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LANÇADO O PROCESSO NEGOCIAL PARA A CONCRETIZAÇÃO DA RECUPERAÇÃO DO TEMPO CONGELADO
Finalmente os Docentes portugueses viram definido um compromisso que estabelece as bases e o enquadramento que vão permitir negociar as condições de concretização da recuperação do tempo de serviço congelado por 9 anos, 4 meses e dois dias. É preciso lembrar que, há um mês atrás, nem sequer era reconhecido que o tempo congelado pudesse ser recuperado e às organizações sindicais não era reconhecido o direito a reunirem com o ME para tratarem desta questão. Um mês depois, não só o Governo se sentou à mesa das negociações, como reconheceu que o tempo congelado é todo para considerar, que a recuperação se inicia em 2018 e que o faseamento da sua aplicação não ultrapassará a próxima legislatura. Para isso, a determinação da FNE e de outras organizações sindicais, com o apoio solidário da UGT, constituiu o motor de uma mudança de orientação do Governo. Para isso contribuiu a força demonstrada pelos Educadores e Professores na greve e na concentração em frente à Assembleia da República, em 15 de novembro. Para isso contribuiu a greve que a FNE lançou aos primeiros tempos/horas da componente letiva de cada dia de cada docente e que se iniciou em 13 de novembro, e que agora pode ser levantada. Mas também não pode deixar de se referir que este compromisso é extremamente importante para os docentes portugueses, como ainda serve de referencial para que outras carreiras da Administração Pública beneficiem de idêntico enquadramento, uma vez que para elas também não se previa a recuperação do tempo de serviço congelado. Deste modo, a partir de 15 de dezembro, e com base nos pressupostos que constam do compromisso assinado, vai decorrer um processo negocial que vai determinar as condições em que se vai operar o efeito da recuperação do tempo de serviço congelado. Mas vai-se partir para este processo negocial com algumas balizas essenciais:                   - não haverá qualquer reestruturação do Estatuto da Carreira Docente, como muitos quiseram colocar em cima da mesa como prévia ao processo de recuperação do tempo de serviço e até do descongelamento da carreira;                   - o processo de recuperação do tempo de serviço congelado inicia-se em 2018, em 1 de janeiro, com a integração no escalão devido dos docentes que vincularam desde 2011 e que estavam indevidamente no 1º escalão, sendo que este processo ocorre sem qualquer faseamento;                   - a recuperação de todo o tempo de serviço congelado prossegue ainda para todos os restantes docentes, ainda nesta legislatura, em 2019, de acordo com as regras que constam do atual  ECD e das normas que resultarem da negociação que se vai iniciar em 15 de dezembro, isto é, sem aumentar a duração dos escalões, como constava da proposta de Lei do Orçamento de Estado;                   - o processo de recuperação do tempo de serviço decorrerá até 2023, contemplando a totalidade do tempo de serviço congelado;                   - será iniciada em janeiro de 2018, e para ter efeitos no ano letivo de 2018/2019, a negociação dos horários de trabalho dos docentes, no que diz respeito à clarificação do conteúdo das componente letiva e não letiva.                   Deste modo, estão criadas as bases sólidas para que agora possa prosseguir o esforço negocial, no sentido de se obterem as melhores condições para um direito que pertence aos docentes portugueses e que de modo algum poderia ser posto em causa. FNE | 18 NOV 2017
FNE: 'Esta proposta do Governo ainda é muito insuficiente'
A FNE voltou à 5 de outubro, ao Ministério da Educação, para uma reunião com as Secretárias de Estado Adjunta e da Educação e da Administração e do Emprego Público, para discussão sobre a questão do congelamento da carreira dos professores. A delegação, constituída pelo Secretário-Geral João Dias da Silva, Jorge Santos, Presidente da Federação Nacional da Educação, Lucinda Manuel Dâmaso, Vice Secretária-Geral e pelos Secretários Nacionais Josefa Lopes, Maria José Rangel e José Eduardo Gaspar questionou novamente o Ministério sobre como se vai produzir a matéria do descongelamento dos professores e contabilizar o impacto de todo o tempo em que essas carreiras estiveram congeladas desde 2005. João Dias da Silva reforçou a posição da FNE em 3 pressupostos: o tempo a ser considerado tem de ser de 9 anos, 4 meses e 2 dias; os efeitos remuneratórios deste descongelamento têm que ser visíveis já em 2018, com a dimensão remuneratória a ficar para a negociação; e que esta reconversão do tempo congelado tem de terminar no limite em 2021. O Secretário-Geral disse que 'os Ministérios da Educação e das Finanças mostraram muitas reticências às nossas expectativas embora não tenham apresentado nenhuma proposta