<![CDATA[Notícias]]> https://fne.pt Mon, 05 Oct 2026 07:12:15 +0100 Mon, 05 Oct 2026 07:12:15 +0100 (fne@fne.pt) fne@fne.pt Goweb_Rss http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss <![CDATA[DMP2026 - Mensagem de Pedro Barreiros, SG da FNE]]> https://fne.pt/pt/noticias/detail/id/11103 https://fne.pt/pt/noticias/detail/id/11103

Neste Dia Mundial do Professor, quero começar por dizer, a todos os colegas, uma coisa muito simples, mas que sinto profundamente: obrigado.

 

Obrigado por aquilo que fazem todos os dias. Pela dedicação, pela persistência e por continuarem a acreditar que vale a pena ensinar, mesmo quando nem sempre é fácil.

 

Digo-o como Secretário-Geral da FNE, naturalmente. Mas digo-o, acima de tudo, como Professor. Como alguém que conhece a nossa profissão, que partilha as alegrias e as dificuldades e que continua a sentir um enorme orgulho quando diz: sou Professor.

 

Sempre acreditei que esta é uma das profissões mais importantes do mundo.

Porque ser professor é muito mais do que ensinar uma matéria ou transmitir conhecimento. É olhar para uma criança ou para um jovem e conseguir ver aquilo que, muitas vezes, ele próprio ainda não consegue ver. É acreditar nas suas potencialidades. É ajudá-lo a descobrir caminhos, a ultrapassar dificuldades, a ganhar confiança e a perceber que pode ir mais longe.

 

Há poucas coisas tão bonitas como sabermos que, em algum momento, fizemos a diferença na vida de alguém. Porque, no fim, a importância de um professor não cabe num decreto, não se mede numa tabela, nem se resume a números ou estatísticas.

Mede-se nas vidas que ajudámos a transformar. Naquele aluno que não desistiu porque alguém acreditou nele. Naquele jovem que encontrou o seu caminho. Na memória de quem, muitos anos depois, ainda se lembra de um professor, de uma palavra, de um gesto, de um conselho que fez a diferença.

 

É aí que está uma parte insubstituível da grandeza da nossa profissão.

E talvez seja essa uma das razões pelas quais continuamos. Porque sabemos que aquilo que fazemos importa. Importa aos nossos alunos, às suas famílias e ao futuro do nosso país.

 

Mas é também precisamente por gostar desta profissão e por acreditar profundamente nela que não me resigno à sua desvalorização.

Quero uma profissão respeitada e reconhecida pela sociedade. Quero uma carreira docente que valorize verdadeiramente o trabalho, a experiência e a dedicação de cada professor.

Quero melhores condições de trabalho e, sobretudo, quero que voltemos a ter tempo para sermos professores.

Tempo para preparar as nossas aulas, para ensinar, para acompanhar cada aluno, para estudar, pensar, atualizar conhecimentos e melhorar aquilo que fazemos. E quero que deixemos de desperdiçar tantas horas em reuniões, projetos, procedimentos, tarefas administrativas e numa componente não letiva cada vez mais preenchida por tudo aquilo que nos afasta da razão pela qual escolhemos esta profissão: ensinar.

 

Quero uma escola onde os professores possam concentrar-se no essencial e onde exista um bom ambiente para ensinar e para aprender. Uma escola onde a indisciplina, a intimidação e a violência não sejam normalizadas nem toleradas; onde se promova o respeito, a responsabilidade e uma verdadeira cultura de convivência escolar.

 

E quero que seja devolvida aos professores a autoridade que precisam para exercer plenamente a sua missão. Não uma autoridade baseada no autoritarismo, mas a autoridade de quem educa, estabelece regras, exige respeito e assume a responsabilidade de ajudar cada aluno a crescer.

Porque também isto é valorizar os professores: dar-lhes tempo para serem professores, condições para ensinar e autoridade para educar.

 

E quero que os mais jovens possam voltar a olhar para esta profissão com entusiasmo e dizer, sem hesitar: “Eu quero ser professor.” Esse é o futuro que temos de construir.

 

Na FNE, continuaremos a privilegiar o diálogo, a negociação e a procura de soluções. Mas fá-lo-emos sem abdicar daquilo em que acreditamos e daquilo que consideramos justo para os professores e educadores.

 

Porque dialogar não é desistir das nossas convicções. Ser responsável não é resignarmo-nos. E procurar acordos nunca pode significar, deixar de lutar pelo que ainda falta conquistar.

 

Temos desafios exigentes pela frente. Sabemo-lo.

Mas eu também sei outra coisa: conheço a força, a competência e a enorme humanidade dos milhares de educadores e professores que, todos os dias, entram numa escola e continuam a acreditar nos seus alunos.

 

É nessa força que confio.

 

E sei também que muitos de vós confiam em nós. Confiam na nossa voz, na nossa ação e na responsabilidade com que procuramos representar-vos. Essa confiança exige muito de nós e nunca pode ser tomada como garantida.

