana e o respeito pela democracia não podem ser postos em causa]]> https://fne.pt/pt/noticias/detail/id/11106 https://fne.pt/pt/noticias/detail/id/11106
A Federação Nacional da Educação - FNE acompanha com preocupação os acontecimentos dos últimos dias, relacionados com as manifestações em várias cidades portuguesas.

O direito à manifestação e à expressão pública do descontentamento constitui uma conquista fundamental da nossa democracia. É um direito constitucional que importa respeitar e proteger, independentemente das causas defendidas ou das posições políticas de quem o exerce.

A FNE reconhece que as dificuldades no acesso à habitação representam um problema social sério, que afeta milhares de trabalhadores e famílias, incluindo muitos profissionais da educação. Não podemos ignorar que a falta de habitação a preços acessíveis constitui também um dos principais obstáculos à fixação de professores em determinadas zonas do país.

A esta realidade acresce o aumento dos custos com a alimentação, os transportes, a habitação, os juros e outros bens e serviços essenciais, que tem vindo a agravar as dificuldades económicas das famílias e a comprometer as condições de vida dignas a que todos os cidadãos têm direito.

É fundamental não perder de vista que, por detrás dos números e das dificuldades económicas, estão pessoas, famílias e projetos de vida que merecem respeito e consideração. Por isso, mais do que reconhecer os problemas, importa encontrar respostas concretas, através de decisões políticas que coloquem as pessoas no centro das prioridades e correspondam às suas necessidades e legítimas expectativas. Uma sociedade verdadeiramente democrática não pode deixar de ouvir os seus cidadãos, compreender as suas dificuldades e procurar soluções que garantam maior justiça social, dignidade e qualidade de vida para todos.

É igualmente fundamental que o exercício do direito à manifestação decorra no respeito pela lei, pelos direitos dos outros cidadãos e pela integridade de pessoas e bens.

Da mesma forma, qualquer intervenção das forças de segurança deve respeitar os princípios da legalidade, da necessidade e da proporcionalidade. As situações que suscitem dúvidas quanto ao cumprimento destes princípios devem ser devidamente esclarecidas pelas entidades competentes, com transparência e rigor.

Para a FNE, a resposta aos problemas sociais não pode ficar reduzida ao confronto entre manifestantes e autoridades. É necessário ouvir as pessoas, compreender as razões do seu descontentamento e encontrar respostas concretas para os problemas que estão na origem destes protestos.

Enquanto organização sindical da educação, a FNE reafirma o seu compromisso com uma sociedade democrática, assente no diálogo, na justiça social, na liberdade e no respeito pela dignidade humana.

Defender a democracia é também saber respeitar o direito de quem protesta, exigir responsabilidade a quem exerce a autoridade e procurar soluções para os problemas que levam as pessoas à rua.


Porto, 26 de outubro de 2026
A Comissão Executiva da FNE



 
 
]]>
Mon, 26 Oct 2026 00:00:00 +0000
<![CDATA[ÚLTIMOS DIAS para responder à Consulta Nacional sobre as condições de trabalho dos Trabalhadores de Apoio Educativo]]> https://fne.pt/pt/noticias/detail/id/11085 https://fne.pt/pt/noticias/detail/id/11085
TERMINA ESTA 6ª FEIRA, 23 de OUTUBRO O PRAZO PARA PARTICIPAÇÕES NO QUESTIONÁRIO - Consulta Nacional da FNE/AFIET sobre as Condições de Trabalho dos Trabalhadores de Apoio Educativo (2026/2027)

Objetivo: Conhecer a opinião dos Trabalhadores de Apoio Educativo sobre a sua situação profissional e condições de trabalho no ano letivo 2026/2027.

Nota: As respostas são anónimas e destinam-se exclusivamente a apoiar a definição das orientações políticas e reivindicativas da FNE.

O preenchimento demora cerca de 5 minutos.

NOVA data limite: 23 de outubro (18h).

RESPONDA AQUI:  https://forms.gle/cqB5ADMQr6r5jD4w6



Cartaz disponível para download em PDF

A partir dos resultados obtidos, pretende-se promover uma reflexão consistente sobre a situação dos TAE, contribuindo para garantir condições de respeito, qualificação e valorização profissional nas nossas escolas. A consulta permitirá igualmente recolher contributos fundamentais para reforçar a ação reivindicativa da FNE e dos seus Sindicatos.

A FNE/AFIET consideram que, apesar da importância que assumem no funcionamento quotidiano das escolas, os Trabalhadores de Apoio Educativo continuam a ser alvo de uma sistemática desvalorização do seu trabalho e de baixo reconhecimento profissional. E esta iniciativa reafirma, por isso, que não desistem da luta pela justiça dos direitos destes trabalhadores, pelo reconhecimento dos seus conteúdos funcionais específicos e pelo restabelecimento das suas carreiras especiais.
 