concreta' acrescentando que o Governo vai esperar pelo fim do contacto com todas as organizações sindicais para haver um novo documento no início da próxima semana. Mas o que ficou da parte do Governo foi que não têm intenção de contar mais do que os 7 anos e que a recuperação do tempo só terá efeitos a partir de 2020, algo que sucederia depois de todos os outros trabalhadores da Função Pública já estarem com a sua situação resolvida. Para João Dias da Silva isto significa 'que os professores vão continuar com o tempo congelado, ainda congelado, sendo que só um número reduzido de professores que em 2018 atinge as condições para progredir em carreira poderão ver alguns efeitos imediatos, mas o resto dos professores ficam como se estivessem em 2010' situação que é encarada pela FNE como 'inaceitável e que merece uma resposta dos educadores e professores'. A FNE vai esperar pelo documento que o Governo irá apresentar no início da próxima semana mas deixando já o aviso que se a proposta for na linha do que foi hoje falado, então vai ser necessário dar sequência ao protesto de ontem com os professores a terem de sair à rua ainda este mês de novembro de forma a dizerem 'basta de injustiça', que os professores merecem respeito e que o tempo congelado seja retomado de forma que se possa dizer que os professores estão a ser dignificados e valorizados.
PROSSEGUEM AS NEGOCIAÇÕES PARA O DESCONGELAMENTO DE CARREIRAS
Hoje, dia 17 de novembro, às 17h30m, haverá uma nova reunião negocial com o Governo para tentar definir o enquadramento do descongelamento da carreira docente e da recuperação do tempo de serviço congelado. No final do dia de ontem, e num quadro de envolvimento de todas as organizações sindicais, em simultâneo, o que aliás se repetirá hoje, foi possível estabelecer que, ao contrário do que muitos quiseram fazer crer, esta não será uma oportunidade para proceder a qualquer alteração da estrutura da carreira docente. Uma medida desta natureza não se toma apressadamente e sobretudo para evitar o cumprimento da obrigação de recolocar os docentes no ponto de carreira em que deveriam estar. Por outro lado, haverá alterações na proposta da Lei do Orçamento do Estado, de forma que não se introduzam agora acréscimos de tempo de serviço, o que ocorreria se, como estava proposto, os docentes fossem reposicionados à luz da legislação de 2010. Ainda ficou já claro que, em janeiro de 2018, os docentes do 1º escalão serão colocados no escalão a que têm direito em função do tempo de serviço prestado. Da parte da FNE, continua a haver disponibilidade para negociar o faseamento em que a recuperação do tempo de serviço se fará, mas é imprescindível que todo o tempo congelado seja considerado. A reunião de hoje constitui assim mais uma importante etapa para a resolução do problema do enquadramento do descongelamento e da recuperação do tempo congelado aos docentes portugueses. Se as respostas forem insuficientes, a voz dos docentes portugueses far-se-á ouvir de novo com toda a força. Porto, 17 de novembro de 2017
Dez mil professores no Parlamento contra as medidas do Governo
Foram mais de dez mil os professores e educadores que se concentraram na manhã de hoje, dia 15, frente à Assembleia da República, no dia em que estava a ser discutida na especialidade a proposta do Orçamento do Estado para 2018 na Educação, que não prevê que seja contado o tempo de trabalho realizado pelos docentes durante o congelamento de carreiras (entre 31 de agosto de 2005 e 31 de dezembro de 2007 e entre janeiro de 2011 e 31 de dezembro de 2017). Esta manifestação coincidiu com uma greve nacional de professores, convocada por todos os sindicatos do setor e que foi um outro claro sinal dado por professores e educadores do descontentamento relativamente a uma proposta que claramente os desconsidera e não respeita. A marcha da FNE em direção ao Parlamento começou no Largo Vitorino Damásio, em Santos e contou com a presença do Secretário-Geral da UGT, Carlos Silva, acompanhado de uma delegação vasta da Central Sindical. Aos milhares de docentes presentes, chegados de todo o país, Carlos Silva fez questão de dizer que a sua presença demonstra um apoio inequívoco ao protesto e que toda a reivindicação quanto ao descongelamento "é justa e legítima" dizendo ainda que "a UGT valoriza muito a possibilidade que o Governo abre de poder haver um entendimento e uma solução negocial pois isso demonstra que os professores têm razão. Não se pode apagar nove anos de trabalho e carreira assim". Os dez mil docentes presentes em frente às escadarias do Parlamento aprovaram uma resolução por unanimidade para recuperação dos mais de nove anos de serviço em que as carreiras estiveram congeladas. É exigida a contagem na totalidade do tempo de serviço que cumpriram para efeitos de reposicionamento e progressão na