 

Por isso, continuaremos a procurar, em cada negociação e em cada decisão, resultados concretos que façam a diferença na vida dos professores e educadores: melhores condições de trabalho, uma carreira mais justa, maior valorização profissional e mais respeito pela nossa profissão.

 

Fá-lo-emos com sentido de responsabilidade, com independência e com a firmeza necessária, sem outros interesses que não sejam os daqueles que representamos.

Porque é essa a nossa obrigação: saber dialogar quando o diálogo permite avançar, saber exigir quando é preciso exigir e, acima de tudo, não perder de vista aquilo que verdadeiramente importa: melhorar a vida profissional de quem todos os dias faz a Escola acontecer.

 

Neste Dia Mundial do Professor, deixo-vos uma palavra de confiança e de esperança: continuemos a acreditar na nossa profissão, a defendê-la e a lutar para que seja respeitada e valorizada, sem nunca perdermos, apesar de todas as dificuldades, o orgulho de dizer: Sou Professor.

 

Feliz Dia Mundial do Professor!

 

Pedro Barreiros
Secretário-Geral da FNE

 

www.obrigadoprofessor.pt



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Mon, 05 Oct 2026 00:00:00 +0100
<![CDATA[DMP 2026 - Mensagem de David Edwards, SG da IE]]> https://fne.pt/pt/noticias/detail/id/11100 https://fne.pt/pt/noticias/detail/id/11100

Dia Mundial do Professor 2026

Ao lado dos professores: 60 anos a proteger a profissão, a valorizar o seu estatuto e a construir o nosso futuro

Caros colegas,

No dia 5 de outubro de 2026, os sindicatos da educação de todo o mundo celebrarão o Dia Mundial do Professor, assinalando o 60.º aniversário da Recomendação da OIT/UNESCO de 1966 relativa à Condição do Pessoal Docente.

Este importante marco constitui uma oportunidade única para celebrar a profissão docente e, simultaneamente, renovar o nosso compromisso coletivo com os direitos, o estatuto, a autonomia profissional, as condições de trabalho e o bem-estar dos professores em todo o mundo.

O tema deste ano é “Ao lado dos professores: 60 anos a proteger a profissão, a valorizar o seu estatuto e a construir o nosso futuro.”

Num contexto em que a falta de professores se agrava, os sistemas públicos de educação enfrentam uma pressão crescente e os profissionais da educação se confrontam com desafios profissionais e sociais cada vez maiores, o Dia Mundial do Professor 2026 constitui um momento particularmente oportuno para defender as políticas e os investimentos necessários ao reforço da profissão e à garantia do direito de todos os alunos a uma educação de qualidade.

A Recomendação de 1966 continua a ser o mais importante quadro internacional de referência na definição dos direitos e responsabilidades dos professores e no estabelecimento de normas relativas a:

  • formação inicial e contínua dos professores;
  • autonomia profissional;
  • condições de trabalho;
  • salários e segurança no emprego;
  • participação dos professores na definição das políticas educativas;
  • diálogo social e negociação coletiva.

Sessenta anos depois, a sua visão continua por concretizar plenamente.

Em todo o mundo, os professores continuam a enfrentar cargas de trabalho excessivas, salários insuficientes, um peso administrativo crescente, ataques à liberdade académica e à autonomia profissional e uma escassez cada vez mais acentuada de docentes. Ao mesmo tempo, os professores ajudam os alunos a enfrentar os impactos dos conflitos, das desigualdades, das alterações climáticas, da transformação tecnológica e dos desafios que se colocam às democracias.

O Dia Mundial do Professor 2026 é uma oportunidade para apelar aos governos para que concretizem plenamente os princípios da Recomendação de 1966 e garantam que a docência seja uma profissão respeitada, atrativa e sustentável.

Valorizar o estatuto dos professores exige justiça de género

O Dia Mundial do Professor deste ano deve também chamar a atenção para uma realidade fundamental: as mulheres constituem a maioria da profissão docente a nível mundial.

As mulheres profissionais da educação são um pilar fundamental dos sistemas educativos. No entanto, muitas continuam a enfrentar discriminação, violência e assédio, baixos salários, desigualdade no acesso a cargos de liderança e obstáculos à progressão na carreira.

Na sequência dos debates e dos compromissos assumidos na Conferência Mundial de Mulheres da Internacional da Educação, incentivamos as organizações membros a integrarem a igualdade de género e a liderança das mulheres nas suas atividades, mensagens e iniciativas de intervenção pública no âmbito do Dia Mundial do Professor.

Evento mundial na UNESCO

A Internacional da Educação juntar-se-á aos seus parceiros na UNESCO, na Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a outros intervenientes do setor da educação na celebração oficial mundial do Dia Mundial do Professor, que terá lugar na sede da UNESCO, em Paris.

O evento assinalará o 60.º aniversário da Recomendação, destacará a importância fundamental do reforço do estatuto dos professores e proporcionará um espaço de debate sobre o futuro da profissão.

Juntos, façamos do Dia Mundial do Professor 2026 uma oportunidade para celebrar os professores, assinalar sessenta anos de progresso, promover a justiça de género e exigir os investimentos e as políticas necessários para reforçar a profissão docente, hoje e para as gerações futuras.