 
]]>
Mon, 19 Oct 2026 00:00:00 +0100
<![CDATA[PRAZO ALARGADO para resposta da Consulta Nacional sobre as condições de trabalho dos Trabalhadores de Apoio Educativo]]> https://fne.pt/pt/noticias/detail/id/11105 https://fne.pt/pt/noticias/detail/id/11105
FOI ALARGADO ATÉ 23 de OUTUBRO O PRAZO PARA PARTICIPAÇÕES NO QUESTIONÁRIO - Consulta Nacional da FNE/AFIET sobre as Condições de Trabalho dos Trabalhadores de Apoio Educativo (2026/2027)

Objetivo: Conhecer a opinião dos Trabalhadores de Apoio Educativo sobre a sua situação profissional e condições de trabalho no ano letivo 2026/2027.

Nota: As respostas são anónimas e destinam-se exclusivamente a apoiar a definição das orientações políticas e reivindicativas da FNE.

O preenchimento demora cerca de 5 minutos.

NOVA data limite: 23 de outubro (18h).

RESPONDA AQUI:  https://forms.gle/cqB5ADMQr6r5jD4w6



Cartaz disponível para download em PDF

A partir dos resultados obtidos, pretende-se promover uma reflexão consistente sobre a situação dos TAE, contribuindo para garantir condições de respeito, qualificação e valorização profissional nas nossas escolas. A consulta permitirá igualmente recolher contributos fundamentais para reforçar a ação reivindicativa da FNE e dos seus Sindicatos.

A FNE/AFIET consideram que, apesar da importância que assumem no funcionamento quotidiano das escolas, os Trabalhadores de Apoio Educativo continuam a ser alvo de uma sistemática desvalorização do seu trabalho e de baixo reconhecimento profissional. E esta iniciativa reafirma, por isso, que não desistem da luta pela justiça dos direitos destes trabalhadores, pelo reconhecimento dos seus conteúdos funcionais específicos e pelo restabelecimento das suas carreiras especiais.
]]>
Mon, 12 Oct 2026 00:00:00 +0100
<![CDATA[OE2027: FNE exige reforço do investimento na Educação e medidas concretas de valorização dos profissionais]]> https://fne.pt/pt/noticias/detail/id/11104 https://fne.pt/pt/noticias/detail/id/11104
A Federação Nacional da Educação (FNE) defende que o Orçamento do Estado para 2027 deve assumir a Educação como prioridade nacional, garantindo o reforço do investimento público, a valorização dos profissionais e a melhoria das suas condições de trabalho.

Para a FNE, o Orçamento do Estado é a expressão financeira das opções políticas do Governo e, por isso, deve demonstrar, de forma clara e inequívoca, a importância atribuída à Educação.

Neste sentido, a FNE defende que o OE2027 deve estabelecer uma trajetória sustentada de aproximação do investimento público em Educação aos 6% do Produto Interno Bruto (PIB), assegurando que esse esforço se traduz em melhorias concretas para os profissionais, para as escolas e para os alunos.

Entre as prioridades identificadas pela FNE está o cumprimento integral do acordo celebrado com o Governo em 21 de maio de 2024, garantindo o pagamento da última parcela da recuperação do tempo de serviço dos docentes, prevista para julho de 2027.

A Federação considera igualmente indispensável corrigir as ultrapassagens na carreira e aproveitar o processo de revisão do Estatuto da Carreira Docente para concretizar medidas de valorização profissional, nomeadamente através de salários mais justos, da valorização de todos os escalões e da melhoria efetiva das condições de trabalho.

Menos burocracia, horários adequados e mais tempo para ensinar são também exigências centrais da FNE, que defende o reconhecimento da natureza letiva de todo o trabalho direto com os alunos, permitindo aos professores dedicar mais tempo à preparação das aulas, ao acompanhamento dos estudantes e à sua missão educativa.

A FNE sublinha ainda que a valorização da Educação não pode ficar limitada aos docentes. É fundamental reconhecer e valorizar todos os trabalhadores das escolas, reforçar as equipas educativas e assegurar os recursos humanos e materiais necessários para responder aos desafios da inclusão, da indisciplina e da qualidade das aprendizagens.

A Federação reafirma a sua disponibilidade para continuar a apresentar propostas e a participar construtivamente nos processos negociais, defendendo que o Orçamento do Estado para 2027 deve representar um compromisso efetivo com a Escola Pública e com todos os que nela trabalham e aprendem.

Para a FNE, investir na Educação é investir no futuro do país. 
E valorizar quem educa é defender a Escola Pública.


]]>
Thu, 08 Oct 2026 00:00:00 +0100
<![CDATA[DMP2026 - Mensagem de Pedro Barreiros, SG da FNE]]> https://fne.pt/pt/noticias/detail/id/11103 https://fne.pt/pt/noticias/detail/id/11103

Neste Dia Mundial do Professor, quero começar por dizer, a todos os colegas, uma coisa muito simples, mas que sinto profundamente: obrigado.

 

Obrigado por aquilo que fazem todos os dias. Pela dedicação, pela persistência e por continuarem a acreditar que vale a pena ensinar, mesmo quando nem sempre é fácil.

 

Digo-o como Secretário-Geral da FNE, naturalmente. Mas digo-o, acima de tudo, como Professor. Como alguém que conhece a nossa profissão, que partilha as alegrias e as dificuldades e que continua a sentir um enorme orgulho quando diz: sou Professor.