carreira, reforçando no documento "que estão abertos à negociação de uma recuperação faseada do tempo em que a carreira esteve congelada", acrescentando que, no entanto, estão indisponíveis para a perda, ainda que parcial, de anos de serviço que foram cumpridos com "inegável e reconhecido mérito". Na resolução, os professores recusam "qualquer tipo de discriminação em relação a outras carreiras da administração pública" e referem ainda outras exigências, estas ligadas à aposentação, horários de trabalho e com a vontade para aprovação de "um regime justo e transparente de concursos para todos os docentes". João Dias da Silva: " O Governo não pode ficar surdo " Já o Secretário-Geral da FNE, João Dias da Silva, referiu a abrir o discurso no palco instalado em frente ao parlamento "que os professores não aceitam perder um dia de todo aquele que nos foi congelado" acrescentando ainda que "se hoje estamos aqui dez mil e se nas escolas temos uma greve com números acima dos 90% de adesão, o Governo não pode ficar surdo". O representante máximo da FNE atirou ainda que "dizem que não há dinheiro, mas ninguém perguntou aos trabalhadores, aos professores portugueses se podiam ficar a viver com salários reduzidos durante tanto tempo. Aplicaram e aguentámos. Basta de injustiças", disse com a convicção de que o que estão a fazer "é destruir a carreira dos professores e educadores portugueses se este tempo não for contabilizado. É preciso que ali na Assembleia os deputados ouçam que têm de recolocar os docentes no ponto de carreira a que têm direito em função do tempo de serviço que prestaram", dizendo que é tempo de dizer "basta deste desrespeito e desconsideração pelos professores", finalizou. A FNE continua a apresentar a possibilidade de um descongelamento faseado das carreiras nos futuros orçamentos de Estado, mas deixa um aviso para o facto de que isso terá de ser realizado em tempo útil para não prejudicar os professores que, entretanto, se venham a aposentar. Amanhã, dia 16, a FNE será recebida às 17horas no Ministério da Educação para uma reunião com a Secretária de Estado Adjunta e da Educação e a Secretária de Estado da Administração e do Emprego Público. Vídeos Secretário-Geral da FNE - João Dias da Silva Secretário-Geral da UGT - Carlos Silva
A marcação de reunião não desconvoca greve
A FNE foi hoje de manhã convocada para uma reunião, hoje, às 17 horas, com as Secretárias de Estado Adjunta e da Educação e da Administração e do Emprego Público, a propósito do descongelamento de carreiras.A marcação desta reunião, poucas horas antes da greve marcada para exigir o reconhecimento do tempo de serviço prestado e que foi congelado durante cerca de dez anos, para efeitos de reposicionamento na carreira, não constitui fator suficiente para que diminua a necessidade de exigir ao Governo que respeite o trabalho que os educadores e professores têm realizado nas nossas escolas.A greve de amanhã continua neste momento a justificar-se e a tornar-se ainda mais importante, para que o Governo sinta e saiba que os educadores e professores portugueses não podem ser desrespeitados.É necessário que a concentração de amanhã na Assembleia da República faça com que a voz dos docentes portugueses seja ouvida no hemiciclo, para que se corrija o que tem de ser corrigido na proposta de Lei do Orçamento de Estado.Da parte da FNE, existiu sempre a manifestação de toda a disponibilidade para que se encontrasse o enquadramento adequado e específico da carreira docente para que esse descongelamento ocorresse.Lamenta-se que tenha sido necessária a marcação da greve, que os professores se manifestassem na rua, como aconteceu no Porto no passado dia 11, que se preparasse a concentração de amanhã na Assembleia da República, para que ocorresse aquilo que é mínimo na relação entre parceiros sociais, isto é, que seja marcada uma reunião.Lamenta-se que esta reunião ocorra a poucas horas do início da greve, sem nenhum conhecimento de qualquer orientação sobre o conteúdo da reunião.Não é, pois, a marcação de uma reunião que pode ser considerada suficiente para que a greve seja desconvocada. Mas também não diminui a disponibilidade para que, seja em que altura for, se consigam compromissos políticos claros, inequívocos e escritos quanto ao total reconhecimento do tempo de serviço prestado, para efeitos de reposicionamento em carreira, sem subterfúgios administrativos.Lisboa, 14 de novembro de 2017
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Fórum FNE 2017. Assumir o compromisso da educação com a mudança
2017-11-06
Fórum FNE 2017. Assumir o compromisso da educação com a mudança
O primeiro dia do Fórum FNE 2017 (2 de novembro) decorreu no Auditório do Sindicato dos Professores da Zona Norte (SPZN) e promoveu a apresentação e debate de ideias sobre os desafios que o futuro traz à Educação.