Solidariamente,

David Edwards

Secretário-Geral
Internacional da Educação - IE
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Sun, 04 Oct 2026 00:00:00 +0100
<![CDATA[setembro 2026]]> https://fne.pt/pt/noticias/detail/id/11101 https://fne.pt/pt/noticias/detail/id/11101 Wed, 30 Sep 2026 00:00:00 +0100 <![CDATA[Jornal FNE - setembro 2026]]> https://fne.pt/pt/noticias/detail/id/11102 https://fne.pt/pt/noticias/detail/id/11102 A edição de setembro 2026 do JORNAL FNE já está disponível para consulta.

Este mês no Jornal FNE:

▫️ No editorial, o SG da FNE, Pedro Barreiros afirma as expectativas para o novo ano letivo
▫️ O balanço da ação sindical de agosto/Setembro
▫️ Tudo sobre a campanha "O país que queremos começa na escola"
▫️ O que resultou do acordo FNE/FSUGT com CNEF
▫️ A Petição e o Manifesto da FNE a defender a escola pública
▫️ EPE: Os pormenores do acordo sobre o RJEPE
▫️ Carlos Varandas, do STAAE-ZC, lembra que "as escolas precisam de quem as faz funcionar" 
▫️ Tudo sobre a ação Internacional da FNE em agosto/setembro


Leia mais aqui:


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Wed, 30 Sep 2026 00:00:00 +0100
<![CDATA[Acordo FNE com MNE sobre RJEPE - uma etapa no processo de valorização do EPE e dos seus trabalhadores, mas não o seu ponto final]]> https://fne.pt/pt/noticias/detail/id/11099 https://fne.pt/pt/noticias/detail/id/11099
A Federação Nacional da Educação (FNE) assinou esta tarde (28 de setembro de 2026), um acordo com o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) relativo à negociação do novo Regime Jurídico do Ensino Português no Estrangeiro (RJEPE).

A FNE subscreveu este Acordo por considerar que o mesmo representa um avanço relativamente ao regime atualmente vigente e incorpora soluções que correspondem a reivindicações que apresentou e sustentou ao longo do processo negocial, traduzindo-se em ganhos concretos para os professores, leitores e demais trabalhadores do Ensino Português no Estrangeiro.

A assinatura deste Acordo resulta, assim, do reconhecimento de que o mesmo representa ganhos para os trabalhadores, apesar das insuficiências que subsistem e das matérias em que as soluções alcançadas ficam aquém das propostas apresentadas pela FNE.

Um Acordo não encerra as nossas reivindicações: concretiza conquistas e abre caminho para as que ainda faltam. A FNE não assina acordos por serem possíveis; assina-os quando representam avanços reais para os trabalhadores que representamos e que confiam em nós.

Neste sentido, a FNE considera que o documento hoje assinado constitui uma etapa no processo de valorização do Ensino Português no Estrangeiro e dos seus trabalhadores, e não o seu ponto final. Permanecem matérias que exigem aprofundamento e relativamente às quais a FNE continuará a intervir, designadamente no plano da valorização remuneratória e da sua adequação às diferenças de custo de vida e de poder de compra nos vários países, bem como na organização e duração dos horários de trabalho de professores e leitores.

Em particular, a FNE continuará a defender uma redução da componente letiva dos professores, que tenha em consideração a especificidade e a exigência pedagógica do trabalho desenvolvido no EPE, nomeadamente a lecionação simultânea a alunos de diferentes anos e ciclos de escolaridade, bem como critérios objetivos de redução associados à itinerância e à lecionação em diferentes  estabelecimentos. Relativamente aos leitores, continuará igualmente a defender uma componente letiva  que reconheça adequadamente as restantes funções inerentes ao leitorado. Estas matérias constituíram reivindicações expressas da FNE durante a negociação.
 
No plano remuneratório, a FNE reconhece os avanços alcançados, sem considerar encerrada a necessidade de valorização dos salários. A diferenciação das remunerações entre países deve continuar a assegurar uma adequada consideração das diferenças de custo de vida e de poder de compra, garantindo que o exercício de funções no estrangeiro não determina uma perda do poder aquisitivo dos trabalhadores.

A FNE continuará igualmente a acompanhar a regulamentação e aplicação do novo regime, designadamente nas matérias que ficam dependentes de regulamentação posterior, exigindo que essa concretização respeite o conteúdo e os compromissos resultantes do presente Acordo e seja objeto dos procedimentos de negociação coletiva legalmente previstos.

A assinatura deste Acordo com a tutela não representa, por isso, a renúncia a qualquer reivindicação da FNE que não tenha obtido acolhimento.  

Representa o reconhecimento dos avanços alcançados e, simultaneamente, o compromisso de prosseguir a intervenção sindical pela melhoria das condições de trabalho, pela valorização profissional e remuneratória e pela dignificação dos trabalhadores do Ensino Português no Estrangeiro.
 

Porto, 28 de setembro de 2026

A Comissão Executiva
Federação Nacional da Educação
 
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Mon, 28 Sep 2026 00:00:00 +0100