 

Sempre acreditei que esta é uma das profissões mais importantes do mundo.

Porque ser professor é muito mais do que ensinar uma matéria ou transmitir conhecimento. É olhar para uma criança ou para um jovem e conseguir ver aquilo que, muitas vezes, ele próprio ainda não consegue ver. É acreditar nas suas potencialidades. É ajudá-lo a descobrir caminhos, a ultrapassar dificuldades, a ganhar confiança e a perceber que pode ir mais longe.

 

Há poucas coisas tão bonitas como sabermos que, em algum momento, fizemos a diferença na vida de alguém. Porque, no fim, a importância de um professor não cabe num decreto, não se mede numa tabela, nem se resume a números ou estatísticas.

Mede-se nas vidas que ajudámos a transformar. Naquele aluno que não desistiu porque alguém acreditou nele. Naquele jovem que encontrou o seu caminho. Na memória de quem, muitos anos depois, ainda se lembra de um professor, de uma palavra, de um gesto, de um conselho que fez a diferença.

 

É aí que está uma parte insubstituível da grandeza da nossa profissão.

E talvez seja essa uma das razões pelas quais continuamos. Porque sabemos que aquilo que fazemos importa. Importa aos nossos alunos, às suas famílias e ao futuro do nosso país.

 

Mas é também precisamente por gostar desta profissão e por acreditar profundamente nela que não me resigno à sua desvalorização.

Quero uma profissão respeitada e reconhecida pela sociedade. Quero uma carreira docente que valorize verdadeiramente o trabalho, a experiência e a dedicação de cada professor.

Quero melhores condições de trabalho e, sobretudo, quero que voltemos a ter tempo para sermos professores.

Tempo para preparar as nossas aulas, para ensinar, para acompanhar cada aluno, para estudar, pensar, atualizar conhecimentos e melhorar aquilo que fazemos. E quero que deixemos de desperdiçar tantas horas em reuniões, projetos, procedimentos, tarefas administrativas e numa componente não letiva cada vez mais preenchida por tudo aquilo que nos afasta da razão pela qual escolhemos esta profissão: ensinar.

 

Quero uma escola onde os professores possam concentrar-se no essencial e onde exista um bom ambiente para ensinar e para aprender. Uma escola onde a indisciplina, a intimidação e a violência não sejam normalizadas nem toleradas; onde se promova o respeito, a responsabilidade e uma verdadeira cultura de convivência escolar.

 

E quero que seja devolvida aos professores a autoridade que precisam para exercer plenamente a sua missão. Não uma autoridade baseada no autoritarismo, mas a autoridade de quem educa, estabelece regras, exige respeito e assume a responsabilidade de ajudar cada aluno a crescer.

Porque também isto é valorizar os professores: dar-lhes tempo para serem professores, condições para ensinar e autoridade para educar.

 

E quero que os mais jovens possam voltar a olhar para esta profissão com entusiasmo e dizer, sem hesitar: “Eu quero ser professor.” Esse é o futuro que temos de construir.

 

Na FNE, continuaremos a privilegiar o diálogo, a negociação e a procura de soluções. Mas fá-lo-emos sem abdicar daquilo em que acreditamos e daquilo que consideramos justo para os professores e educadores.

 

Porque dialogar não é desistir das nossas convicções. Ser responsável não é resignarmo-nos. E procurar acordos nunca pode significar, deixar de lutar pelo que ainda falta conquistar.

 

Temos desafios exigentes pela frente. Sabemo-lo.

Mas eu também sei outra coisa: conheço a força, a competência e a enorme humanidade dos milhares de educadores e professores que, todos os dias, entram numa escola e continuam a acreditar nos seus alunos.

 

É nessa força que confio.

 

E sei também que muitos de vós confiam em nós. Confiam na nossa voz, na nossa ação e na responsabilidade com que procuramos representar-vos. Essa confiança exige muito de nós e nunca pode ser tomada como garantida.

 

Por isso, continuaremos a procurar, em cada negociação e em cada decisão, resultados concretos que façam a diferença na vida dos professores e educadores: melhores condições de trabalho, uma carreira mais justa, maior valorização profissional e mais respeito pela nossa profissão.

 

Fá-lo-emos com sentido de responsabilidade, com independência e com a firmeza necessária, sem outros interesses que não sejam os daqueles que representamos.

Porque é essa a nossa obrigação: saber dialogar quando o diálogo permite avançar, saber exigir quando é preciso exigir e, acima de tudo, não perder de vista aquilo que verdadeiramente importa: melhorar a vida profissional de quem todos os dias faz a Escola acontecer.

 

Neste Dia Mundial do Professor, deixo-vos uma palavra de confiança e de esperança: continuemos a acreditar na nossa profissão, a defendê-la e a lutar para que seja respeitada e valorizada, sem nunca perdermos, apesar de todas as dificuldades, o orgulho de dizer: Sou Professor.

 

Feliz Dia Mundial do Professor!

 

Pedro Barreiros
Secretário-Geral da FNE

 

www.obrigadoprofessor.pt



]]>
Mon, 05 Oct 2026 00:00:00 +0100