Na declaração de abertura, o Secretário-Geral (SG) da FNE, João Dias da Silva, chamou à conversa várias questões como 'qual o papel de novos atores na forma como o ensino tem de responder a novos apelos', refletindo também sobre o novo perfil de alunos, da escola e de professores. O SG deixou também o recado de que a FNE está atenta quanto ao OE 2018 e que são inaceitáveis as medidas contra os professores portugueses.

Lançada que estava a conversa, foi possível ouvir a Presidente do Sindicato dos Professores da Zona Norte, Lucinda Manuela Dâmaso, falar sobre os desafios da educação, no que foi secundada no tema pelo Presidente da FNE, Jorge Santos, que reforçou a necessidade de entender qual o papel e lugar do professor na relação professor/aluno, deixando ainda claro que é cada vez mais necessário os alunos identificarem-se com o professor.

A Câmara Municipal do Porto esteve representada no Fórum pelo Vereador da Educação, Dr. Fernando Paulo, que deixou a declaração de interesses sobre o apoio da Autarquia nas questões da educação: 'Estamos abertos ao diálogo. Só com participação crítica e de todos é que podemos melhorar. E todos somos poucos', referiu. O representante autárquico deixou ainda objetivos de mudança: promover igualdade, cultura, coesão social e ter a escola pública ao serviço de todos, sendo que para atingir esses fins é necessário, na sua óptica, 'criar uma visão estratégica para o futuro, unir instituições, envolver autarquias, descentralizar competências ligadas à Educação, de forma que cada um cumpra o seu papel, mas tendo a escola como pilar central', finalizando a sua intervenção com um 'contem com a Câmara Municipal do Porto'.

Em seguida, o Professor Doutor Alexandre Quintanilha, reforçou a necessidade que o ensino tem de transmitir conhecimento, procurando 'avançar nas fronteiras do conhecimento', de forma que os futuros cidadãos estejam 'preparados para as descontinuidades, para as dúvidas que o futuro oferece, sendo que o nosso desafio é lidar e incorporar essas descontinuidades e fazer com que os alunos sejam cada vez mais curiosos, imaginativos e que adquiram auto-confiança. No fundo, 'infetar' os jovens com curiosidade e conhecimento', acrescentou.

Fechadas que ficaram as declarações de abertura, o Fórum recebeu o primeiro convidado: o Doutor Paulo Pereira de Almeida, do ISCTE, que cumpriu a sua declaração com apoio num estudo da Fundação Manuel Leão que apresentava aquilo que o sociólogo chamou como 'perplexidades'. Alguns dos números do estudo mostraram que os professores mantêm a paixão pelo ensino e consideram essa a razão principal para ensinar, dizendo também que ensinar a Arte e viver a profissão são também outros motivos. Quanto à apreciação da Educação em Portugal, o estudo apresentou 64% a dizerem que piorou e 58,9% dizem que o que mais os insatisfaz é a falta de respeito dos alunos.


UNSA apresenta desafios
da educação em França

O representante do ISCTE trouxe ao debate alguns exemplos dos EUA que deixaram à vista os principais problemas dos docentes portugueses em comparação com os norte-americanos, como o facto de a sociedade portuguesa não saber dos problemas dos professores, a falta de formação forte dos professores e de profissionalização. Paulo Pereira de Almeida disse que 'é preciso criar mais respeito pela profissão mudando a imagem da mesma, criar novas iniciativas como o Dia Nacional do Professor ou entrega de prémios anuais, valorizando assim as funções dos docentes', disse.

A intervenção seguinte ficou a cargo dos comentadores. Pedro Barreiros foi quem abriu o painel, criticando abertamente o OE2018 que não valoriza em nada a classe docente. Após isso, comentou os números apresentados na intervenção anterior referindo 'que a distância da paixão à frustração é curta', dizendo ainda que 'em 30 anos a educação deu saltos enormes, mas a tendência de resposta é pior', chamando ainda a atenção para a necessidade de apostar em formação contínua.

Paulo Barata trouxe à discussão o ensino no interior, onde leciona, dizendo o quanto é um desafio diferente e o quanto é complicado gerir a vida diária entre deslocações longas e pais que 'descarregam os miúdos na escola', referindo ainda que 'há vários países dentro do país e é preciso dar atenção ao interior'.

A manhã de intervenções terminou com Paulo Fernandes, que identificou como principal problema da Educação o 'desorçamentar para beneficiar o negócio privado', afirmando ainda que a estratégia de desvalorização dos professores não faz bem à sociedade e que 'parece que a educação piorou, mas não: o abandono escolar diminuiu e a proficência aumentou', terminando dizendo que 'os políticos dizem ter muita paixão, mas eu não entendo se têm paixão ou interesse, como diz a anedota'.

A parte da tarde da sessão iniciou com a participação de Susan Flocken, Directora do Comité Sindical Europeu da Educação (CSEE), que veio falar sobre os desafios sindicais na Europa. Sob a moderação de Alexandre Dias, Susan Flocken salientou que o CSEE representa 132 sindicatos europeus da educação, em 50 países, e 11 milhões de filiados em toda a Europa. A Diretora do CSEE afirmou que o Comité representa a voz dos professores nas instituições europeias e que a Comissão Europeia é obrigada a consultá-lo antes da tomada de decisões. Susan falou ainda sobre a forma de integração dos refugiados na Educação, algo que é um desafio do presente e para o futuro da Educação Europeia, assim como impedir que se reduzam recursos, esperando que a qualidade se mantenha.

A fechar o primeiro dia esteve a grande novidade deste Fórum 2017: uma representação da UNSA, União de Sindicatos Franceses da Educação, que veio apresentar o sistema educativo francês aos participantes da sessão.

Entre vários outros pontos, que poderá conhecer melhor no nosso jornal de novembro, destacamos a proximidade em políticas sindicais entre a FNE e esta federação; o facto de existirem poucas vagas para professores; o volume horário ser o mais elevado da OCDE, mas sem bons resultados; existe confiança das instituições nos professores, o que faz com que tenham liberdade de tempo e a nível pedagógico; os salários baseiam-se no índice da função pública, com o salário médio do nível básico a ser de 1200 euros; os professores franceses sobem de escalão a cada 3 anos, com o consequente aumento de salário; as escolas são geridas por autarquias e o orçamento é adaptado da região, existindo um diretor regional, normalmente não docente; os pais têm um papel importante no sistema educativo gaulês; existe muito trabalho invisível entre professores, pais e alunos. A intervenção dos elementos da UNSA, que foi moderada por Joaquim Santos, terminou com uma frase: 'todos querem uma escola que nunca existiu. Os governos quebram sempre as políticas anteriores e assim não há uma continuidade', finalizaram.

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Inovação em marcha
em dois agrupamentos

O segundo dia abriu com a participação do Eng. Gonçalo Lobo Xavier, Vice-Presidente do Comité Económico e Social Europeu (CESE), que enumerou os desafios que na sua perspetiva enfrenta a Formação Profissional, indicando que é fundamental a motivação dos jovens, encontrar as pessoas certas para dar Formação, sendo que esses também têm que possuir bases educativas de realce. O Engenheiro realçou que 50% dos postos de trabalho atuais vão desaparecer, mas que novos virão e é preciso adequar o sistema educativo a essas novas profissões, não esquecendo que o desafio passa também por oferecer novos serviços a profissões mais antigas.

O vice-presidente do CESE terminou dizendo que é necessário retirar carga burocrática aos professores, algo que os desvia do foco principal do ensino. Este tema foi moderado por Lucinda Manuela Dâmaso, que reforço a ideia de que a procura pela diminuição do défice não pode hipotecar o futuro da Educação.

Em seguida o Doutor Fernando Egídio Reis agarrou o tema do novo perfil do aluno, dizendo que esse perfil, ao longo dos anos, foi sofrendo divergências profundas e que é tempo de o fazer convergir com o da nova Escola e do novo Professor. Apenas estabilizando as políticas educativas é possível posicionar os professores, criar dinâmicas globais, fixar finalidades e prioridades. Este ponto contou com a moderação da Dra. Maria José Rangel, que afirmou a necessidade de criar um modelo para quem toma decisões e dar cada vez mais importância ao conhecimento.

O Fórum terminou com os testemunhos de duas escolas convidadas para falar sobre o tema 'Inovação em marcha'. Mário Rocha, professor do Agrupamento de Escolas de Cristelo (Paredes), mostrou como a criação de ambientes de inovação, uma nova matriz curricular ou a estimulação do espírito crítico são formas encaradas como solução para uma escola de futuro, mas já aplicada no presente.

Vários são os pontos em comum com a visão apresentada por Cesário Silva, do Agrupamento de Escolas da Marinha Grande Poente, destacando-se as novas matrizes de aprendizagem, o envolvimento dos alunos na experimentação, a reorganização funcional de recursos e a maior participação dos pais no sistema educativo, tudo novas formas de enfrentar o futuro na escola. Josefa Lopes, a moderadora desta intervenção, fechou o tema com a frase 'se os alunos estiverem felizes a aprender, todos estarão mais felizes'.

O encerramento do evento ficou a cargo do Secretário-Geral da FNE, João Dias da Silva, que realçou que o programa de ação da FNE tem sido sempre combater os maus exemplos do sistema educativo e que falta divulgar o bom que se faz nas escolas. Considerou ainda ser 'inaceitável que um governo queira apagar 10 anos de trabalho dos professores, desrespeitando este trabalho', reforçando ainda que 'o governo tem até dia 27 para reconsiderar tudo isto, porque nós não desistimos!', finalizou.

Galeria de Fotos do dia 3/11/2017

Vídeos do Evento